Justiça indicou um custodiante para ativos da Paxful, dizem fundadores

Paxful tinha foco em bitcoin.

Ray Youssef e Artur Schaback, co-fundadores da Paxful, plataforma que na última terça-feira (4) parou de funcionar, informaram que a Justiça indicou um custodiante dos seus ativos na quinta-feira passada. Eles deram a informação ao site de notícias Coindesk, mas sem maiores detalhes. A Paxful engrossou a lista de empresas do setor de criptos que fechou as portas possivelmente por problemas administrativos e operacionais ligados em boa parte a brigas entre os fundadores.

Schaback também afirmou que a Paxful ainda é seu maior objetivo é que a empresa cumpra sua missão original de atender às pessoas não-bancarizadas ou com pouco acesso aos bancos. Ele e Youssef estão em pé de guerra há algum tempo na empresa e na Justiça, com acusações mútuas de incompetência e de traição nos negócios.

Em outubro de 2022, o Blocknews publicou com exclusividade que a Paxful, plataforma para transações peer-to-peer (P2P) de bitcoin, tinha realizado uma série de demissões no Brasil, inclusive de equipes inteiras, assim como no resto do mundo. A empresa disse ao Blocknews na ocasião que “houve demissões em todo o negócio. Temos um time pequeno baseado na América Latina e ainda temos usuários na região. Nossos maiores mercados são Argentina, Brasil e Colômbia”.

Apenas dois meses antes a empresa tinha informado a marca de 10 milhões de usuários cadastrados em sua base global e que com base no volume de comércio, o Brasil era o segundo maior mercado na América Latina. Ficava atrás apenas da Colômbia. A empresa também projetava um crescimento de cerca de 85% no volume de comércio no ano no país. A plataforma cresceu em mercados emergentes, incluindo a África, com destaque para economias como a Nigéria, que tem alto índice de uso de criptomoedas.

Youssef disse ao Coindesk que quando as demissões começaram em 2022, ele teve seu salário cortado. Além disso, usou seu próprio dinheiro para pagar engenheiros para manterem funções vitais do site. E que Schaback se recusou a pagá-los, colocando os fundos dos clientes em risco.

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