Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Reportagens exclusivas sobre bolsa de commodities, duplicatas, ID e regulação são as mais lidas

Desde seu lançamento, há exatamente um ano, em 6 de janeiro de 2020, as reportagens sobre blockchain mais lidas do Blocknews são entrevistas exclusivas do site. São matérias que anteciparam detalhes sobre novos projetos ou que esmiuçaram notícias que já estavam circulando sem profundidade.

Os assuntos das reportagens variaram de projetos envolvendo o agronegócio ao uso de blockchain em registro de duplicatas, ID autossoberana e uso de criptomoedas no capital social das empresas.

O que também chama a atenção é a alta leitura da reportagem sobre a Oyx, projeto de token para as comunidades indígenas Surui Paiter e Cintas-Largas. Em menos de dois meses, essa já é a oitava mais lida do Blocknews.

A seguir, a lista das 10 reportagens mais acessadas no site até agora. Se você ainda não leu alguma delas, aproveite para clicar nela agora agora.

Primeiro lugar

A matéria mais lida do Blocknews até hoje é a entrevista exclusiva com a CEO da Covantis, Petya Sechanova, sobre o projeto de blockchain das maiores traders agrícolas. .
A segunda matéria mais lida também é uma entrevista exclusiva ao Blocknews. Nela, o Serpro conta sobre a ID autossoberana que está desenvolvendo para o Brasil.
Mais uma entrevista exclusiva do Blocknews foi a terceira reportagem mais acessada até agora. Adiantamos detalhes sobre o uso de blockchain em registros de duplicatas.
A confirmação de que criptos podem ser usadas no capital social das empresas foi a quarta reportagem mais visualizada. O advogado Rodrigo Borges explicou a regulação.
Essa entrevista exclusiva sobre a bolsa agrícola digital Gavea Marketplace ficou no quinto lugar no ranking das que tiveram maior leitura até hoje no Blocknews.
A informação de que o Brasil deverá ter uma moeda digital até 2022, publicada em setembro continua atraindo os leitores e é a sexta mais lida do site.
O uso de blockchain no registro de duplicatas continuou a chamar a atenção dos leitores com a reportagem sobre o lançamento da plataforma, que é a sétima mais lida.
Lançada há menos de dois meses, a moeda digital Oyx atraiu um número muito expressivo de leitores e está na oitava posição.
Publicamos o cronograma de lançamentos dos serviços do Pix e o assunto chegou à nona posição entre as mais acessada pelos leitores do Blocknews.
A matéria sobre o ranking que apontou que seis startups brasileiras estão entre as mais promissoras do mundo ficou em décimo lugar.

AOKpass, que autentica teste de Covid-19 em blockchain para viagens, é usado pela primeira vez

Reportagem atualizada com informação sobre o Brasil.

Um passageiro que chegou a Singapura no último dia 21 foi o primeiro a user o ICC AOKpass, que fornece uma autenticação digital de teste da Covid-19. O passe registra as informações numa plataforma Ethereum. O objetivo é facilitar a retomada das viagens de forma mais segura durante a pandemia do novo coronavírus.

A empresa informou ao Blocknews que está negociando o uso do passe no Brasil e em outros países da América Latina.

A International SOS, que presta assistência de saúde para viajantes, a Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) e o SGS, grupo focado em certificação, são os criadoras da plataforma AOKpass. De acordo com as empresas, no futuro o passe vai incluir informações sobre outras imunizações e dados médicos.

Integração de informações

Conforme afirmam as empresa, o passe superou o desafio de integrar exames médicos, linhas aéreas e procedimentos de imigração. “O uso de blockchain é um ponto crítico no combate a testes e históricos médicos falsos. Além disso, a tecnologia permite uma verificação rápida e segura dos resultados de testes de Covid-19”, disse Chester Drum, co-fundador do AOKpass.

O aplicativo não só é usado em Singapura, mas também em voos entre Atlanta (EUA) e Roma. Esse uso faz parte de um acordo com a Delta Airlines e a Alitalia. Assim, desde metade de dezembro os passageiros devem apresentar testes autenticados de Covid-19 em voos livres de quarentena.

Segundo a diretora-geral da International SOS de Singapura, Juliana Gim, os testes-piloto do passe começaram em maio. Desde então, funcionários da empresa foram os primeiros a usá-lo. Em julho, houve testes com profissionais da Energy Drilling Management de retorno ao país asiático.

Testes de Covid-19 rastreáveis

O passageiro que usou pela primeira vez o AOKpass veio do Japão. As autoridades de imigração do aeroporto de Changi, em Singapura, foram as primeiras do mundo a verificarem o certificado.

O Shinagawa East Medical Centre emitiu o ICC AOKpass , enquanto uma solução da Affinidi, empresa focada em identidade digital, verificou os dados. Há uma fila na imigração em Changi para quem tem o certificado.

Após o programa piloto, todos os viajantes que saírem da Malásia e Indonésia poderão usar o ICC AOKpass.

Galícia desenvolve primeira blockchain para rastreamento de produção de mariscos

A Galícia, que está entre tem os maiores produtores globais de mariscos, está testando a primeira blockchain para rastreamento dessa cadeia de produção.

A plataforma Fish World Track quer acelerar a disponibilidade das matérias primas, o processamento e os processos administrativos. Outro objetivo é dar transparência à produção. Dessa forma, a expectativa é de redução de custos e maior valor agregado aos consumidores.

As empresas Vottun e Elige Plus Consultores desenvolveram a plataforma. Ela mira uma indústria de U$ 150 bilhões em exportações anuais. Conforme afirma Gerardo Estévez Suárez, sócio diretor da Elige Plus, o projeto começou em janeiro. Já as provas de conceito estão em curso desde setembro. Por enquanto, três clientes usam a plataforma para rastreamento de seus produtos.

A plataforma combina as tecnologias blockchain, IoT e big data. As empresas que participam dos testes são a PescapuertaCaladero e Frioya. De acordo com o diretor, outras empresas entrarão no projeto. A entrevista completa com Suarez está no Blockchain Economía, site espanhol de notícias parceiro do Blocknews.

Rastreamento de atum

No Brasil, a Companhia Industrial Atuaneira desenvolveu uma plataforma blockchain para rastreamento do atum. Além disso, a empresa criou um token para ser usado no comércio pelos pescadores. A Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira, seria pré-lançada em fevereiro.

A previsão era lançar o projeto em março. No entanto, a pandemia do novo coronavírus adiou os planos, disse no início do ano ao Blocknews o CEO da companhia, Rodrigo Hazin. O projeto se chama Open Tuna Initiative.

As ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, que é composta pela Companhia Industrial AtuneiraMar AbertoNatal Pesca e Transmar, cada uma com participação de 25%. Esse grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atum fresco para o mercado premium de sushi e sashimi

Blocknews, Fintechs Brasil e Marco Zero debate novas plataformas de notícias na Abracom

Os sites de notícias Blocknews, Fintechs Brasil e Marco Zero participarão, nesta quinta-feira (17), de um debate sobre as novas plataformas de informações independentes. Essas plataformas foram criadas por jornalistas que vêm da chamada grande imprensa, os veículos de maior circulação. O evento é organizado pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom).
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Dessa jforma, o webinar “Jornalismo Independente: Novas oportunidades para leitores e empresas” vai discutir pontos como de que forma essas plataformas são novas oportunidades de visibilidade para as empresas e quais são as pautas e as abordagens de interesse dos sites. Além disso, como essas plataformas atingem um público qualificado e são ferramentas de trabalho, de transformação socioeconômica e de investimentos para seus leitores.

A transmissão será online pelo canal no Youtube da Abracom e acontecerá das 9h30 às 11h30.
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Participarão do encontro a fundadora e diretora editorial do Blocknews, Claudia Mancini, a fundadora do Fintechs Brasil, Léa de Luca, e Inácio França, um dos fundadores e editores da Marco Zero Conteúdo.

eProvenance lança solução para monitorar toda a “caótica” cadeia de suprimentos de vinhos

A eProvenance, empresa especializada em monitoramento e análise da qualidade de embarques de produtos sensíveis e caros, lançou a plataforma VinAssure, focada em vinho e baseada em blockchain. Dessa forma, busca dar maior precisão e segurança a uma cadeia de suprimentos muita vezes caótica, afirmou Robin Grumman-Vogt, CEO da empresa.

As vendas de vinho movimentam US$ 360 bilhões ao ano, sendo cerca de US$ 40 bilhões em exportações. Esses negócios envolvem uma série de atores, localidades e deslocamentos, num trânsito complexo e delicado.

Para essa operação, a plataforma é a IBM Blockchain Transparent Supply, que usa também inteligência artificial e cloud. A eProvenance verifica as condições do embarque e dados como temperatura, umidade e geolocalização. E faz isso usando algoritmos.

Rede de produtores a consumidores

De acordo com a eProvenance, o objetivo é criar um ecossistema da indústria do vinho que conecte produtores, comerciantes, transportadores, distribuidores, restaurantes e o varejo. Assim, a ideia é que os consumidores também tenham a garantia da qualidade do produto.

Segundo a empresa, seu primeiro cliente é o importador norte-americano De Maison Selections. “O vinho carrega um forte senso de localização e cultura de quem o produziu. Acreditamos que no futuro, o setor vai adotar a verificação de origem e rastreabilidade dos produtos”, disse André Tamers, proprietário da empresa.

Origem do vinho

A partir de agora, seus clientes poderão ver informações como o vinhedo onde foram cultivadas as uvas de uma garrafa, as características desse vinhedo e se a plantação é orgânica e sustentável.

Além disso, sobre as fases seguintes será possível saber quem e quando transportou produto, por onde passou e onde foi armazenado. Tudo isso acessando identificadores como o QR Code.

Segundo eProvenance, há outros interessados no produto, como o Ste. Michelle Wine Estates, Export Division e Maison Sichel, essa última de Bordeaux.  

Além de vinho, a empresa monitora e rastreia a qualidade de produtos como obras de arte e produtos de couro.

Intelipost, de logística e Gavea Marketplace, bolsa de commodities, anunciam aportes

Além da Bit Capital, que foi comprada pela Ame, duas startups que fornecem produtos e serviços baseados em blockchain anunciaram, nesta semana, que receberam aportes financeiros: a Intelipost, de logística, e a Gavea Marketplace, uma bolsa digital de commodities.

A Intelipost foi criada em 2014 pelo alemão Stefan Rehm e o brasileiro Gabriel Drummond. A empresa vende sistemas para gerenciamento de transportes com diferentes tecnologias, inclusive blockchain. De acordo com um comunicado, a startup recebeu de R$ 130 milhões do fundo de private equity Riverwood Capital no início do ano.

Apesar de ter acontecido no início do ano, esse investimento só foi anunciado nesta terça-feira (8), junto com a informação de que a empresa se uniu à AgileProcess. Essa startup é especializada em soluções de roteirização e monitoramento em tempo real de cargas.

A Intelipost afirma que 4 mil empresas utilizam sua plataforma para gestão, embarque e rastreamento de frete. Isso significa mais de um bilhão de cálculos de frete e mais de 19 milhões de entregas mensais. Com isso, a empresa afirma ter dobrado de tamanho neste ano.

Já a AgileProcess atende 70 empresas a movimenta 9 milhões de entregas por mês. Com a união, as empresas preveem expandir as equipes e aumentar a oferta de produtos.

Bolsa de Commodities

Por sua vez, a Gavea Marketplace anunciou que recebeu R$ 2,2 milhões do fundo anjo do venture capital Domo Invest. A bolsa é a primeira de negociação digital de commodities do país. Seu objetivo é reduzir a burocracia e os custos das transações.

Esse foi o primeiro investimento recebido pela empresa. “Até então, eu estava investindo o meu próprio capital para bootstrap (fundar e expandir) a plataforma”, disse Nunes ao Blocknews.

“Estamos evoluindo, tracionando o produto com alguns players relevantes dentro da plataforma”, completou. Na fase de implantação, já houve transações de grãos com alto volume e valor de negócios. Isso gerou mais de R$ 300 milhões em negócios desde o lançamento em junho passado.

Interação dos usuários da rede

Agora, com o aporte do Domo, a Gavea vai ampliar sua operação, que usa o software Corda, da R3. Está previsto também um aumento da equipe, inclusive no marketing.

De acordo com Franco Pontillo, sócio do Domo, a Gavea une uma plataforma inovadora com um setor em expansão, o agrícola. No ano passado, a Gavea foi escolhida para o programa LIFT – Laboratório de Inovações Financeiras Tecnológicas, da Federação Nacional de Associações dos Servidores (Fenasbac) e que tem apoio do Banco Central (BC).

A plataforma da gávea permite interação entre os participantes da transação, assinatura digital de contratos e gerenciamento do processo. Há ainda cotações de mercado e dados do setor agrícola. Além de blockchain, a bolsa usa inteligência artificial e machine learning.

Ame, da Lojas Americanas e B2W, compra Bit Capital, de tecnologia bancária em blockchain

A Ame, fintech de pagamentos por aplicativo da Lojas Americanas e da B2W, comprou a Bit Capital, fintech de open banking e APIs que utiliza blockchain. A aquisição foi comunicada nesta segunda-feira (7) à  noite à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com isso, a Bit Capital passa a fazer parte de um dos maiores grupos de comércio eletrônico do país e do mundo. A fintech oferece infraestrutura bancária para que empresas desenvolvam seus produtos e serviços. Isso também inclui o sistema instantâneo de pagamentos Pix.

Já a Ame demonstra que está se preparando para o próximo passo das mudanças relevantes que o Banco Central (BC) está fazendo no sistema financeiro. O primeiro foi o Pix, lançado em 16 de novembro, e no dia 30 passado deveria ser lançado o open banking. No entanto, o BC adiou o início para fevereiro.

Acesso a milhões de consumidores

Já a Ame foi lançada em 2018 e permite pagamentos como o de compras em lojas, recarga de celulares e jogos. A empresa afirma que já foram feitos  14,5 milhões de downloads do aplicativo.

De acordo com a empresa, o app pode ser usado nas mais de 1,7 lojas físicas da Americanas e nos sites Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato e em outros 2,8 milhões de lojas.

Revista MIT Sloan Review faz, nesta semana, evento online e blockchain está na programação

A revista MIT Sloan Review Brasil realiza, de hoje (7) a sábado (12), o Frontiers Unlocked #4, versão online e gratuita do evento Frontiers. O foco do evento é gestão e tecnologias da 4ª Revolução Industrial. Essa quarta edição online debaterá mudanças na economia global, integração global, especialização vertical, sourcing de baixo custo e a gestão lean aplicada às cadeias de fornecimento. Além disso, blockchain é um dos temas. As inscrições são feitas pelo link https://bit.ly/3glw7H5 e a programação está em https://mitfrontiers.com.br

Com licença para Fohat, R3 avança pela primeira vez, no Brasil, fora do setor financeiro

O licenciamento do software da Corda Enterprise, rede privada de registro distribuído (DLT), para a Fohat, especializada em soluções para o setor energético, marca o primeiro caso da R3 fora do setor financeiro no Brasil. Mas outros devem vir pela frente.

A Fohat vai usar o software para desenvolver soluções que conectam o mercado energético e o financeiro (ver matéria sobre o assunto).

A R3 começou como um consórcio de bancos testando DLT/blockchain. Depois disso, se transformou numa empresa com boa parte de seus casos no setor financeiro.

“Teremos outros casos de uso fora do setor puramente financeiro, estamos em outras negociações, disse o executivo de vendas da R3 no Brasil, Jeff Bergamo, em entrevista exclusiva ao Blocknews.

Mercado em crescimento

A R3 tem olhado para o setor de energia por questões como a expansão do mercado livre nos próximos anos, com a flexibilização dos consumidores que poderão comprar essa energia, disse Bergamo.

Hoje, apenas cerca de 30% da energia gerada é negociada no mercado livre. Essas negociações começaram há 20 anos com os clientes maiores. Hoje, shoppings, por exemplo, já podem comprar nesse segmento. No futuro, até residências terão esse direito.

Com essa perspectiva e a queda das taxas de juros, bancos de varejo, segmento que a R3 conhece bem, passaram a investir em comercialização de energia limpa. Dentre eles estão Itaú, Santander e BTG Pactual.

Case global

Segundo o executivo, o acordo com a Fohat também pode ser o primeiro do mundo que conecta o setor financeiro com energia. A empresa já tem casos em energia, mas com uso dentro desse mercado, como em óleo e gás.

Bergamo, que vem do segmento de comercialização de energia, afirmou que com a solução que a Fohat vai criar, instituições financeiras poderão gerenciar o fluxo financeiro das operações de compra e venda de energia na plataforma, como garantias e pagamentos.

Mais sobre o balcão, a R3 e a Fohat em:

Busca-se um banco para balcão de energia livre em blockchain

AES Tietê quer ser plataforma de produtos e serviços de energia

Startup brasileira Fohat inicia projeto em energia no Chile

B3 e IRB Brasil Resseguros lançarão plataforma blockchain em 2021

Fohat usa Corda, da R3, em plataforma para conectar setores de energia e financeiro; balcão de mercado livre usará solução

Reportagem atualizada às 16h48 de 4/12/20*

A Fohat, que desenvolve soluções em energia que incluem tecnologias como blockchain, fechou acordo com a R3 para o desenvolvimento de uma plataforma, baseada em Corda Enterprise (produto da R3), que conectará o setor de energia e o financeiro.

Com isso, a eFinchain, nome da plataforma, já tem como certo seu uso no balcão organizado de comercialização de energia livre. O balcão está previsto para entrar em produção no primeiro trimestre de 2021. A eFinchain ao longo do próximo ano.

Esse projeto é desenvolvido em conjunto pela Fohat e a AES Brasil, dentro do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como já noticiou o Blocknews.

O licenciamento do software para a Fohat é o primeiro de Corda Enterprise no Brasil para uso fora do setor financeiro e deve ser o primeiro do mundo conectando o setor de energia e o financeiro segundo Jeff Bergamo, executivo de vendas da R3 (ver matéria sobre o assunto).

A R3 ficou conhecida por ser fundada e hoje atender muitas empresas do setor financeiro. A Fohat tem diversos projetos que usam blockhain, inclusive no exterior. A Fohat é da Energy Web Foundation (EWF), com quem a R3 acaba de fazer parceria para conectar os setores de energia e o financeiro.

Liquidação e Custódia

Serão desenvolvidas as aplicações Corda, que vão rodar sobre a infraestrutura blockchain da EWF, que é pública. A Corda Enterprise é privada. O desenvolvimento será feito pela Fohat.

A solução da Corda, segundo as empresas, fará a liquidação e custódia de contratos derivativos de energia, os Non Deliverable Forward (NDF). Com isso, a plataforma será a contraparte central da plataforma.

Ao explicar como funcionará o balcão de energia livre que desenvolve com a AES Brasil, Igor Ferreira, CEO da Fohat, disse, com exclusividade ao Blocknews que os registros dos smart contracts das negociações, que são bilaterais, ficam na rede EWF.

Porém, os detalhes das negociações ficam na Corda Entreprise. Dessa forma, atende-se à demanda de privacidade exigida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A comissão regula balcões organizados e é preciso garantir que a Fohat, por exemplo, não tenha acesso a dados privilegiados dos contratos.

Balcão organizado de energia

O projeto do balcão tem quatro módulos. Um deles, já contratado, é o de gestão de back office da comercializadora. O segundo é o módulo da AES que é o de balcão. O terceiro é o da contraparte central, que é esse acordo de licenciamento fechado com a R3. Tudo isso vai ser feito com blockchain. sendo que 3 estão contratos.

“O quarto é o da contraparte financeira, com os bancos. Já temos negociação com um deles”, disse Ferreira. Tudo os quatro serão feito usando blockchain.

O projeto do balcão, diz Ferreira, é global. Envolve um consórcio de geradoras hidrelétricas e térmicas, que pelo peso que têm na matriz de eletricidade, de 82%, podem dar liquidez às negociações.

Produção em 2021

O balcão já opera em alfa teste e deverá entrar em produção no primeiro trimestre de 2021 a pedido de um dos operadores, disse o CEO da Fohat, que não revela o nome. “Para entregarmos a primeira versão, estamos acelerando uma série de desenvolvimentos.”

A infraestrutura do balcão foi feita na blockchain da EWF, mas agora está sendo migrada. “Os bancos não usam EWF e seriam necessários vários mecanismos para rodar nela. Esperamos uma melhora (de processamento) significativa com a mudança”, disse Ferreira, que não revelou dados como transações por segundo (tps). “Estamos entendendo o potencial das duas plataformas”, afirmou.

*A Fohat informou que o balcão de comercialização de energia começará a funcionar no primeiro trimestre, mas a eFinchain, ao longo do próximo ano. E a então AES Tietê se chama, desde novembro passado, AES Brasil.

Mais sobre o balcão, a R3 e a Fohat em:

Busca-se um banco para balcão de energia livre em blockchain

AES Tietê quer ser plataforma de produtos e serviços de energia

Startup brasileira Fohat inicia projeto em energia no Chile

B3 e IRB Brasil Resseguros lançarão plataforma blockchain em 2021