Cresceu número de empresas e pessoas em criptomoedas no Brasil em 2022 e mulheres batem recorde; valor total caiu

A Receita Federal (RF) registrou um aumento consistente do número mensal de pessoas e empresas que declararam ter negociado criptomoedas no Brasil em 2022. A participação das mulheres no número de transações também foi o maior mensal até agora. No entanto, o valor total de transações ficou em R$ 154,4 bilhões, uma queda de 24,5% sobre os R$ 204,08 bilhões em 2021.

A quantidade de CNPJs únicos que declararam realizar operações com criptos começou o ano em 10.503 e terminou com 62.679 em dezembro, o melhor desde que a série histórica da Receita Federal sobre criptomoedas começou, em agosto de 2019.

No caso dos CPFs, houve um salto em junho, com 810.154, enquanto entre janeiro e maior variaram de 357.332 (abril) a 439.746 (janeiro). Depois que bateram o recorde de 1,3 milhão em julho, ficaram acima de 1 milhão até novembro, mas caíram para 909.503 em dezembro.

As mulheres responderam por 27,45% e 27,28% do total de operações em novembro e dezembro de 2022, respectivamente. Essa é, de longe, a melhor marca que atingiram até agora. Em valor das operações, em dezembro responderam por 17,38% do total, o melhor percentual do ano e o segundo da série histórica. Isso porque o melhor foi a marca de 17,89% em agosto de 2019, quando a série começou.

O movimento declarado pelas exchanges de criptomoedas existentes no Brasil somou R$ 113,22 bilhões. Assim, o restante do valor das transações, de R$ 41,2 bilhões, ficou distribuído entre as exchanges estrangeiras e as negociações diretas entre usuários, as chamadas P2P, mostra o relatório da Receita Federal.

Reportagem em atualização.

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