Visa: 10% de PMEs da AL têm carteira de criptomoedas; Brasil em segundo lugar

Criptomoedas em PMEs ajudam a dar maior agilidade aos negócios.

Pequenas e médias empresas (PMEs) da América Latina também estão aderindo às criptomoedas, em especial as argentinas, brasileiras e colombianas, nessa ordem, segundo a Visa. Estudo da empresa mostra que 10% dessas empresas estão usando carteiras de moeda digitais. A maioria delas está no varejo, em especial em eletrônicos e vestuário.

Além disso, as PMEs que recebem pagamentos internacionais, por exemplo, têm duas vezes mais chances de receber criptomoedas do que as que fazem apenas vendas domésticas, diz a Visa. Isso indica como as criptos estão avançando nesse segmento, já que fazer uma remessa de dinheiro na forma convencional costuma ser cara e demorada. Portanto, as as PMEs estão aderindo a serviços financeiros não tradicionais.

Para o estudo, foram entrevistados consumidores e empresas da Argentina, Brasil, México, Colômbia, Chile, Guatemala e Peru. O foco da pesquisa “Faster Payments Landscape in Latin America (Pagamentos mais rápidos na América Latina)” foi identificar barreiras para pagamentos mais rápidos na região.

Uma das informações que surgiram com as entrevistas foi a de que 60% dos consumidores e das PME’s gostariam de adotar métodos de pagamento mais rápidos. E 80% das pessoas entrevistadas consideram o surgimento de métodos mais ágeis uma facilidade bastante atraente. Isso é o que pensam especialmente consumidores jovens e de menor renda.

E praticamente metade das PMEs (52%) diz que provavelmente adotariam meios de pagamentos mais ágeis  se tivessem essa opção. De acordo com a Visa, o pagamentos mais rápidos ajudariam mais da metade das PMEs a aumentar sua resiliência financeira. Isso porque 41% teriam melhora no fluxo de caixa e 36% poderiam pagar fornecedores de forma mais regular. 

Criptomoedas ajudam a dar agilidade, afirma Visa

“O acesso mais rápido ao dinheiro por pessoas e empresas passou a ser fundamental para manutenção das condições de sobrevivência”, comenta Romina Seltzer, vice-presidente sênior de Produtos e Inovação para a Visa América Latina e Caribe.

“A tendência para pagamentos mais rápidos na América Latina tem crescido rapidamente, o que pode ajudar a impulsionar formas mais eficientes, contínuas e digital-first para trabalhadores, empresas e consumidores terem acesso ao dinheiro”, completou a executiva. 

A empresa dá como exemplo a Visa,um caso desenvolvido com a Niubiz e a TuSueldoYa!. Os funcionários podem receber o pagamento de seus salários com o Visa Direct conforme os dias trabalhados. Isso é, inclusive, o que a tecnologia blockchain, por exemplo, pode permitir com os contratos inteligentes.

As entrevistas aconteceram com 2.765 consumidores maiores de 18 anos que têm de cartão de débito e receberam algum tipo de pagamento nos últimos 12 meses. Além disso, incluíram 1.069 PMEs que receberam um pagamento de um credenciador ou processador de cartão de crédito, marketplace ou financiador nos últimos seis meses e 30 instituições pagadoras que fizeram ao menos 10 mil transações de pagamento ao mês para pessoas ou PMEs.

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