Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

ETF de bitcoin da QR Capital capta R$ 99,05 mi e começa a ser negociado na B3

ETF de bitcoin é o segundo de criptomoedas na B3. Foto: Miloslav Hamřík, Pixabay.

Começou hoje a negociação, na B3, do fundo de índice (ETF) atrelado a bitcoin. A cota do QBTC11 era negociado na faixa de R$ 11 logo no início do pregão. Até ontem (22), o patrimônio líquido do fundo era de R$ 99,05 milhões.

Este é o primeiro ETF que segue a índice de bitcoin na América Latina e o Brasil é segundo no mundo a ter esse produto – o outro é o Canada.

O índice de referência do ETF de bitcoin é o dos contratos futuros de bitcoin da bolsa de Chicago (CME na sigla em inglês. A bolsa se diz a maior diversificada do mundo em derivativos CME Group. Bitcoin é 99,85% da composição da carteira. Reais são 0,13% e dólar, 0,01%.

A QR Capital ofertou 10.415.593 cotas com valor de R$ 9,51. Na apresentação do fundo, a estimativa era de um valor de R$ 11,40 no lançamento. A taxa de administração é de 0,75% ao ano.

O BTG Pactual foi o coordenador líder da oferta do ETF de bitcoin. Também participaram a Easynvest, Órama, Vitreo, ModalMais e Banco Inter.

Este é o segundo ETF de critptomoedas da B3. Em abril, a Hashdex lançou o Hash11, que tem como referência uma cesta de criptomoedas. O fundo tem patrimônio líquido de R$ 1,3 bilhão e é um dos maiores da B3.

Embora siga uma cesta de criptos, bitcoin e ethereum respondem pelo maior peso do índice. A cota do Hash11 saiu a R$ 47 e hoje está na faixa de R$ 30. Sinal da queda das cotações das moedas no mercado.

A QR Asset Management possui, que administra o ETF de bitcoin, diz ter R$ 411 milhões em ativos sob gestão e mais de 20 mil clientes diretos e indiretos.

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