Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Primeira bolsa de crédito de carbono do Brasil entra em operação no início de 2022

Bolsa de crédito de carbono vai negociar títulos do Brasil no mundo. Foto: Gerd Altmann, Pixabay.

No início de 2022, entra em operação a AirCarbon Brasil, primeira bolsa de crédito de carbono do país. Porém, sua atuação é global, já que a negociação dos créditos daqui será em outros mercados. Isso porque a uma iniciativa é uma parceria da brasileira BlockC, que tem uma plataforma m blockchain para projetos de descarbonização, a AirCarbon Exchange de Cingapura, a prefeitura do Rio de Janeiro e o banco Santander.

A BlockC tem foco em empresas. A AirCarbon Exchange de Cingapura já atua também em mercados como por exemplo o de Abu Dhabi, Inglaterra e Canadá. A bolsa responde por cerca de 10% do mercado voluntário mundial de créditos de carbono. O movimento diário é de negociação é de 200 mil toneladas de CO2 e de em torno US$ 1 milhão. Seu portfólio é de 180 empresas em 29 países.

De acordo com a BlockC, a bolsa de crédito de carbono vai usar a mesma arquitetura de mercado que a AirCarbon Exchange. A plataforma disponibiliza a infraestrutura tradicional de comércio de commodities para os mercados de carbono. Para empresas que operam no Brasil e necessitam mitigar suas emissões, os principais atrativos devem ser comissões substancialmente menores do que as encontradas hoje no mercado de balcão em transações bilaterais”, afirma Carlos Martins, CEO da BlockC.

Bolsa de crédito de carbono será no Rio de Janeiro

“O apoio dos desenvolvedores de projetos de carbono brasileiros será essencial para o sucesso desse mercado no país. Recebemos manifestações de interesse e apoio de diversos desses criadores de projetos locais, que estão extremamente entusiasmados com a nossa iniciativa”, disse na COP26 o CEO da BlockC, Carlos Martins.

A Eco92, que foi no Rio, “deu origem a todos os outros sobre governança climática global. A cidade se compromeu a se tornar neutra em emissões até 2050. Além disso, temos a terceira maior floresta urbana do mundo.” Foi o que disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio, Chicão Bulhões durante o “Rio+30”, que foi parte da programação da COP26, onde anunciou a bolsa.

Os fundadores da BlockC, e que agora terão a bolsa de crédito de carbono, são profissionais com experiência em ativos ambientais e gases de efeito estufa (GEE). O objetivo é desenvolver projetos em blockchain que ajudam na transparência. Isso porque é possível controlar com maior segurança os dados, de onde vêm e para onde vão os créditos, por exemplo.

3 Comentários

    1. Caro Alcides, para obter mais informações, o ideal seria entrar em contato diretamente com os participantes do projeto, como a BlockC. Obrigada por nos acompanhar!

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