Lavagem de criptomoedas cresceu 30% em 2021 e atingiu US$ 8,6 bilhões

A lavagem de criptomoedas atingiu o equivalente a US$ 8,6 bilhões em 2021. O valor cresceu 30% sobre os US$ 6,6 bilhões de 2020. Desde 2017 foram US$ 33 bilhões e a maior parte do dinheiro foi parar em bolsas centralizadas. O aumento não é uma surpresa visto o crescimento de transações legítimas e criminosas com criptomoedas divulgou hoje (26) a Chainalysis.

Os valores consideram apenas os de crimes com criptomoedas, como vendas na darknet e ransomware, ou seja, bloqueio de redes e pedido de “resgate” em criptos. “É mais difícil medir quanta moeda fiduciária que vem de crimes no mundo real, como tráfico de drogas, é convertida em criptomoeda. Porém, sabemos que isso está acontecendo”, diz a empresa de soluções contra crimes com criptomoedas.

A lavagem de criptomoedas dá suporte a outros com moedas digitais. De acordo com a Chainalysis, o motivo é que os criminosos transferem as moedas para um endereços em que estão seguros contra punição das autoridades e depois, convertê-los em dinheiro.

Valores de lavagem de criptomoedas de 2017 a 2021. Fonte: Chainalysis.

A lavagem de dinheiro em criptomoeda também está muito concentrada em um pequeno grupo de endereços, sendo que muitos parecem existir mesmo para isso. O uso da lei pode ajudar a resolver isso, diz a Chainalysis. E em 2021, pela primeira vez desde 2018, as bolsas centralizadas não receberam mais de 50% dos fundos enviados por endereços ilícitos. Ficaram com 47%. Os protocolos de finanças descentralizados, os DeFi, receberam 17%, 2% acima de 2020. Na prática, isso foi um crescimento de 1.964%, para U$ 900 milhões.

A Chainalysis disse ainda que um dos pontos que mais chamou a atenção em 2021 foi a diferença de estratégia de lavagem de criptos entre o roubo e as pirâmides financeiras. Os endereços com associação a roubos enviaram pouco menos da metade do que roubaram para protocolos DeFi, ou seja, US$ 750 milhões em criptomoedas. Provavelmente porque os roubos em DeFi superaram os de outras plataformas. Hackers da Coreia do Norte responderam por US$ 400 milhões de hacks.

Já os criminosos de pirâmides financeiras mandaram os valores para bolsas. “Isso pode refletir a relativa falta de sofisticação dos ‘piramideiros'”, diz a Chainalysis. Hackear uma plataforma de criptomoedas para roubar fundos requer mais conhecimento técnico do que o que se observa na maioria das pirâmides, completa a empresa.

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