Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bitcoin vai tirar espaço do ouro como reserva de valor, diz Goldman Sachs

Bitcoin pode subir se cripto chegar a 50% do mercado de reserva de valor, diz GS.

O bitcoin vai ganhar participação de mercado como reserva de valor em 2022 e fará isso em cima do ouro. A afirmação é de Zach Pandl, co-líder global de moedas do Goldman Sachs. Essa análise sobre “roubo” de fatia de mercado como reserva de valor surgiu neste ano diversas vezes. E parece se consolidar, segundo o banco.

Reserva de valor é ter um ativo que manterá seu poder de compra no futuro. Dólar é um dos exemplos mais comuns. A capitalização de mercado ajustada do bitcoin é de US$ 700 bilhões, diz o banco em sua nota a clientes sobre previsões para 2022. Assim, representa 20% do mercado de reserva de valor. Isso porque a de ouro e bitcoin somadas é de US$ 3,3 bilhões, já que a de ouro está em cerca de US$ 2,6 trilhões. Para esse cálculo, o banco considerou o preço da onça troy em US$ 1.800.

Porém, provavelmente o percentual do bitcoin vai crescer ao longo do tempo, diz o Goldman Sachs, que retomou sua área de criptomoedas em 2021. De acordo com o banco, num cenário hipotético em que bitcoin chega a ter 50% do mercado de valor em cinco anos, o preço poderia superar US$ 100 mil.

Bitcoin ainda longe do preço de reserva de valor do Goldman

Para esse cálculo do bitcoin como reserva de valor, o Goldman considera que não haverá um aumento de demanda por reserva. E que o retorno da criptomoeda acumulado anualizado é de 17% a 18%. E um dos maiores bancos de investimentos do mundo leva em conta um aumento da oferta de bitcoin.

Por enquanto, longe da faixa de US$ 45 mil a US$ 51 mil das últimas semanas. Nesta quarta-feira (5), bitcoin teve nova queda durante o dia, após o Federal Reserve indicar que pode subir a taxa de juros em março. Isso pode tirar o interesse de investidores por criptomoedas, inclusive bitcoin.

Às 21h36 de hoje, das dez maiores criptomoedas em valor de mercado – excluídas as que seguem o dólar -, todas operavam em queda. Nos últimos sete dias, apenas a Polkadot tinha alta. A Solana, que parece ter sofrido ataque cibernético nesta semana, tinha os maiores percentuais de queda. As do bitcoin eram de 5,42% em 24 horas e 6,42% em sete dias, de acordo com o CoinMarketCap.

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