Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Notarchain, rede blockchain dos cartórios, tem 22 mil registros de atos como divórcios e autenticações

A plataforma de blockchain lançada pelos cartórios de notas, a Notarchain, atingiu cerca de 22 mil atos registrados, como transferências de imóveis, divórcios, testamentos e, desde 16 de novembro passado, documentos autenticados. Tudo o que é assinado digitalmente no e-Notariado ganha também uma hash na Notarchain.

A plataforma blockchain é um módulo do e-Notariado, sistema exclusivo dos cartórios para serviços eletrônicos. Seu desenvolvimento começou há dois anos, mas só pode entrar em operação formal em todo o país com o provimento 100 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em maio passado.

“A nossa solução foi criada institucionalmente porque o cartório depende de leis e normas para tudo. É um segmento muito regulamentado e fiscalizado. Por isso, queríamos uma solução uniforme para todo o país e fiscalizado pelo CNJ”, disse ao Blocknews Giselle Oliveira de Barros, presidente do Colégio Notarial do Brasil.

A startup Growth Tech chegou a prestar serviços em blockchain para cartórios, mas com o provimento do CNJ, teve de pivotar seu negócio.

São Paulo já operava

De acordo com Giselle, as autenticações digitais já aconteciam no estado de São Paulo antes de serem nacionais, porque havia normativa para isso. Mas com a normativa do CNJ, passou a valer para todo o país.

A autenticação eletrônica do documento, segundo ela, valerá por 5 anos, embora o material possa ser verificado por prazo indeterminado por conta do blockchain.

“Isso traz uma blindagem enorme do documento e permite que em 100, 200 anos possa ser recuperada de forma segura sua integridade com a função hash”, disse ao Blocknews Renato Martini, assessor de TI do CNB no desenvolvimento do e-Notoriado. O executivo foi diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) por 14 anos, de 2003 a 2017.

No Notarchain ficam registradas as hashes, assinaturas e datas dos documentos. O conteúdo não precisa estar registrado nessa plataforma, porque já está no espaço virtual de cada cartório, completou Martini.

Cada cartório é um nó identificável

Na rede blockchain, cada cartório de notas é um nó. Hoje são cerca de uma dúzia dos 8,6 mil. Além disso, cerca de 1,900 usam o e-Notariado.

Usar o e-Notariado é obrigatório para quem quer prestar serviços eletrônicos, algo que, espera-se, cresça ao longo dos anos, até por pressão dos usuários. Como nem todas as cidades têm essa demanda e muitas vezes nem internet para tal, o processo deve durar alguns anos.

O novo recurso permite tornar um documento digital em físico e autenticado, a materialização, e vice-versa, a desmaterialização de autenticações. Também acelera o envio de documentos certificados.

Para autenticar um serviço na plataforma digital, é preciso contatar um cartório de notas. O usuário deve pedir a autenticação digital e enviar o documento, se for digital, por email, whatsapp ou outro formato eletrônico. Se for físico, terá de levar o impresso ao cartório para digitalização e autenticação. O cliente recebe um documento pdf assinado digitalmente. Os cartórios não autenticam eletronicamente documentos em pdf.

Digitalização dos cartórios

Com uma percepção pelo público de que os cartórios estão atrasados na adoção de ferramentas digitais, Giselle afirma que o segmento têm se digitalizado. Segundo a presidente do CNB, os bancos de dados são digitais, a integração com registro de imóveis também é eletrônica e outros tipos de cartórios, como os de protestos, são totalmente digitais.

“Não temos medo de uma nova forma de praticar o ato (cartorial) e de passarmos para o digital. Faz parte. Mas isso deve ser feito com a mesma segurança jurídica que se espera no mundo físico”, completou.

Startup cria aplicativo para prontuário médico e agenda de visitas com blockchain

A startup Action Voice, focada no segmento médico, criou uma plataforma de registros de dados clínicos e de conexão entre médicos, pacientes e familiares, que utiliza blockchain para segurança das informações.

A WoHZ, como é chamada, está em prova de conceito (PoC). A solução é ativada por voz para criar um prontuário eletrônico e a ideia é de que seja a interface entre os pacientes e quem os atende numa instituição médica, e até mesmo seus familiares.

Isso permite, por exemplo, o acesso a boletins médicos e à organização de horários de conversas de familiares em áudio ou vídeo com os pacientes, de acordo com a situação clínica deles.

Plataforma Hyperledger

A empresa está usando a Hypeledger e afirma ter investido R$ 2,5 milhões no projeto em recursos próprios. Para o CEO da startup, Celso Gama, “a pandemia de Covid-19 agravou uma situação de conflito nas visitas e nos pedidos de informações, forçando os hospitais a adotarem soluções que implicam na gestão e no controle destas questões com mais rigor”.

O aplicativo foi testado em clínicas particulares e agora a empresa espera testá-lo em instituições de maior porte. A princípio, os testes serão em São Paulo e Pernambuco. O valor do uso do aplicativo varia conforme o número de profissionais do sistema, que é de cerca de R$ 30 por profissional, além do valor de setup do servidor da plataforma.

iCoLab busca professores e estudantes interessados em pesquisar sobre blockchain

O Instituto Colaborativo de Blockchain (iCoLab) está buscando professores e estudantes para fazerem parte de seu time de pesquisadores. Podem se candidatar profissionais e estudantes de diferentes áreas, como administração, direito, TI e saúde.

Sandra Heck, co-fundadora e presidente do iCoLab, disse ao Blocknews que o processo começou recentemente e há 3 pesquisadores com vínculo firmado, além de outros interessados.

Os profissionais e estudantes desenvolverão estudos acompanhados por pesquisadores e profissionais do mercado que já atuam com blockchain.

O iCoLab está baseado no Rio Grande do Sul e foi criado em 2019, a partir da iniciativa Blockchain CoLab, que por sua vez aconteceu depois da Grupo de Blockchain Research Group, criado pelo professor Jorge Verschoore Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Verschoore se interessou por blockchain após passar um ano fazendo pós-doutorado na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde teve contato com o mundo do Vale do Silício.

Para se inscrever no programa de pesquisa do iCoLab é preciso enviar email para [email protected]. A partir daí, os candidatos receberão um formulário para preenchimento.

Fase 0 da Ethereum 2.0 é confirmada para 1 de dezembro; promessa é ser mais barata e rápida

O lançamento da Ethereum 2.0 (Eth2), que promete ser mais rápida, barata e sustentável do que a Ethereum 1.0, será mesmo no próximo dia 1 de dezembro. A rede, que permite a realização de contratos inteligentes, é muito usada por empresas para uma diversos tipos de processos, uma das características que a diferenciam da rede Bitcoin.

A confirmação aconteceu nesta terça-feira (24), depois de uma corrida nas última 24 horas para a realização de depósitos de validadores no contrato de participação, necessários para que o cronograma inicial fosse cumprido. Eram necessários 524.288 Ether e isso aconteceu com a contribuição de de 16.384 validadores.

Em menos de 24 horas, faltavam cerca e 40% dos depósitos. A Celsius, plataforma de criptomoedas, foi uma das que fez o depósito na última hora. Foram 25 mil ETH.

Buterin e o trilema

Vitalik Buterin, criador da Ethereum, sempre diz que o desafio é ter uma rede descentralizada que seja escalável e segura, tudo ao mesmo tempo – o trilema da escalabilidade. Ter as duas últimas sem mexer na descentralização é uma grande questão. Os valores de transação na Ethereum tem subido conforme o uso da rede cresce e a capacidade de processar os dados se mostra insuficiente. E isso tem gerado reclamações dos usuários.

As mudanças serão incorporadas de forma gradual. Segundo a organização Ethereum, elas estão sendo estudadas desde 2014 e levaram o nome inicial de “Serenity”.

Na primeira fase, a Beacon chain, uma rede separada, que roda paralelamente à atual, entrará em operação. Com ela, será introduzida a proof-of-stake (PoS) no ecossistema.

A Ethereum usa a proof-of-work (PoW). A Beacon vai coordenar a rede e isso não muda a forma como se usa a Ethereum hoje para os usuários. Muda para os validadores, muda. Eles precisam apostar pelo menos 32 ETH no contrato de depósito e no começo, devem ganhar uma recompensa de cerca de 20% sobre as ETHs investidas. Com a PoS, espera-se também economia de energia, um problema da rede.

Próximas fases

A etapa seguinte é prevista para 2021, com as Shard chains, que deverão aumentar a velocidade das transações para até 100 mil por segundo, o que, se confirmado, é um número enorme até para redes centralizadas. Essa mudança cria a possibilidade de realização de transações em blocos paralelos à da Ethereum, sem sobrecarregar a rede.

Em 2022, a atual mainnet deve se fundir com a Eth2 beacon e shard chains, o que acabará com o PoW da rede.

Brasil tem 181 startups com serviços em blockchain; maioria foca em finanças e B2B

O Brasil tem 181 startups focadas em serviços baseados em blockchain, que desde 2013 receberam apenas US$ 6,6 milhões (cerca de R$ 37,7 milhões) em investimentos. As informações fazem parte do Distrito Blockchain e Criptomoedas Report, divulgado hoje (24).

O relatório mostra ainda que 90 das 181 startups estão concentradas em serviços financeiros, em especial naqueles ligados a criptomoedas, o que difere do mercado internacional, onde finanças inclui mais segmentos de uso da tecnologia. Outras 42 startups se concentram em Blockchain-as-a-Service (BaaS). A categoria de menor representatividade é a de soluções para marketing e mídias.

E muito poucas, apenas 1,1% das starturps, estão ao mesmo tempo na categoria B2B e B2G. Enquanto as de B2B são a maioria, sendo 38% do total, o percentual das duas categorias combinadas mostra que muito poucas estão focadas em soluções para governos.

O estudo confirma uma percepção que se tem quando se transita pelo mundo blockchain: a de que estão concentradas na região Sudeste, que é a casa de 67,4% delas. Só no estado de São Paulo estão 47%. Em seguida vem o Sul, com 19,9%, em especial Santa Catarina e Paraná.

Maioria das startups está focada em finanças. Foto: Distrito Blockchain Report.

Quando o assunto são os investimentos e US$ 6,6 milhões, foram 34 rodadas, a maioria nas fases seed ou pré-seed. Os fundos de venture capital Bossanova e Gear Venture e as aceleradoras WOW e Darwin foram os que mais aplicaram esses recursos. O ano de 2016 foi destaque com a captação de US$ 1,94 milhão pela Intelipost, de logística, numa rodada série A. Bart Digital (US$ 700 mil) e Fohat (US$ 500 mil) também foram destaques no período.

Os números caíram nos anos seguintes e em 2020 se recuperaram em volume e negócios, com US$ 1,6 milhão, quase três vezes o do ano passado, de US$ 639 mil. Neste ano, quem se destacou na captação foram a bolsa de commodities Gavea (US$ 413 mil) e Growth Tech (US$ 350 mil), com captação em rodada pré-seed.

Na era dos ataques cibernéticos, startups focadas em segurança digital levaram 43% do total investido no setor e apresentam uma estimativa de valor maior do que as de serviços financeiros, que embora sejam a maioria, ficaram com 33% dos recursos.

Quando o assunto é mercado de trabalho, as startups demonstram um cenário ainda mais dominado por homens do que em outros segmentos do tecnologia. Apenas 12,2% dos sócios das empresas do relatório são mulheres, com as de segurança digital com o melhor percentual, de 17,8%. Em marketing e mídia não consta nenhuma sócia mulher.

Número de sócias mulheres é baixíssimo nessas startups. Fonte: Distrito Blockchain Report.

A perfil médio dos sócios das startups são homens de 38 anos, de São Paulo e que tem mais um sócio. É uma idade média inferior ao de outros segmentos de startups, como as insurtechs (45 anos) e healthtechs (40 anos).

No total, as 181 startups contabilizam 2,5 mil funcionários, sendo que a maioria desses negócios, 46,2%, tem até 5 funcionários e 39,3% tem de 6 a 20 profissionais.

O Blocknews participou do relatório com um artigo sobre a necessidade de informações confiáveis sobre o ecossistema blockchain no Brasil.

Chainalysis, empresa de análise de dados de crimes com criptomoedas, se torna unicórnio

A Chainalysis, empresa de análise de dados, software e pesquisas relacionadas a blockchain, se tornou um unicórnio. Nesta segunda-feira (23), a empresa anunciou que receberá U$100 milhões (cerca de R$ 570 milhões) em investimentos série C do venture capital Addition, o que eleva seu valor para mais de US$ 1 bilhão (mais de R% 5,7 bilhões). Os investidores Accel, Benchmark e Ribbit também aumentaram seus investimento depois de já terem participado de outras rodadas.

A empresa atende o setor privado, inclusive no Brasil, e órgãos de governo, como o Federal Bureau of Investigation (FBI) e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (EUA), em transações e mercados relacionados a criptomoedas.

Agora, a Chainalysis diz que usará o novo aporte para sua expansão internacional. “Estabelecemos uma rede de agências de governos em mais de 30 países e em mais de 250 dos negócios mais importantes do mundo”, disse o co-fundador e CEO da empresa, Michael Gronager. 

Faturamento dobrou

Desde julho, quando estendeu sua série B para US$ 49 milhões, a empresa diz que teve um aumento de 65% de clientes, dobrou seu faturamento anual no terceiro trimestre de 2020 e aumentou em 30% seu time, com a contratação de quase 50 pessoas.

Também abriu escritórios em Cingapura e Tóquio e deu suporte em casos como o ataque cibernético ao Twitter e desmantelamento de duas campanhas de financiamento ao terrorismo nos EUA.

Chainalysis é uma plataforma de regulação financeira para o futuro dos ativos digitais”, disse em comunicado o fundador da Addition, Lee Fixel.

Mais sobre a Chainalysis em:

Brasil recebeu do exterior US$ 9 bi em criptos em 12 meses, maior volume da América Latina

Mineradora de estanho implanta blockchain para atender nova lei da União Europeia

A Minespider, que fornece blockchain para rastreamento de minerais, e a LuNa, produtora de estanho de Ruanda, vão implementar uma solução, neste mês, para atender as exigências que os importadores da União Europeia (UE) devem seguir por conta da nova Regulação de Conflito Mineral do bloco, que entra em vigor em janeiro de 2021.

O Google vai dar suporte para o setor, para garantir que a OreSource cumpra as normas europeias. A empresa e a Minespider implantaram um projeto de rastreamento também de estanho, da mina ao consumidor final, para empresas como a Volkswagen e a mineradora peruana Minsur.

A plataforma usada no projeto piloto é a OreSource e nela as empresas de fundição registram os dados da produção na blockchain e um código QR é adicionado ao embarque ou à fatura, para que as informações sejam checadas pelos importadores europeus.

A nova regulação europeia tenta evitar a importação de produtos que geram conflitos em países instáveis e estanho é um deles. A ideia é que importadores europeus – estimados entre 600 e 1 mil diretos – sigam normas já estabelecidas sobre o assunto pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Outros produtos que estão na lista de minerais que geram conflito são o ouro, o tungstênio e o tântalo.

“O setor ainda tem dúvidas sobre como seguir a regulação europeia. A OreSource é uma ferramenta que vai nos dar informações necessárias e ajudar os importadores a terem acesso aos dados”, disse Olena Wiaderna, diretora de sustentabilidade e de diligência da cadeia de suprimentos na LuNa Smelter.  Além disso, por agora providenciarem esses dados, o setor espera poder cobrar mais pelo seu produto.

Relógios Hublot passam a ter garantia e autenticidade registradas na blockchain AURA

A fabricante suíça de relógios Hublot vai usar blockchain na garantia de seus relógios, a e-warranty. A empresa já equipava os relógios com garantia eletrônica, mas desta vez, tudo será registrada na blockchain AURA, desenvolvida pela Microsoft e Consensys rastreamento da autenticidade dos produtos de luxo do grupo LVMH, do qual a Hublot faz parte..

A garantia e verificação de autenticidade são ativadas com uma foto de um celular. “a perfeita fusão entre complexidade tecnológica e simplicidade de utilização.” Ricardo Guadalupe, CEO da Hublot. A empresa trabalhou por mais na tecnologia, desenvolvendo algoritmos com a empresa KerQuest. É o primeiro reconhecimento visual de um relógio.

Reconhecimento por microcomponentes

Os relógios terão um passaporte e uma garantia eletrônica que se assemelham ao reconhecimento facial e que são baseados nos materiais de cada peça. Segundo a Hublot, os relógios podem parecer iguais, mas cada um tem algum microcomponentes diferente dos restantes, por isso é possível rastrear a autenticidade.

A rede começou com o registro de dados das marcas Louis Vuitton e dos perfumes Christian Dior. Outras marcas do LVMH deverão entrar na rede, que está aberta a produtos de luxo de outros grupos também.

Produtos falsificados com as marcas de luxos são artigos fáceis de serem encontrados. São um sinal dos bilhões em dólares de importações de falsificações e de piratarias. Em 2016, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou esse valor em US$ 500 bilhões, 2,5% das importações globais. Mas na Europa, o percentual seria ainda maior, aparentemente o dobro.

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Após criptos, Louis Vuitton pede registro de blockchain para e-commerce no Brasil

Empreendedoras: três perguntas para quem quer mudar o mundo com as próprias ideias

Mulheres jovens, empreendedoras e que não se abateram com as dificuldades do mundo dos negócios, que inclui falta de acesso a capital e machismo estrutural.

Em entrevistas sobre suas histórias, falam do amor pelo que fazem, de como querem mudar o mundo e da solidão que é empreender. É isso o que FintechsBrasil, site parceiro do Blocknews, mostra em reportagem sobre o empreendedorismo feminino e que podem ser lidas em https://bit.ly/398zNKY

Plataforma Fim dos Resíduos Plásticos, que conecta startups e empresas, chega ao Brasil

A Plataforma de Inovação Fim dos Resíduos Plásticos, que conecta startups e empresas, vai ter um um hub também em São Paulo. A Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos e a aceleradora Plug and Play, que já acelerou empresas como Rappi e PayPal, anunciaram que a plataforma, lançada em outubro de 2019 no Vale do Silício, Paris e Singapura, terá três novos endereços. Além do Brasil, estão na lista as cidades de Xangai (China) e Johannesburgo (África do Sul).

Faz sentido a plataforma vir para o Brasil, uma vez que, segundo o Banco Mundial, o país é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas. Perde apenas para Estados Unidos (EUA), China e Índia. Desse lixo, mais de 10,3 milhões de toneladas são coletadas, mas apenas 1,28%, ou 145 mil toneladas (1,28%), são recicladas.

O programa da aliança já atraiu mais de 2 mil startups nos 3 hubs, com 32 delas entrando em programas de aceleração, inclusive com o uso de blockchain. Foram investidos mais de US$ 3 milhões nas startups e há 50 pilotos comerciais com as empresas da aliança, que incluem, por exemplo, a brasileira Braskem, Dow Química, Basf, P&G e PepsiCo.

“Com a expansão, as startups desses três novos hubs poderão ter acesso a investidores e a conhecimento técnico através da plataforma”, disse Nicholas Kolesch, vice-presidente de projetos da Aliança.

Um dos casos considerados de sucesso até agora é a da Circularise, startup do hub de Paris, que oferece uma plataforma blockchain open source para dar transparência às cadeias de suprimentos e incentivar a economia circular. A startup está desenvolvendo projeto com a Covestro e a Domo Chemicals.