Interesse por altcoins e memecoins no Brasil “impressiona”; mulheres crescem no mercado, diz Bitso em estudo

Distância entre BTC e stablecoins é uma das maiores no Brasil.

“O interesse por altcoins e memecoins no Brasil é impressionante”. Embora o país tivesse a maior proporção de bitcoin (58%) no portfólio até o final de 2023, 17% eram altcoins que não são ETH e XRP, contra 11% na América Latina. Além disso, é o mercado com a menor fatia de ETH, ou seja, em torno de 9%, contra 20% na região. Esses são alguns dos pontos que a Bitso apontou numa pesquisa que realizou com sua base de clientes aqui, na Argentina, Colômbia e México.

Em relação às memecoins, a Shiba Inu, por exemplo, responde por 3% das criptos que os brasileiros têm em carteira. A exchange nascida no México avalia que isso pode ter uma relação com a força da comunidade na rede social X. Ao mesmo tempo, Brasil e México têm as maiores distâncias entre bitcoin stablecoins de dólar no levantamento “Cenário das criptomoedas na América Latina Relatório do 2º Semestre 2023”, que a Bitso deverá fazer todos os semestres.

A pesquisa da Bitso também mostrou que por volta do dia quinze de cada mês é o período preferido dos usuários brasileiros de criptomoedas para colocarem a mão no bolso e comprarem moedas digitais. E mais: o horário preferido para negociar é à 1h. Outro ponto é que Manaus (2%) apareceu entre as cidades com mais usuários, ao lado das clássicas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Mulheres preferem bitcoin a altcoins

As mulheres aparecem no estudo com sua crescente importância no mercado, como também havia apontado o levantamento feito pelo Blocknews e Cantarino Brasileiro para a Bitso. Aliás, a participação delas cresce mais do que a dos homens. Dos quatro países pesquisados, as mulheres colombianas têm a maior fatia, de 33%. No Brasil, 31%. Na Argentina, 28%. E no México, ficam bem abaixo, com 22%.

As mulheres também preferem ficar nas criptomoedas mais consolidadas. Portanto, compram mais bitcoin, stablecoins em dólar (USD) e a USDT, versão da Tether que também segue o dólar. Mas, enquanto no o livro de trading preferido das mulheres no Brasil e no México seja o bitcoin, as argentinas e colombianas apontaram as stablecoins como suas preferidas. Portanto, essas preferências indicam as situações econômicos desses países.

Um outro ponto do estudo com a base da Bitso, que no total tem 8 milhões de clientes nos quatro países, é que apesar das turbulências, os hodlers de longo prazo mantiveram as criptos nas suas carteiras.

Abaixo, disponibilizamos o estudo completo da Bitso:

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