Parfin e Agrotools na lista de possíveis unicórnios, diz O Estado de S. Paulo

Marcos Viriato, fundador e CEO da Parfin. Foto: Parfin.

Os últimos dois anos foram fracos em notícias sobre novos unicórnios, mas o cenário pode começar a mudar em 2024 e na lista brasileira de quem pode superar o valor de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões) tem ao menos duas empresas do ecossistema blockchain. São a Parfin e a Agrotools. A informação está em reportagem na edição desta quarta-feira (17) do jornal O Estado de S. Paulo.

A Parfin surgiu em 2019 da observação de ex-executivos do BTG. O CEO, Marcos Viriato, certa vez disse ao Blocknews que a empresa surgiu de observações como a de que o backoffice financeiro precisava melhorar e que blockchain poderia ajudar nisso. A startup, completou, nasceu com a ideia de conectar “a Faria Lima” ao mundo dos ativos digitais. Hoje, é uma plataforma que oferece serviços como os de custódia, tokenização, negociação e gerenciamento de ativos digitais.

A Parfin participa do piloto do Drex em mais de um dos 16 grupos que estão testando o real digital. E tem clientes como a B3 Digitas, da bolsa B3, que por sua vez, vende serviços usando a plataforma Parfin. É o caso do acordo que a Digitas fez com o Inter para negociação de criptomoedas pelo banco.​ A Parfin captou US$ 21 milhões em duas rodadas e prevê mais uma neste ano.

Mercado Bitcoin e Cloudwalk são unicórnios

A Agrotools, por sua vez, criou tecnologia para monitoramento de áreas rurais, gerando dados para que empresários do setor e outras empresas ligadas ao agronegócio possam tomar decisões baseados em dados. Assim, podem gerenciar melhor riscos, por exemplo. Entre seus clientes estão empresas como Carrefour e Syngenta e instituições financeiras como Banco do Brasil e Itaú.

Segundo seu site, a Agrotools faz 300 mil análises de dados ao dia, monitora 200 milhões de hectares e 60% do abate brasileiro de gado na Amazônia.

No ecossistema cripto, o Mercado Bitcoin e a Cloudwalk, fintech para pequenas e médias empresas, se tornaram unicórnios em 2021. Esse foi o ano em que os investidores aportaram US$ 11 bilhões nas startups, três vezes mais do que em 2020. E assim, 11 unicórnios surgiram, como lembra O Estado de S. Paulo.

2024 poderá ver novos unicórnios

A pandemia ajudou a acelerar os investimentos, em especial em áreas como saúde e educação. Apesar do aumento de investimentos previstos para este ano, não deverá repetir o feito de 2021. Na verdade, essa recuperação, mesmo que não seja em níveis altos como antes, deverá acontecer também em outros segmentos de investimentos, como o de fusões e aquisições de empresas de maior porte.

De acordo com a reportagem do Estadão, outras empresas na lista de possíveis unicórnios são Asaas, idwall e QI TechOs investidores, segundo o levantamento do jornal, ainda não voltarão com a investir como no “ano de ouro” de 2021, quando a pandemia acelerou alocações e levou o valor de aportes a US$ 11 bilhões, três vezes mais do que em 2020. Em especial em áreas como saúde e educação. Onze unicórnios surgiram.

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