Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Mineradora de estanho implanta blockchain para atender nova lei da União Europeia

A Minespider, que fornece blockchain para rastreamento de minerais, e a LuNa, produtora de estanho de Ruanda, vão implementar uma solução, neste mês, para atender as exigências que os importadores da União Europeia (UE) devem seguir por conta da nova Regulação de Conflito Mineral do bloco, que entra em vigor em janeiro de 2021.

O Google vai dar suporte para o setor, para garantir que a OreSource cumpra as normas europeias. A empresa e a Minespider implantaram um projeto de rastreamento também de estanho, da mina ao consumidor final, para empresas como a Volkswagen e a mineradora peruana Minsur.

A plataforma usada no projeto piloto é a OreSource e nela as empresas de fundição registram os dados da produção na blockchain e um código QR é adicionado ao embarque ou à fatura, para que as informações sejam checadas pelos importadores europeus.

A nova regulação europeia tenta evitar a importação de produtos que geram conflitos em países instáveis e estanho é um deles. A ideia é que importadores europeus – estimados entre 600 e 1 mil diretos – sigam normas já estabelecidas sobre o assunto pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Outros produtos que estão na lista de minerais que geram conflito são o ouro, o tungstênio e o tântalo.

“O setor ainda tem dúvidas sobre como seguir a regulação europeia. A OreSource é uma ferramenta que vai nos dar informações necessárias e ajudar os importadores a terem acesso aos dados”, disse Olena Wiaderna, diretora de sustentabilidade e de diligência da cadeia de suprimentos na LuNa Smelter.  Além disso, por agora providenciarem esses dados, o setor espera poder cobrar mais pelo seu produto.

Relógios Hublot passam a ter garantia e autenticidade registradas na blockchain AURA

A fabricante suíça de relógios Hublot vai usar blockchain na garantia de seus relógios, a e-warranty. A empresa já equipava os relógios com garantia eletrônica, mas desta vez, tudo será registrada na blockchain AURA, desenvolvida pela Microsoft e Consensys rastreamento da autenticidade dos produtos de luxo do grupo LVMH, do qual a Hublot faz parte..

A garantia e verificação de autenticidade são ativadas com uma foto de um celular. “a perfeita fusão entre complexidade tecnológica e simplicidade de utilização.” Ricardo Guadalupe, CEO da Hublot. A empresa trabalhou por mais na tecnologia, desenvolvendo algoritmos com a empresa KerQuest. É o primeiro reconhecimento visual de um relógio.

Reconhecimento por microcomponentes

Os relógios terão um passaporte e uma garantia eletrônica que se assemelham ao reconhecimento facial e que são baseados nos materiais de cada peça. Segundo a Hublot, os relógios podem parecer iguais, mas cada um tem algum microcomponentes diferente dos restantes, por isso é possível rastrear a autenticidade.

A rede começou com o registro de dados das marcas Louis Vuitton e dos perfumes Christian Dior. Outras marcas do LVMH deverão entrar na rede, que está aberta a produtos de luxo de outros grupos também.

Produtos falsificados com as marcas de luxos são artigos fáceis de serem encontrados. São um sinal dos bilhões em dólares de importações de falsificações e de piratarias. Em 2016, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou esse valor em US$ 500 bilhões, 2,5% das importações globais. Mas na Europa, o percentual seria ainda maior, aparentemente o dobro.

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Após criptos, Louis Vuitton pede registro de blockchain para e-commerce no Brasil

Empreendedoras: três perguntas para quem quer mudar o mundo com as próprias ideias

Mulheres jovens, empreendedoras e que não se abateram com as dificuldades do mundo dos negócios, que inclui falta de acesso a capital e machismo estrutural.

Em entrevistas sobre suas histórias, falam do amor pelo que fazem, de como querem mudar o mundo e da solidão que é empreender. É isso o que FintechsBrasil, site parceiro do Blocknews, mostra em reportagem sobre o empreendedorismo feminino e que podem ser lidas em https://bit.ly/398zNKY

Plataforma Fim dos Resíduos Plásticos, que conecta startups e empresas, chega ao Brasil

A Plataforma de Inovação Fim dos Resíduos Plásticos, que conecta startups e empresas, vai ter um um hub também em São Paulo. A Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos e a aceleradora Plug and Play, que já acelerou empresas como Rappi e PayPal, anunciaram que a plataforma, lançada em outubro de 2019 no Vale do Silício, Paris e Singapura, terá três novos endereços. Além do Brasil, estão na lista as cidades de Xangai (China) e Johannesburgo (África do Sul).

Faz sentido a plataforma vir para o Brasil, uma vez que, segundo o Banco Mundial, o país é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas. Perde apenas para Estados Unidos (EUA), China e Índia. Desse lixo, mais de 10,3 milhões de toneladas são coletadas, mas apenas 1,28%, ou 145 mil toneladas (1,28%), são recicladas.

O programa da aliança já atraiu mais de 2 mil startups nos 3 hubs, com 32 delas entrando em programas de aceleração, inclusive com o uso de blockchain. Foram investidos mais de US$ 3 milhões nas startups e há 50 pilotos comerciais com as empresas da aliança, que incluem, por exemplo, a brasileira Braskem, Dow Química, Basf, P&G e PepsiCo.

“Com a expansão, as startups desses três novos hubs poderão ter acesso a investidores e a conhecimento técnico através da plataforma”, disse Nicholas Kolesch, vice-presidente de projetos da Aliança.

Um dos casos considerados de sucesso até agora é a da Circularise, startup do hub de Paris, que oferece uma plataforma blockchain open source para dar transparência às cadeias de suprimentos e incentivar a economia circular. A startup está desenvolvendo projeto com a Covestro e a Domo Chemicals.

Eventos: Semana tem fórum da OCDE e webinar da Growth Tech sobre blockchain e open banking

Fórum Global da OCDE

Começa hoje (16) e vai até sexta-feira (20) o Global Blockchain Policy Forum 2020 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Devido à pandemia, neste ano o evento é online. As discussões incluem temas como finanças, uso da tecnologia pelos governos e identidade digital. Vanessa Almeida, responsável pela iniciativa de blockchain do BNDES, participa hoje do painel “Unlocking financing for biodiversity – The role of distributed ledger technology”. O painel vai das 12h40 às 11h30, horário do Brasil. Fernando Lavrado, CIO do banco, participa, nesta terça-feira (17), do painel “Blockchain as a service: Centralised infrastructure for a decentralised future” As inscrições para o evento ainda podem ser feitas pelo site https://bit.ly/2UJSOLr

Blockchain e open banking

A Growth Tech, que cria soluções em blockchain para o mercado imobiliário, realiza hoje (16), às 19h30, o webinar Open banking + blockchain: Mercados e perspectivas. A discussão terá a participação de Hugo Pierre, CEO da Growth Tech, Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, Edísio Neto, CEO do Z.ro Bank, e Joaquim Campos, vice-presidente da IBM para IBM Cloud e Cognitive. O webinar será transmitido pelo canal da Growth Tech no YouTube, o bit.ly/YT_GT.

Blockchain for Energy é o novo nome de consórcio de empresas de óleo e gás

Blockchain for Energy é o novo nome do antigo OOC Oil & Gas Blockchain Consortium, que reúne empresas como Chevron, Exxon e Repsol. O objetivo do grupo, criado em 2019, continua o mesmo: construir uma rede de empresas que cooperem para a identificação e desenvolvimento de soluções para o setor, disse o consórcio num comunicado.

O grupo pretende agora focar atenção no desenvolvimento de soluções para as áreas de transporte de commodities, gerenciamento integrado de joint-ventures e soluções referentes a direitos sísmicos. segundo Rebecca Hofmann, chairman do Blockchain for Energy.

Leitor do Blocknews tem desconto no curso Blockchain & Smart Contracts na Prática

Leitores do Blocknews têm desconto no curso “Blockchain & Smart Contracts na Prática”, que acontece nesta terça-feira (17) e quarta-feira (18), das 19h às 21h30. As aulas serão online e cobrirão as características de uma rede blockchain, como tipos de rede, criação de blocos, criptomoedas e esquemas de pirâmides, e o que são os smart contracts, abordando pontos como a criação desses contratos inteligentes e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Haverá também simulações de atividades em blockchain.

O curso será dado por Daniele Remoaldo Pegoraro, secretária-geral da Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e advogada-sênior da Fundação Cásper Líbero. “É um curso para quem quer conhecer, na prática, o funcionamento de blockchain e smart contracts, por isso, pode ser feito por iniciantes ou por quem tem algum conhecimento sobre o assunto”, diz Daniele.

As inscrições podem ser feitas pela plataforma Sympla em https://bit.ly/35BcUgW.  Para ter desconto de 10%, os leitores do Blocknews devem usar o cupom BLOCKNEWS2020. Quem fizer o curso terá acesso ao material usado e dicas.

Vivo e Santander implantarão em mais países redes blockchain que operam no Brasil

A Vivo vai expandir para mais países sua rede blockchain para monitoramento da cadeia de suprimentos de routers, que foi implantada no Brasil. A rede monitora desde os fornecedores dos centenas de componentes dos routers, que são chineses, até a instalação final na casa do cliente. A blockchain está em produção e registra mais de 2 milhões de movimentos do processo ao ano

“Podemos ver até os problemas dentro da equipe. Um router tem até 300 peças e podemos saber qual está ruim e sua procedência. Utilizamos os dados para melhorar os processos. Baixaram as queixas dos clientes e os custos da empresa”, afirmou Christoph Steck, diretor de Políticas Públicas e Internet da Telefónica na Espanha, durante a II Jornada Blockchain Economía, realizada pelo hub espanhol de informações Blockchain Economía, parceiro do Blocknews.

Durante o evento, o Santander também informou que o One Pay Câmbio, serviço de transferências internacionais em blockchain que já opera em seis países, incluindo o Brasil, será estendido para o México.

A cobertura completa sobre a expansão dos serviços da Vivo e do One Pay e sobre seus laboratórios para desenvolvimento de soluções em blockchain está no Blockchain Economía e o painel pode ser visto no vídeo abaixo.

Leitor do Blocknews tem 50% de desconto no ingresso do Blockchain Connect 2020

Os leitores do Blocknews têm 50% de desconto no ingresso de um dos maiores eventos sobre blockchain do país, o Blockchain Connect 2020, que acontece hoje (11) e amanhã (12), em versão online, a partir das 18h15h.

Para isso, o leitor deve acessar a página de inscrição e usar o cupom BLOCKNEWS50. Com ele, o ingresso custará R$ 39,50.

O Blockchain Connect 2020 terá três salas simultâneas com a discussão sobre blockchain em diversos setores e modalidades de uso, como segurança, identidade digital, tokenização, regulamentação e cidades inteligentes.

Corrente de Mulheres é o novo podcast do Women in Blockchain Brasil

O Women in Blockchain (WIB) Brasil, comunidade voltada ao apoio e inclusão das mulheres na nova economia, tem agora o podcast Corrente de Mulheres.

A apresentação e produtora do podcast é Liliane Tie, líder também do WIB Brasil.

Lançado em 21 de outubro, o podcast está no terceiro episódio e o último, disponível desde o último dia 1, inclui comentários sobre as reportagens do Blocknews sobre o mercado de trabalho em blockchain e a baixa participação das mulheres nesse segmento.

O programa está em que está nas plataformas Anchor, Spotify, Radio Public, Pocket Casts, Overcast e Breaker.