Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Coins, carteira digital mais completa com 20 criptomoedas e serviços financeiros, entra em operação

Coins Coins dará cashback entre 22 e 29 de novembro.

Entrou em operação, nesta quinta-feira (28), a carteira digital multi-moedas Coins, que inicialmente usou o nome PandaPay e tem 20 criptomoedas para transações, o maior número no Brasil. O lançamento da nova marca e do app são os primeiros passos de um plano para incluir moedas digitais no cotidiano do brasileiro, segundo a empresa.

O aplicativo já nasce com 20 mil usuários. “O Coins é simples e amigável para negociações de moedas digitais. Além disso, realiza pagamentos, transferências e outras operações cercadas de segurança e transparência que unem serviços financeiros tradicionais à nova economia digital”, afirma Marcelo Miranda, CEO da Coins.

Entre as 20 criptomoedas disponíveis na Coins estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Cardano (ADA), Solana (SOL), Ripple (XRP), assim como Dogecoin (DOGE), Polkadot (DOT), Litecoin (LTC) e Dash (DASH).

Além de permitir a compra e venda de criptomoedas 24 horas por dia, sete dias por semana, a carteira digital possibilita, por exemplo, o pagamento de contas via saldo em reais ou cripto. Mas, faz isso com a mesma agilidade de aplicativos bancários e extratos em tempo real, diz Miranda.

De acordo com o CEO, a plataforma usa as melhores práticas globais de KYC (Conheça seu cliente) e AML (Prevenção à Lavagem de Dinheiro), compatíveis ao setor financeiro tradicional.

Carteira digital Coins é do Finchain, grupo da FlowBTC

Carteira une tecnologia a serviços completos e amigáveis, diz Marcelo Miranda, CEO da Coins.

Miranda foi um dos pioneiros do mercado de criptomoedas no Brasil. Isso porque em 2015, lançou a corretora FlowBTC, uma das primeiras exchanges do país. Logo viu a necessidade de educar as pessoas sobre as vantagens das criptomoedas. Foi assim que, no mesmo ano, criou o primeiro curso de operações de criptomoedas no Brasil.

Apesar de o mercado de criptomoedas crescer muito desde 2015, Miranda ainda vê dificuldade para iniciantes entenderem e utilizarem uma bolsa. Foi assim que, junto com seu sócio Eduardo Salvatore, teve a ideia de criar a Coins.

A Coins faz parte do Grupo Finchain, um dos principais no Brasil de empresas que atuam com ativos digitais e blockchain. Os serviços incluem educação, consultoria, smart contracts, tokenização de ativos e estruturação de ofertas iniciais de moedas digitais – ou seja, ICOs. Com isso, se tornou o único one-stop-shop em blockchain no Brasil.

E em 2018, foi a primeira empresa de blockchain no país a receber um investimento de uma instituição do mercado financeiro tradicional, o Banco Genial.

Entre as iniciativas de relevo da Finchain, também está a startup Preks, de registro de precatórios em blockchain e que fez parte do programa de inovação do Banco Central, o LIFT. E ainda o BEE4, um dos três projetos que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) selecionou para participarem do seu sandbox de inovação.

A FlowBTC, corretora de criptomoedas da Finchain, movimentou mais de R$ 100 milhões neste ano. E a estimativa é que a carteira digital Coins tem potencial para multiplicar esse valor em pelo menos 10 vezes.

Coins tem cartão físico, pagamento de contas e cashback

Coins dá suporte à jornada do usuário em criptomoedas, diz Eduardo Salvatore.

“Em um mundo cada vez mais descentralizado, a Coins une o poder da tecnologia com a importância de ter serviços completos e amigáveis na palma mão do usuário. E faz isso com o máximo de liquidez e a segurança que a palavra investimento requer, em qualquer lugar do mundo. É a maior variedade de ativos digitais disponível em uma conta digital no Brasil aliada às principais funcionalidades que o investidor inicial ou experiente de criptomoedas precisa”, completa.

O CEO da Coins afirma ainda que a carteira digital multi-moedas tem  um cartão físico, o Coins Card, com bandeira Mastercard. Assim, o usuário pode comprar online e nas maquininhas com seu saldo em reais e em criptomoedas. O cartão também permite saques em mais de 23 mil caixas automáticos no país.

Além disso, no app é possível fazer transferências ilimitadas entre usuários e depósitos e pagamentos via Pix, transferência bancária ou boletos. Há ainda benefícios como cashback – devolução de dinheiro – de 2% para compra de vouchers de serviços como Uber, iFood, Spotify e de jogos.

Na mira de Miranda e Salvatore estão principalmente os investidores com  conhecimento mínimo em ativos digitais. Para eles, o mercado brasileiro está entre os mais promissores nesse segmento e a carteira Coins foi desenhada para dar suporte às necessidades de todos os tipos de usuários, ou seja, dos iniciantes aos mais experientes. “Vamos acompanhar o investidor ao longo de toda a sua jornada no mundo das criptomoedas, da primeira compra até produtos mais sofisticados”, afirma Salvatore.

Aumento de operações com bitcoin foi espantoso

Segundo o Radar FintechLab, em agosto de 2020 o Brasil já contava com 55 fintechs de criptomoedas. Isso representa 8% do total de iniciativas do segmento. Estima-se que hoje existam mais de 4 milhões de contas registradas para operar moedas digitais no Brasil.

Enquanto isso, dados do portal Cointrader mostram que as exchanges brasileiras declararam um movimento de R$ 27 bilhões em bitcoins no primeiro trimestre. Isso já ultrapassou todo o montante de 2020, com um espantoso aumento de 716%. Em 2020, o movimentou foi de 351 mil bitcoins em 35 praças, um volume médio foi de 975 BTC por dia.

Miranda é economista da UFRJ com MBA em Finanças pela University of Michigan, com mais de 20 anos de mercado financeiro tradicional. Salvatore é engenheiro de produção formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio). Também tem MBA em Blockchain Development & Technologies pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), primeira pós-graduação na tecnologia do Brasil.

No site da Coins, o https://coins.com.br , e no aplicativo Coins , que pode ser baixado das loja de aplicativos Apple ou Google Play nos celulares, há ainda mais detalhes sobre a carteira digital, seus serviços e produtos.

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