Dinheiro depositado em protocolos DeFi triplica em um ano

Protocolos DeFi com maior valor alocado, de acordo com DeFi Pulse.

O valor total depositado e bloqueado (TVL) em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) praticamente triplicou em um ano. Saltou de US$ 31,67 bilhões (cerca de R$ 174 bilhões) em 21 de janeiro de 2021 para US$ 92,36 bilhões (R$ 508 bilhões) na última sexta-feira (21), de acordo com o DeFi Pulse.

Ao longo desse período, os protocolos DeFi acompanharam a sequência de 2021 de alta, baixa, alta e nova baixa – que continua em 2022 – dos preços do bitcoin e outras criptomoedas. Mas, com uma diferença crucial: apesar desses movimento, as quedas foram menos bruscas, por exemplo. E assim, ao longo do tempo, acumularam recursos. Já o preço do bitcoin agora é o mesmo de há um ano.

DeFi, que em linhas gerais são produtos e serviços financeiros em blockchain, se tornaram estrelas do ecossistema a partir do final de 2020. Foi então que o TVL começou a subir sem parar e num ritmo muito forte. Em 2021, o TVL chegou a US$ 112 bilhões.

Os DeFi são contratos inteligentes (smart contracts), portanto, têm todas as condições, direitos e deveres programados. E assim, são autoexecutáveis conforme as funções para as quais são programados. Por estarem em blockchain, estão em ambiente com descentralização. Dessa forma, não precisam de intermediários como os dos produtos financeiros tradicionais.

Protocolos DeFi cresceram em número e tamanho

Dinheiro em protocolos DeFi desde 21 de janeiro de 2021. Fonte: DeFi Pulse.

Segundo a Hashdex, maior gestora de criptomoedas da América Latina, a base global de usuários passou de 20 mil em janeiro de 2020, para cerca de 3,5 milhões em outubro de 2021. Foi quando o preço do bitcoin e de outras criptomoedas marchavam a todo vapor para recordes diários. E os protocolos DeFi foram surgindo e, além disso, arrebatando corações no ecossistema.

Há uma semana, a empresa começou a oferta de cotas para seu nome fundo de índices atrelado a protocolos DeFi. O fundo estará na B3. E hoje (24) começou a divulgar uma série de cinco estudos sobre esses produtos.

Segundo o estudo Hashdex, os principais protocolos do segmento geraram mais de US$ 3,8 bilhões anuais em receitas para os investidores. Em novembro de 2021, as remunerações chegaram a cerca de US$ 320 milhões, seis vezes mais do que um ano ano antes, diz a gestora. Naquele mês, bitcoin e outras criptomoedas bateram recorde de preços e então embicaram para baixo, como estão até agora.

“O setor DeFi é diversificado e crescente. Se beneficia diretamente dos avanços do próprio ecossistema cripto”, diz Carlos Eduardo Gomes, líder de pesquisa da Hashdex.

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