Estudo da Visa em 8 países da Am. Latina indica que 23% dos entrevistados investe em criptos

As criptos estão aparecendo como um dos principais investimentos dos consumidores de algumas das principais economias da América Latina, indica um estudo da Visa. No total, dos mais de 14 mil entrevistados em oito países – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru e República Dominicana, uma média de 23% disse que investe nesse segmento. “Não é um grupo muito menor do que os grupos que optam por investimentos mais populares”, diz a empresa de pagamentos. No total, 36% das pessoas disseram que investem.

Além disso, as criptomoedas aparecem como um das principais portas de entrada para muitos da Geração Z no mundo financeiro. Essa é a geração que nasceu entre 1995 e 2010. Essas portas incluem outras não tradicionais como aplicativos e jogos online, esse último no caminho de ser o principal. Dos entrevistados, que têm 16 anos ou mais, 15% daqueles que jogam pensam em pagar suas compras relacionadas a jogos com criptos.

Os investimentos mais populares que os latinos e caribenhos da pesquisa citam incluem basicamente fundos e produtos de renda fixa. Com a instabilidade em economias da região, e por tabela nas moedas oficiais, muitos latino-americanos se voltam para as criptomoedas.

Visa mostra quem investe mais em criptos

Assim, na República Dominica, 24% dos entrevistados no país disseram que essa é a categoria onde mais investem. Na Colômbia, 29% responderam que esse é o segundo principal investimento deles. Mas, a categoria perde por pouco dos fundos: 30% investem neles.

Em três países as criptos aparecem como o terceiro principal investimento. A Argentina é um deles, com 34% dos entrevistados dizendo que seus investimentos vão para essa categoria de ativos, superada por renda fixa (43%) e dólar (39%). No Chile, criptos ficaram em terceiro lugar com 18% – fundos (36%) e renda fixa (31%) são os principais . No Peru, 20% respondeu que investe em criptos, enquanto 28% citou pequenos negócios e 25% mencionou renda fixa. Os consumidores entrevistados pela Visa são de todas as classes econômicas e as conversas foram online.

No Brasil, criptos não aparecem entre os três principais investimentos, que são renda fixa (35%) , fundos de investimentos (30%) e investimentos em aplicativos (26%).

Economizar x investir

Quando o assunto é economizar, em nenhum dos países as criptomoedas apareceram como as três primeiras opções. Aliás, a Visa observou que os consumidores da América Latina não sabem muito bem a diferença entre economizar, ou seja, deixar um dinheiro de lado, não gastar, e investir, que é tentar fazer esse dinheiro crescer. E que a fatia de pessoas que economiza é pequeno.

Quase 4 de cada 10 consumidores (37%) dizem que não economizam porque a renda não dá para isso, portanto, quando muito, paga todas as despesas. Dos 63% restantes, apenas 33% economiza regularmente e 67% ocasionalmente.

Para realizar o estudo “Atitudes e Usos do Consumidor da América Latina e Caribe 2023”, a Visa entrevistou pessoas dos níveis socioeconômicos alto, médio e médio-baixo. A metodologia incluiu técnicas qualitativas e quantitativas e 48 grupos de discussão, além das 14 mil entrevistas online. O estudo foi conduzido pela Maru/Matchbox.

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