Mercado de Criptomoedas por TradingView

Pesquisa do CPQD indica evolução de blockchain no cenário tecnológico brasileiro

A tecnologia blockchain deve ser adotada num horizonte de dois anos no Brasil, tem alta percepção de impacto nos negócios e evolui no aspecto maturidade, segundo a edição 2021-22 do “Radar Conecte-se com o Novo” do CPQD.

Olhando diferentes setores, a tecnologia blockchain mostra diferentes estágios. Para os segmentos de TI e Financeiro e Serviços, a adoção deve se dar nos próximos dois anos e com alto impacto nos negócios. Porém, enquanto TI vê a tecnologia como convencional, o setor financeiro ainda tem a percepção de algo nascente.

A pesquisa do CPQD, que elabora estudos e oferece soluções baseadas em tecnologia de informação e comunicação (TIC), traz uma visão sobre o cenário tecnológico brasileiro a partir da indicação da maturidade percebida, perspectiva de impacto e o prazo de adoção das tecnologias avaliadas.

Segundo a pesquisa, os segmentos de Telecom, Indústria e Agronegócio veem alto impacto do blockchain, porém com adoção entre 3 e 5 anos e maturidade inicial. Já as Utilities veem baixo impacto da tecnologia nos negócios, maturidade inicial e adoção para além de cinco anos.

Além do blockchain, a pesquisa destaca a evolução da percepção de maturidade nas Tecnologias de Proteção à Privacidade e nos Contratos Inteligentes, “possivelmente decorrente de um maior conhecimento sobre o potencial de suas aplicações e do desenvolvimento tecnológico de soluções para ambientes de negócios”.

CPQD e blockchain

O portfolio do CPQD inclui soluções que usam tecnologia blockchain. O CPQD iD é uma solução SaaS (Software as a Service) que permite criação, verificação e customização de identidade digital descentralizada para pessoas ou ativos e a adoção de credenciais adicionais. Já o CPQD ATC (Asset Trace Chain) habilita a rastreabilidade de ativos (físicos, lógicos, documentos e transações) ao longo da cadeia produtiva.

A CPQD iD, por exemplo, faz parte do programa de testes de uso do real digital, o LIFT Challenge Real Digital, uma colaboração entre o BC e a federação nacional dos servidores do banco, a Fenasbac. “O objetivo é proporcionar uma identidade reutilizável, segura, sem senhas e aderente à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, afirma o responsável técnico por produtos blockchain do CPQD, Fernando Marino.

Outro exemplo de uso de blockchain pela empresa é uma solução que utiliza o conceito de identidade digital descentralizada aplicado a dispositivos IoT, ou internet das coisas. “Colocamos um túnel de comunicação em cima do protocolo MQTT (Message Queue Telemetry Transport, protocolo de Iot), pelo qual o dispositivo IoT envia as informações para a aplicação com criptografia validada por blockchain. Para isso, usamos o protocolo DIDComm, que provê comunicação e identificação digital segura em ambientes descentralizados”, explica Marino.

Compartilhe agora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.