Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Hacker da Poly pode escolher entre US$ 350 milhões roubados ou recompensa de 0,15% disso

Hacker da Poly pode escolher entre ficar com US$ 350 milhões ou receber 0,15% disso.

Apesar da usual recomendação de não se negociar com hacker, a Poly Network está oferecendo US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) a quem atacou sua rede e roubou US$ 612 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) em criptomoedas.

Como ainda precisa devolver perto de US$ 350 milhões, o hacker pode escolher entre ficar com esse dinheiro – que ele disse que não quer – ou receber o equivalente a recompensa, que equivale a 0,14% do que está faltando. A recompensa também equivale a 0,08% dos total hackeado.

De acordo com a Poly Network, o hacker já transferiu cerca de US$ 238 milhões para uma carteira de múltiplas assinaturas. Há outros US$ 33 mil em USDT congelados esperando posição da Tether.

A rede so voltará a operar quando todo o valor voltar para Poly. E de acordo com um comunicado, o protocolo promete voltar a operação básica de cross-redes o mais rápido possível e com melhorias na mainnet. Porém, vai adiar a volta de outras funções mais avançadas.

Poly agradeceu ao hacker pela devolução de dinheiro

O hacker disse que roubou US$ 612 milhões em criptomoedas da Poly Network “por diversão”. O ataque foi na última terça-feira (11). Um dia depois, já havia devolvido quase a metade. Foi o pior ataque em protocolos de finanças descentralizadas (DeFis) até hoje.

Além de ser o maior ataque e do “diferencial” da devolução do dinheiro, chamou a atenção a troca de mensagens entre a Poly e o hacker. Nela, o hacker disse, por exemplo, que tinha dúvidas se apontava a brecha no sistema ou se tirava o dinheiro e o “guardava em segurança”.

A plataforma agradeceu o hacker por devolver o dinheiro. E agora o chamar de “Sr. White Hat”, que no mundo da segurança cibernética significa hacker ético.

Para os hackers que querem achar bugs e serem recompensados, há plataformas de corretagem para isso. A Immunefi, por exemplo, é especializada nisso para bugs de plataformas de criptomoedas. Assim, conecta empresas com hackers que serão pagos pelos bugs que encontrarem em seus protocolos.

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