Latino-americanos estão muito mais interessados em criptos, diz estudo

America Latina usa criptomoedas para substituir moedas oficiais. Foto: Kanchanara, Unsplash

Os usuários da América Latina estão muito mais propensos a comprar criptomoedas em 2022 do que no ano passado. No Brasil, por exemplo, 25% dos entrevistados numa pesquisa da Sherlock Communications afirmaram que pretendem comprar moedas digitais nos próximos 12 meses. Isso é praticamente o dobre de 2021. Foi o maior percentual apurado. No entanto, falta de entendimento sobre o assunto apareceu como maior medo na região para se entrar no segmento.

A pesquisa foi realizada por meio de perguntas online neste mês com 1,2 mil pessoas na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru. Desses mercados, a Colômbia é o segundo da região com mais interessados em criptomoedas. Dos entrevistados, 22,3% esperam comprar moeda digital ou token nos próximos 12 meses. Isso é um salto enorme do percentual atual estimado de holders de 5,2%.

“Nossa pesquisa revelou que a América Latina está prestes a ver um grande aumento na adoção de moedas digitais em países de toda a região”, diz Patrick O’Neill, sócio-gerente da Sherlock Communications.

A América Latina entrou no mapa das criptomoedas como uma região com grande potencial de crescimento por conta das moedas oficiais serem instáveis. Na Venezuela e na Argentina, por exemplo, quem tem criptos usa bastante para pagamentos.

De acordo com o estudo, o Brasil tem as maiores taxas gerais de adoção de criptomoedas. No entanto outras regiões crescem mais rápido. Até porque, ainda estão bem no início dessa jornada. É o do Peru, por exemplo, onde 12% dos entrevistados dizem que comprarão criptomoedas no próximo ano., em comparação a 1% que já comprou.

Faltam na América Latina ações de educação sobre criptomoedas

Outros dois mercados de rápido crescimento são México, que deve ter um aumento de 345% na adoção, 16,9% dos entrevistados, e a Argentina, para 18,4%. Enquanto isso, 16% dos chilenos planejam comprar moeda digital nos próximos 12 meses, ante os 5,2% que já têm.

Apesar de todo o interesse, a pesquisa também mostrou que os entrevistados “estão lutando com preocupações sobre segurança cibernética em relação a exchanges e tokens. Assim como com a frustração de terem análises independentes e educação sobre essa área emergente de investimento”, completou O’Neill.

“Falta de entendimento sobre como a tecnologia funciona” e “preciso entender melhor como comprar ou investir em criptomoedas” foram as duas maiores razões apontadas pelos entrevistados sobre os obstáculos para entrarem nesse segmento. Tanto que em todos os cinco países, metade dos entrevistados deu uma dessas respostas como um motivo que os impede de comprar criptomoedas nos próximos doze meses.

Pouca gente conhece blockchain

Além disso, proporções altas de entrevistados em todos os países afirmou que “nunca tinham ouvido falar de blockchain”. Curiosamente, a Argentina liderou com 89,2% dos entrevistados dando essa resposta. Os outros percentuais foram de 85% no Peru, quase 80% no Chile e México, 77% na Colômbia e 68% no Brasil. “O conhecimento de muitos entrevistados nessa área é bastante superficial”, diz Luiz Hadad, consultor de blockchain da Sherlock Comunicações.

“O relatório mostra que os latino-americanos acreditam que cripto e web3 terão um papel importante em seus futuros financeiros. Porém, há uma enorme lacuna educacional que impede o primeiro passo para se entrar no espaço cripto”, completou.

O Relatório Blockchain – Latam 2022 da Sherlock traz informações sobre o ecossistema blockchain em todos os países da América Latina. Incluindo questões regulatórias, de adoção de criptomoedas e de empresas de destaque na região.

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