Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Roadis, que tem estrada na Bahia, testará blockchain em pedágio

Indra, que fará projeto da Roadis, diz que blockchain em infraestrutura ajuda na compensação de valores. Foto: Roadis.

A Roadis, empresa espanhola de infraestrutura que no Brasil administra 680 quilômetros de estrada na Bahia, vai testar o uso de blockchain em pedágios. A solução é da Indra, empresa de consultoria e tecnologia. O objetivo é evitar fraudes, ataques cibernéticos e reduzir conflitos entre participantes da rede, como o estado e o concessionário, por conta de dados que parecem discordantes entre participantes da rede.

O teste será na rodovia de Monterrey a Saltillo, no México. que tem 103 quilômetros e movimento de 11,2 mil carros ao dia. Blockchain estará no backoffice do sistema de pedágio. Assim, vai dar maior segurança para a veracidade dos dados, permitir o rastreamento dos registros, melhorar as compensações de valores entre as empresas envolvidas no negócio, os pagamentos à autoridade estatal dona da estrada e uma auditoria financeira melhor

Além disso, blockchain deve reduzir problemas de fraudes como pagamentos de pedágio com cartões falsos, por exemplo, ao integrar diferentes instituições na rede. A tecnologia também poderá “reduzir os problemas que podem surgir na gestão de listas de usuários bloqueados por algum atraso no envio de registros de matrículas e de informações do veiculo que usou o pedágio”, completo a Indra, que também tem o braço Minsait.

Blockchain em infraestrutura melhora a compensação de valores

No caso de rodovias, a tecnologia se adequa à cobrança de pedágios em especial quando há interoperabilidade entre várias concessionárias, de acordo com a empresa. Mas, o mesmo pode se aplica ao uso de blockchain em outras ´áreas de infraestrutura. Por exemplo, em petróleo e geração de eletricidade por meio de painéis solares.

A Indra está usando Quorum, uma solução blockchain para empresas que era do JPMorgan e agora é da Consensys. A rede não é pública, portanto, cada participante tem acesso aos dados de acordo com sua função no negócio. Nesse piloto no México, os participantes poderão ver e registrar operações, enquanto os órgãos de governo poderão fazer as auditorias.

A consultoria espanhola também vai usar blockchain num projeto para simplificar os projetos de logística na Espanha, o Simple. Assim, vai implantar um sistema que integrará toda a informação sobre transporte de mercadorias e logística do país. Com isso, vai rastrear todos os documentos e cargas e integrar todos os participantes do transporte.

A Indra também faz parte do projeto Critical-Chains, da universidade britânica Reading, que estuda o uso de blockchain e internet das coisas (IoT) no setor financeiro. A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), financia o projeto.

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