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Bitcoin ultrapassa US$ 68 mil e bate novo recorde de preço

Bitcoin continuou hoje (9) seu movimento de alta, que começou na noite de domingo, e seu preço chegou ao recorde de US$ 68,5 mil (cerca de R$ 411 mil) na virada desta noite, por volta de 1 hora da manhã. É uma alta de cerca de 4% sobre a cotação de ontem às 20h00. Depois o valor recuou e variou entre essa cotação e US$ 67.450,00. Ethereum também bateu novo recorde hoje, horas depois do recorde de ontem, ao atingir US$ 4.831.

O movimento de alta do bitcoin acontece desde outubro, quando houve o recorde anterior, no dia 20. Embora a cotação tenha recuado um pouco, voltou a subir nas últimas horas e levou o valor total do mercado de criptomoedas a mais de US$ 3 trilhões (cerca de R$ 18 trilhões). Quando esta matéria foi publicada, já tinha voltado para a faixa de US$ 2,94 trilhões.

De acordo com a empresa de análises Glassnode, os detentores de bitcoin de longo prazo (LTH na sigla em inglês) estão distribuindo apenas uma pequena fração do que têm em mãos. Isso, segundo ela, é o que aconteceu em outros ciclos de alta.

A empresa afirma que as atividades na rede bitcoin estão muito pouco acima dos níveis registrados em épocas de mercado em alta. Além disso, os saldos de bitcoin das corretoras de criptomoedas continuam a diminuir e a atividade dos mineradores da moeda na rede e a receita em dólar estão perto de novas altas. Portanto, para a Glassnode, a perspectiva é de alta, afirmou em seu boletim semanal, que divulgou ontem (8).

Preço do bitcoin está em rota de alta, diz analista

Preço tem influência de detentores de bitcoin de longo prazo, que vendem pouca moeda. Cotação: CoinMarketCap

Também ontem o relatório semanal da gestora de criptoativos CoinShares, que junto com a Grayscale é uma das maiores do mundo. mostrou que os fluxos para produtos e fundos ligados a bitcoin atingiram o recorde de US$ 6,4 bilhões até agora em 2021. Detalhe: nas últimas oito semanas foram R$ 2,8 bilhões, ou seja, quase metade do valor total.

Segundo a gestora, em todo o mercado o fluxo chegou a US$ 8,9 bilhões até agora em 2021, enquanto em 2020 foram US$ 6,7 bilhões. Na semana passada houve o recorde de US$ 95 milhões transferidos para bitcoin, a maior de todas as moedas. Considerando todo o mercado, há 12 semanas o fluxo é positivo.

Já a alta da ethereum se deve, segundo analistas, à queima de moedas, que superou a emissão. Assim, cria-se uma limitação ainda maior do que está disponível no mercado, portanto, escassez.

Por vota de 3h00 da manhã desta terça-feira, chegou a US$ 4.831, uma alta de cerca de 1% sobre a noite de ontem. Até o meio-dia, a moeda passou boa parte do tempo acima dos US$ 4.800,00. `Às 12h10 estava em US$ 4.776,00.

Ethereum está perdendo espaço para outras moedas

Mas ethereum não está chamando a atenção apenas pelo preço. Segundo a Kaiko, também de análise de criptomoedas, a invenção de Vitalik Buterin está perdendo espaço no mercado para outras como Solana. A empresa analisou a fatia da ethereum na Binance, maior bolsa do mundo. Para isso, considerou protocolos alternativos. Desde janeiro, essa fatia despencou de 76% para 42%.

“Entre os algozes da ethereum está a Solana, que pegou uma boa parte do volume. Isso porque se usa a moeda cada vez mais para tokens não fungíveis (NFTs) e operações de finanças descentralizadas (DeFi). A venda secundária de NFTs na rede ultrapassou US$ 500 milhões. E essa mesma onda de NFT aumentou preço das transações na ethereum” diz a Kanko.

Segundo a CoinShares, os investidores também injetaram 31 milhões de dólares em produtos e fundos da ethereum na semana passada. No ano, o fluxo para investimentos na moeda é de US$ 1,09 bilhão.

*Reportagem será atualizada ao longo do dia.

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