eToro tenta se diferenciar entrando em finanças descentralizadas

Yoni Assia, co-fundador da eToro, que entrou em DeFi.

A plataforma de investimentos eToro, que funciona como uma “mídia social” e oferece também criptomoedas, entrará em finanças descentralizadas (DeFi). A empresa afirma que oferecerá exposições de longo prazo a projetos-chave para seus 23 milhões de usuários registrados.

Com finanças descentralizadas, a eToro tenta se diferenciar de quem apenas trabalha com negociação de criptomoedas. Esse é, alias, um caminho que outras empresas do setor parecem começar a seguir.

A Coinbase, por exemplo, tentou lançar um produto em que pagaria 4% para quem emprestassem suas moedas à bolsa. Que, por sua vez, emprestaria a terceiros. Mas, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) barrou a iniciativa.

O portfolio da eToro inclui 11 criptoativos de DeFi. Dentre eles há, por exemplo, o Ether (ETH), Uniswap (UNI), Chainlink (LINK), Aave (AAVE), Compound (COMP) e Yearn.finance (YFI).

De acordo com Dani Brinker, líder de portfolio de investimentos da eToro, “nos últimos meses surgiram milhares de criptoativos. Mas para quem não tem tempo de se informar sobre cada um deles, o mercado parece um campo de minas”. A plataforma escolhe os ativos e seu modelo permite que os investidores troquem informações sobre suas estratégias.

A empresa, que tem base em Israel, afirma que teve receita bruta de US$ 605 milhões em 2020. Portanto, um crescimento anual de 147%. O número de novos usuários cadastrados cresceu em 5 milhões. Em janeiro passado, teve mais de 75 milhões de operações, afirma a empresa.

Yoni Assia, co-fundador da empresa, afirma que usa seus ganhos na eToro em projetos sociais.

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