A reorganização no portfolio que a Hashdex está propôs aos cotistas de alguns de seus fundos de índice de criptos negociados em bolsa (ETFs) “faz parte de um movimento estratégico de consolidação da prateleira de produtos, com foco em eficiência, liquidez e evolução da experiência para os cotistas”, afirmou a empresa ao Blocknews. As votações para incorporações aconteceram nos últimos dias.
Como publicou ontem (11) o Blocknews, a gestora propôs a incorporação de alguns ETFs, entre eles o DEFI11, lançado após o boom de atenção que os protocolos de finanças descentralizadas receberam, ao fundo FOMO11.
“A decisão não representa uma mudança de visão sobre teses como DeFi, smart contracts ou cultura digital, que seguem sendo temas relevantes dentro do ecossistema cripto e continuam presentes na nossa visão de longo prazo”, completou a gestora. O fechamento dos fundos geraria uma realização fiscal.
Rentabilidades dos ETFs
O DEFI11 teve uma captação inicial de R$ 55 milhões. Atualmente, o valor patrimonial líquido atual é de R$ 33,2 milhões, com cota intradiária a R$ 13,65, segundo o site da gestora. No lançamento, a negociação da cota foi de R$ 45, portanto uma queda de 70%. A rentabilidade do ano caia 54% até hoje.
Enquanto isso, o FOMO 11 perdeu 39,42% em rentabilidade neste ano. O fundo tem um patrimônio líquido de R$ 13,2 milhões, com cota diária de R$ 20,74. No seu lançamento, em abril de 2025, a cota começou a ser negociada na faixa de R$ 33,65.
Hashdex avalia prateleira
Segundo a Hashdex, a incorporação dos ETFs ao FOMO11, dará aos investidores exposição “a uma estratégia mais ampla, dinâmica e adaptativa ao mercado”. A gestora afirma que o FOMO acompanha as tendências predominantes do ecossistema cripto de forma quantitativa e diversificada. O ETF segue o Kaiko Hashdex Risk Parity Momentum Crypto Index. Na composição, tem 29,5% de Tron e outras 12 criptomoedas, como bitcoin, stellar, ethereum e litecoin.
“A Hashdex segue avaliando continuamente sua prateleira de produtos e estratégias, em linha com a evolução do mercado global de ETFs e do próprio ecossistema de ativos digitais”, completou a empresa.