BC quer segregação patrimonial; dívida da Genesis e defesa de DLT pelo BNY Mellon

FTX pode ter impacto em regulação. Imagem: Led Thomas Pehan.

BC vai estabelecer segregação patrimonial

O Banco Central (BC) vai acrescentar a segregação patrimonial na próxima fase de regulação do mercado de criptomoedas, publicou a Coluna Painel S.A., de Julio Wiziack, do jornal Folha de S. Paulo. E a instituição será dura nas regras que vai definir, completou. Na terça-feira passada (29), o Congresso aprovou a lei que regula as empresas que prestam serviços no setor. Esse item da segregação dos recursos de clientes e empresas ficou de fora.

O Senado havia incluído, mas o relator, o deputado federal Expedito Netto, retirou quando o projeto de lei voltou à Câmara. E foi um embate entre os contra e os a favor. Segundo interlocutores do presidente do BC, Roberto Campos Neto, as regras do setor serão duras, diz a Folha. O Executivo deverá nomear o regulador e o mercado acredita que será o BC – talvez com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que cuidaria dos tokens desse segmento.

FTX: Genesis deve US$ 900 milhões à Gemini

A trading de criptoativos Genesis e sua controladora, o Digital Currency Group (DCG), devem US$ 900 milhões à Gemini, exchange dos irmãos Tyler e Cameron Winklevoss, cofundadores do Facebook. A informação é do jornal britânico Financial Times. Em meados de novembro, a Genesis e a Gemini anunciaram a suspensão de saques. A Gemini informou que a Genesis era um dos parceiros de empréstimos do programa Earn.

Nesse programa, usuários podiam decidir emprestar suas criptos para certos clientes institucionais e receber juros por isso. Mas, disse que “todos os fundos dos clientes em sua exchange estão mantidos na proporção 1×1 e disponíveis para saque a qualquer momento.” Esses empréstimos acabam conectando as empresas e numa hora de crise, há casos de efeito dominó, como neste caso. A Genesis estaria buscando recursos no mercado para honrar suas dívidas.

CEO do BNY Mellon defende tokenização

É hora de redefinir a oportunidade que os criptoativos representam, em meio às consequências da quebra da FTX, escreveu Robin Vince, CEO e presidente do banco BNY Mellon num artigo no Financial Times. Para ele, as criptomoedas são uma parte pequena do mundo de ativos digitais. E ele pede para que os governos e empresas trabalhem para acelerar um marco regulatório que una o sistema financeiro tradicional e o de ativos digitais. E que esse último siga princípios que o mercado financeiro já segue.

Os princípios são dois. O primeiro é o de que a regulação permita ao setor financeiro inovar, o que inclui usar tecnologia de registro distribuído (DLT). O segundo princípio é o de proteger clientes, manter os mercados organizados e fornecer diretrizes regulatórias claras. Há interesse em tokenização, mas “sem confiança no nosso sistema financeiro, não teremos nada útil”.

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