Deutsche Bank se prepara para oferecer custódia e tokenização de criptoativos

Banco pediu licença para custódia. Imagem: Deutsche Bank.

O alemão Deutsche Bank vai integrar a tecnologia da sua investida Taurus para oferecer serviços de custódia e de tokenização de ativos digitais. “Como o espaço de ativos digitais deve abranger trilhões de dólares, é certo que será visto como uma das prioridades para investidores e corporações. Os custodiantes precisam começar a se adaptar para apoiar seus clientes”, disse Paul Maley, diretor global de serviços de valores mobiliários do Deutsche.

A fintech suíça Taurus foi criada em 2018. A empresa fornece infraestrutura de ativos digitais de nível empresarial para emissão, custódia e negociação de ativos digitais, como criptomoedas, ativos tokenizados, NFTs e moedas digitais. Neste ano, o Deutsche participou de uma captação da startup de US$ 65 milhões (cerca de R$ 325 milhões) numa Série B. Também participaram outros bancos como Credit Suisse e Arab Bank Switzerland.

“Esperamos apoiar o banco no lançamento de produtos e serviços baseados em ativos digitais e DLT (tecnologia de registro distribuído) em vários booking centers“, disse Lamine Brahimi, co-fundador da Taurus. Além de infraestrutura, a Taurus também opera um marketplace para ativos privados e títulos tokenizados.

O anúncio se segue ao pedido que o Deutsche fez ao BaFin, o regulador dos bancos na Alemanha, em junho passado, para uma licença para custódia de ativos digitais. O país é conhecido por ser um dos mais abertos a ativos digitais da União Europeia (UE).E o Deutsche é um dos bancos ações nessa área.

Uma das ações que se conhece é, por exemplo, o acordo da área de gerenciamento de ativos do Deutsche, a DWS, com a Galaxy Digital. O objetivo é emitir produtos de ativos digitais negociados em bolsa, os ETPs, na sigla em inglês. Esses produtos podem ser, por exemplo, commodities e ações.

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