Trexx, de games, faz pitch na Argentina e tenta se diferenciar por ser brasileira

Sabrina (esq.), Helo (centro) e Vinicius (dir.). Foto: Trexx.

Ao vencer, nesta semana, um hackathon usando a nova blockchain de um consórcio que inclui a Ripio, a startup de jogos em blockchain Trexx passou para o próximo estágio da competição, que foi apresentar, ontem (22), seu projeto a investidores argentinos. Heloisa Passos, cofundadora e CEO da startup, disse ao Blocknews que seu foco foi mostrar que já está no mercado brasileiro, um local de interesse para os fundos.

“Tive cinco minutos, o equipamento que exibia a apresentação falhou, mas respirei fundo e falei, e em inglês”, disse Heloisa. A Trexx começou com a ideia de fazer seu próprio jogo, o Boom Boogers. Mas, o projeto se expandiu para ser também um marketplace de aluguel de itens para jogos em tokens não-fungíveis (NFTs) multichain. Isso inclui, por exemplo, roupas e acessórios.

A Trexx foi a única brasileira e aquela com mais mulheres na equipe que venceu o hackathon, que aconteceu em Buenos Aires, usando a blockchain LaChain. Houve 18 vencedores. A startup também conquistou o terceiro lugar com a blockchain da Avalanche e foi uma das cinco startups selecionadas para falar com os fundos argentinos no evento principal da Ripio, o Modular.

Trexx conversou com cinco fundos

Heloisa fez a apresentação para Iián Álvarez, sócio do Ripio Ventures, Leandro Pisaroni, sócio do Kalei, Lorena Suárez, sócia diretora da Alaya Capital, Mariano Mayer, cofundador e sócio diretor da Newtopia e Ariel Arrieta, co-fundador e sócio diretor da NXTP Ventures.

“Estamos muito felizes e empolgados, essa vitória mostra o grande potencial da Trexx e seu time e consolida nossa expertise no mercado de Web3. Nos coloca como um dos principais players de Web3 gaming da América Latina”, afirmou Helo.

De acordo com Vinicius Chagas, CTO da Trexx, um desafio de uma competição como essa é a dificuldade de desenvolver em pouco tempo. “A competição é uma ótima oportunidade para evoluir o produto de forma rápida. Conseguimos fazer testes e coletar feedbacks de pessoas de diferentes projetos, o que agrega muito para nosso produto. É necessário muita paciência, dedicação e resiliência”.

Plataforma de jogos multichain

Chagas complementa que a principal dificuldade técnica foi integrar o produto em blockchains diferentes, mas que foi superado com o apoio dos mentores. “Isso foi muito importante, pois queremos construir produtos multichain que aproveitem o melhor de cada blockchain. Por isso, cada competição é uma oportunidade para integrar e aprender sobre uma nova blockchain. Assim como aprender sobre ferramentas inovadoras no mundo do desenvolvimento”.

Sabrina Olivo, líder da área de Open Inovation da Trexx, disse que no último ano venceu quatro hackathons nacionais e internacionais. “Estou determinada a transformar esses eventos em uma poderosa ferramenta para impulsionar nossos produtos baseados em blockchain”. De acordo com Sabrina, os hackathons, agora, se tornarão uma porta de entrada para a captação de investimentos por meio de prêmios.

Helo Passos adiantou que este será um ano de muitas novidades para a Trexx. Além das parcerias com as asiáticas AAG e com a Japanese Born Ape Society, divulgadas recentemente, a startup está prestes a finalizar o desenvolvimento do seu jogo Boom Boogers. A Trexx tem uma equipe de 9 pessoas e em breve irá abrir vagas nas áreas de tecnologia e artes.

*A jornalista viajou ao Modular a convite da Ripio.

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