Coinbase abre exchange em Bermudas e cita foco em mercados internacionais

Coinbase se expande no exterior. Imagem: Coinbase.

Em meio a investigações e punições de reguladores dos Estados Unidos (EUA) a exchanges de criptomoedas, inclusive a seu próprio negócio, a Coinbase anunciou hoje (2) o lançamento da Coinbase International Exchange em Bermudas. O foco é derivativos e a operação começa com contratos futuros perpétuos de criptos. Hoje são de bitcoin e ethereum. De acordo com a segunda maior exchange do mundo, esses contratos responderam por cerca de 75% das negociações globais de criptomoedas em 2022.

Os contratos futuros perpétuos significam que não é preciso especificar uma data de vencimento do contrato. Além disso, troca de valores e não de ativos, ou seja, de criptos. É basicamente uma aposta em valores. E fazem parte do mercado de derivativos, o que significa que o preço do que é negociado tem base num ativo ou índice de referência, por exemplo.

“A Coinbase escolheu se tornar uma empresa pública (em bolsa) nos EUA porque acreditamos que o país seria melhor servido ao abraçar essa inovação fundamental. Mas também temos foco em mercados internacionais, muitos dos quais estão avançando com estratégias para se tornarem hubs de criptos”, disse a empresa num comunicado. O fundador e CEO da exchange, Brian Armstrong já elogiou a aprovação da lei 14.478 no Brasil, que regula as empresas do setor. E recentemente a corretora divulgou que está interessada nos desenvolvedores do país.

Nesta segunda-feira (1), o Citi rebaixou sua indicação para as ações da Coinbase de compra para neutro por conta dos desafios que enfrenta com regulação. E cortou o preço alvo da ação de US$ 80 para US$ 65. Isso reduziu ainda mais a cotação ontem, que está na faixa de US$ 50. Na manhã de hoje, houve nova queda, mas às 11h30 já registrava uma recuperação com a notícia sobre Bermuda.

A Coinbase está implementando um plano de expansão global que inclui ter produtos com foco em Web3 em todos os países onde a regulação permitir isso. Além disso, inclui o lançamento de infraestrutura local. Dessa forma, abre novas frentes fora de seu mercado principal, os EUA. A necessidade de um líder confiável no mercado global de criptos nunca foi tão forte, diz a empresa. Em Bermudas, a licença para operação foi da Autoridade Monetária da ilha (BMA).

De acordo com a Coinbase, market makers externos garantem a liquidez da exchange e a empresa está bem capitalizada para suportar o sobe e desce do mercado. Toda a liquidação acontece em USDC e não é preciso entrar com dinheiro fiat. Os contratos começam permitindo uma alavancagem – ou compra – de cinco vezes o valor que o usuário poderia comprar. Alavancagens são operações de alto risco e stambém uma características do contratos futuros perpétuos.

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