Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bancos e lojas da rede Mastercard poderão oferecer serviços de compra e venda de criptomoedas

Mastercard permitirá que usuários de cartão usem criptomoedas. Foto: Mastercard.

A Mastercard permitirá que qualquer um dos bancos e lojistas de sua rede de pagamentos poderá integrar criptomoedas em seus produtos. Isso incluirá carteiras de bitcoin, cartões de débito e crédito que permitem e geram recompensas em criptomoedas. A empresa também informou que vai permitir inserir criptomoedas em seu programa de fidelidade.

De acordo com  Sherri Haymond, vice-presidente executivo de parcerias digitais da Mastercard, parceiros como bancos, fintechs e comerciante poderão oferecer a possibilidade dos clientes comprarem, venderem e manterem criptomoedas. Isso será possível pela integração com a plataforma Baktt, disse ele à rede CNBC.

A Bakkt vai oferecer aos parceiros comerciais da Mastercard um serviço de ‘Crypto-as-a-Service’. A carteira custodiante é da Bakkt. Como a Mastercard vai integrar criptos em seu programa de fidelidade, será possível, por exemplo, ganhar pontos em criptos. Assim, podem ganhar essas moedas eao invés de pontos. E usá-las em compras.

Geração milênio compra criptomoedas

 Segundo o Mastercard New Payments Index, 77% dos millenials estão interessados em saber mais sobre criptomoedas. E 75% usaria se entendesse melhor do assunto. Uma outra pesquisa da Bakkt mostrou que 48% dos entrevistados comprou criptos no primeiro semestre de 2021. Porém do restante, 32% pensam em fazer isso até o final do ano.

A Mastercard diz ter 2,8 bilhões de cartões em uso e relacionamento com 20 mil instituições financeiras. Mastercard, Visa e PayPal, todas empresas de pagamentos, estão tomando várias iniciativas em relação a criptomoedas. As duas primeiras estão incluindo em ações relacionadas a moedas digiais de bancos centrais, as CBDCs.

No final de setembro, em evento com jornalistas brasileiros, a Mastercard afirmou que adotou a estratégia de uso indireto de criptomoedas. Disse que os motivos para isso incluem tempo de transações e volatilidade. Uso direto s´ó por meio de stablecoins como a USDC, que a empresa já está habilitando em alguns países.

Para Mastercard, tempo de transação limita uso de criptomoedas

De acordo Walter Pimenta, Vice-Presidente Sênior de Produtos e Inovação da empresa na ocasião, a Mastercard não atua diretamente com criptomoedas “raiz“, de redes descentralizadas como bitcoin e ethereum. Dessa forma, o que faz é licenciar seus parceiros, como bancos e bolsas de criptomoedas, para emitirem um cartão para uso das moedas digitais.

Essas instituições, por sua vez, fazem a conversão das moedas e então, na rede da Mastercard, só transitam as moedas fiduciárias (fiats). O executivo afirmou que a empresa não sabe quanto se converte de criptomoedas para fiat para uso na sua rede.

O executivo afirmou ainda que a Mastercard participa da discussão de mais de 60 moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) no mundo. Além disso, tem mais de 100 patentes de blockchain aprovadas e “outras centenas pendentes”,

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