BTG vai competir na compra e venda de criptomoedas com plataforma própria

André Portilho, líder de ativos digitais do BTG. Foto: José Benigno.

O BTG Pactual anunciou, nesta segunda-feira (20), que terá sua própria plataforma de negociação de criptomoedas. A Mynt entrará em operação no início do último trimestre do ano, que começa em 10 dias. No princípio, terá bitcoin e ether, as duas principais criptomoedas do mercado. Será, portanto, o primeiro banco do país a ter um serviço desse tipo.

De acordo com comunicado, a plataforma de criptomoedas estará disponível aos clientes do BTG Pactual digital e do BTG+ de forma gradual. “Vamos incluir outras criptomoedas para negociação ao longo do tempo. Além disso, a Mynt trará conteúdo com o objetivo de educar e informar os clientes sobre essa nova tecnologia”, disse André Portilho, líder de ativos digitais do BTG Pactual.

Em 2019, o BTG também foi o primeiro a lançar um security token lastreado em imóveis recuperados, o ReitBZ. O token está disponível no exterior porque não tem autorização para negociação no Brasil. O banco foi também o primeiro a oferecer, em abril passado, um fundo de bitcoin.

Em ETFs, os fundos de índices que estão em negociação na B3, o BTG foi, por exemplo, coordenador líder do ETF de bitcoin da QR Asset. Assim como participou da oferta do produto de criptomoedas da Hashdex.

XP pode voltar a criptomoedas; CEO do Mercado Livre investe na Ripio

O anúncio do BTG sobre a Mynt vem em meio a informações de mercado de que a XP, sua concorrente, se prepara para voltar a oferecer criptomoedas. Em abril de 2019, a empresa fechou a plataforma XDEX, lançada em outubro de 2018 com o private equity General Atlantic. O que se comenta é que a pressão pelo fechamento foi do Itaú, mas com a separação das instituições, a XP quer voltar ao segmento.

Já a bolsa e carteira Ripio, da Argentina, anunciou que recebeu um aporte de US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões) numa rodada Series B. O líder da operação foi o Digital Currency Group. Entre os novos investidores estão Marcos Galperín, CEO e fundador do Mercado Livre. O dinheiro irá para os projetos de abertura de operação na Colômbia, México e Uruguai.

Por enquanto, a Ripio opera na Argentina e no Brasil. Aqui, entrou ao comprar a BitcoinTrade, em janeiro. O plano da empresa inclui ainda começar uma operação na Espanha em 2022.

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