Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BlockNotas: mudanças na IBM e R3, investimento na Circle e leilão de NFT

Líder de blockchain deixa IBM

Gari Singh deixou a IBM, onde era CTO para blockchain. O executivo foi para o Google Cloud. Portanto, é nova baixa no time da tecnologia, segundo o Ledgers Insights. No último mês, os principais contribuidores de código do Hyperledger Fabric no Github também deixaram a IBM. E no início do ano, houve a junção da IBM Blockchain e da Sterling, solução para cadeias de suprimentos.

IBM e Microsoft fizeram mudanças recentes em suas áreas de blockchain. A análise do mercado é que as empresas estão desacelerando o foco na infraestrutura devido a vendas baixas. Mas, sem desistir de blockchain e sim mudando o modelo do negócio. As saídas da IBM não devem atrapalhar o desenvolvimento da Hyperledger, porque a comunidade vai suprir a participação dela se for preciso, dizem analistas.

Mudança também na R3

Assim como na IBM, houve mudança recente na R3. Mike Hearn, que ajudou a desenvolver o Corda, deixou a empresa em fevereiro passado. A saída aconteceu com o lançamento da Conclave, projeto de segurança computacional da R3 e que também ajudou a desenvolver. Isso porque estaria estaria criando um novo projeto. Hearn ficou conhecido por trocar mensagens com Satoshi Nakamato, que criou o bitcoin.

Circle levanta US$ 400 milhões

A Circle, que criou e moeda estável (stablecoin) USDC com a bolsa Coinbase, levantou US$ 440 milhões em financiamento (cerca de R$ 2,64 bilhões). Assim, ficou entre 10 maiores investimentos em fintechs privadas. De acordo com a empresa, há US$ 22 bilhões em circulação de USDCs. Neste ano, o crescimento foi de 436% e de mais de 28.000% em 12 meses.

Entre os investidores estão fundos de private equity e investidores estratégicos e institucionais. Isso inclui, por exemplo, o Valor Capital Group, que tem brasileiros entre seus sócios, a Fidelity Management, a Atlas Merchant Capital, o Digital Currency Group e a bolsa FTX. 

Leilão de NFT de arte de Bel Borba

A plataforma baiana InspireIP, feita para registro de direitos autorais em Ethereum, vai realizar o leilão de uma obra de arte em token não fungível (NFT). O quadro “Fronteira Físico/Digital”, do artista plástico baiano Bel Borba, estará à venda em 100 NFTs de 5 a 20 de junho. O artista tem diversas obras pelas ruas de Salvador.

A fração vale para o quadro digital, que vai para uma carteira de criptos, e físico, com um QR para o comprador. O lance mínimo é de US$ 600 (cerca de R$ 3.200,00). A plataforma é a https://inspireip.io/belborba. A InspireIP fez parceria com a Nordeste Leilões para a venda. A startup é da advogada Caroline Nunes e tem apoio da aceleradora Sul-Mato-Grossense Inova Unigran.

Toke e incorporadora REV3 se unem para lançar token de imóveis em SP

A securitizadora Felcar e a incorporada REV3 fecharam uma parceria para a venda de token de imóveis. O Permutoken permite comprar uma fração ou todo um apartamento num condomínio que será construído na cidade de Sumaré (SP). Para a incorporadora, é uma forma nova, mais simples e barata de captar recursos para a obra.

O modelo do negócio envolve venda de imóveis e não o pagamento de rentabilidade sobre os imóveis. Assim, as empresas dizem que o token está fora da classificação de securities e sem necessidade de regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por falta dessa regulação é que o BTG Pactual oferece seus tokens de imóveis fora do país e a Dynasty fará o mesmo.

A emissão do token é da Toke, empresa que Rafael Felcar, CEO da securitizadora, criou com alguns sócios. Felcar disse ao Blocknews que há 3 anos estão estudando o impacto de blockchain em bancos de investimentos. Isso evoluiu para o token de imóveis com a REV3, que era sua cliente. A pandemia ajudou no lançamento com a proliferação de vendas online, canal em que a Rev3 usa muito.

De acordo com Romeu Braga, CEO da REV3, a empresa, que ele classifica de construtech, começou a buscar novas formas de levantar capital e de reduzir intermediários. A incorporadora já fez crowdfunding, por exemplo. “Desenhamos algo fora do eixo Faria Lima (região que concentra instituições financeiras em São Paulo), dos grandes assets e family offices.”

Token financia fase inicial de construção dos imóveis

“A incorporação precisa de muito capital pré-operacional. Nosso capital vem do caixa, de investidores e operações financeiras. Mas o investidor é muito fechado com fundos e family offices. E cada vez mais os fundos querem projetos grandes. Já o Permutoken permite levantar cheques menores, de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões e com pessoas físicas”, disse Braga.

O terreno era da REV3, que diz que o repassou a preço de custo para a Toke. Então, houve a permuta do terreno da Toke para a REV3. Em seguida, a plataforma desenvolveu o token dos imóveis a que tem direito pela permuta. E foi nomeada corretora. Assim, vende tokens que ajudam a compor o caixa inicial da incorporadora para a obra.

Segundo ele, nos meios tradicionais o custo da captação seria de 4%. Com os tokens pode cair a 1%. Uma das razões é a diligencia interna mais fácil e redução de custos ao fazer uma security ser elegível na CVM. “Eliminamos intermediários do setor financeiro na venda de títulos, por exemplo.” E de quebra, investe em vendas online, algo que diz estar indo bem na empresa.

Dessa forma, a Toke vende tokens dos 44 apartamentos que recebeu ao permutar o terreno para a REV3. Para cada apartamento há 52 tokens e cada token custa R$ 2,403,86, totalizando R$ 125 mil por imóvel. “Tokenizamos os direitos sobre os terrenos, que carregam os direitos sobre o contrato de permuta”, afirma o CEO da Toke.

Tokens estão fora da alçada da CVM, mas na alçada do Creci

Mas, no lançamento de vendas pela incorporadora, previsto para o segundo semestre, o valor está estimado em R$ 195 mil. Isso daria um ganho de patrimônio de 52%. O condomínio tem 508 apartamentos de 43 m2 num terreno de 24,8 mil m2. A entrega é prevista para fevereiro de 2024.

Quem compra uma fração do apartamento já nomeia a Toke para vender sua parte e o valor irá para sua carteira digital. A Toke tem 48 meses para fazer a venda dos tokens dos imóveis. “O que sobrar vai para nossa tesouraria”, afirma Felcar. As vendas do Permutoken são pela plataforma e poderá incluir imobiliárias.

Nesse modelo, “o token não se encaixa nas regras da CVM e sim nas do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóvel). Eu negocio o imóvel. Não prometo rentabilidade e nem prometo pagar nada”, diz Felcar. Segundo ele, o negócio tem opinião legal do Cascione Pulino Boulos Advogados e de um parecerista de mercado de capitais.

“Se RVE3 emitisse o token, isso viraria valor mobiliário. Aí, talvez, juridicamente poderia se enquadrar em token de valor mobiliário. Da forma como fizemos, é uma operação puramente imobiliária”, completou Braga. O executivo, que já foi da Cyrella e da MRV, diz que a estrutura do projeto combina a permuta, algo tradicional no mercado, com algo inovador como tokens emitidos em blockchain.

Plano é continuar a vender tokens do setor e de áreas como financeira

Nos planos da Toke está mais tokens, mas com modelagens distintas. Alguns, inclusive, sujeitos a regulação da CVM. “Serão imobiliários e áreas como ativos com problemas (distressed assets), em que risco e recompensa podem ser altos, agronegócio e infraestrutura.

Felcar não quis dizer, no entanto, qual plataforma blockchain está usando. “Fizemos a tokenização a partir de uma plataforma proprietária que adquirimos. Temos ambiente de custódia e negociação”. Porém, falta um sócio na área de tecnologia, que é o que estão buscando.

E nos planos da REV3 está usar a tecnologia para baixar custo e expandir seu alcance. Um dos pontos de atrito que Braga quis eliminar foi a do proprietário do terreno. A permuta de seu próprio terreno facilitou isso. “Há muitos terrenos travados por motivos como discussão entre herdeiros. Um quer permutar e o outro, liquidar, disse Tiago Costa, co-fundador da Toke e diretor comercial da Felcar.

“Precisamos abrir bons negócios que não sejam limitados pelo poder de investimento do investidor final”, afirma Braga. Nesse sentido, tokenização, com vendas fracionadas, é uma opção. “Estamos entrando numa seara muito distante do mercado imobiliário e esse deve ser o primeiro de muitos projetos.”

Usina de cana usa blockchain para rastrear açúcar e calcular emissão de crédito de descarbonização

A Usina Granelli, que fica em Charqueda (SP), há 200 quilômetros de São Paulo, em duas a três semanas vai lançar um açúcar mascavo rastreado em blockchain. E está integrando a tecnologia ao Renovacalc, calculadora para emissão de crédito de descarbonização (CBIos).

A usina calcula que poderá cobrar mais pelo açúcar por conta da maior confiança no processo, já que é rastreado. Em especial em mercados no exterior.

“Agora, temos que concluir duas coisas ao mesmo tempo: finalizar a fábrica do açúcar e começar a rodar o sistema de rastreabilidade. É um desafio fazer isso com duas coisas tão diversas”, disse ao Blocknews Mariana Granelli, diretora jurídica da usina.

A Granelli é uma usina de pequeno porte, afirma Mariana. Processa 360 mil toneldas de cana-de-açúcar ao ano, sendo metade produção própria. Hoje, fabrica etanol, cachaça, açúcar vhp (tipo exportação), demerara, mascavo e xarope.

Blockchain para rastrear açúcar deve agregar valor

A empresa está testando blockchain num projeto da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana). A tecnologia está em desenvolvimento pela Embrapa Informática Agropecuária de Campinas (SP). A plataforma é a Ethereum. Há outros dois testes também no interior do estado.

A empresa já vende açúcar mascavo, que levou quase quatro anos para ser desenvolvido. O produto sai com a marca Granelli. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ajudou a criar um padrão para o produto.

Isso inclui, por exemplo, sabor, cor, docilidade e como deve derreter na boca. Esse tipo de açúcar costuma ser feito de forma manual e não ter padrão. Na Granelli, a produção é industrial e com co-geração de energia a partir de resto de cana.

Embrapa pretende rastrear soja e milho com blockchain. Foto: James De Mers, Pixabay.

Mas, o açúcar que blockchain vai rastrear sairá com a marca Terras do Paraíso, terá um código QR de rastreabilidade e o selo “Tecnologia Embrapa”. No entanto, a ideia é conseguir ainda outros selos. Isso inclui, por exemplo, o de alimento kosher (da comunidade judaica), de halal (da muçulmana) e de vegano.

A Embrapa vai receber um percentual sobre do valor agregado que seu selo gerar, disse Mariana. A empresa ainda não fechou esse valor adicional, mas acredita que é possível porque o mercado externo valoriza o diferencial. Isso porque fora do país há mais leitura de rótulo, além de preocupação com os métodos de produção de alimentos.

Com a evolução do projeto, que a Embrapa pretende expandir para milho e soja, a empresa de pesquisa poderá licenciar a plataforma para quem usá-la, por exemplo. Seria uma forma de remuneração, diz Alexandre de Castro, pesquisador da instituição.

Ministério se interessou pela tecnologia para emissão de CBios

Mariana, que está à frente do projeto, disse que achou simples usar blockchain. E que o projeto chamou a Ministério de Minas e Energia sobre o potencial uso dos dados de rastreabilidade na Renovacalc.

Em 2020, com tratativas da cana surgiu a importância de rastreabilidade dentro do Renovabio, disse Castro ao Blocknews. O programa tem o objetivo de aumentar a produção de biocombustível no país. Mas, hoje, a calculadora é em planilhas Excel.

Por isso, o teste é para verificar se é possível fazer com que “as informações fluam e não seja necessário subir um relatório e digitalizar os dados”, disse Mariana. Portanto, busca-se integrar os dados do açúcar mascavo na blockchain da Embrapa com o Renovacalc.

Assim, a calculadora ganha mais simplicidade, segurança e agilidade na validação de dados. A usina faz o teste mas ainda está em processo de certificação para a Renovabio. O ministério está acompanhando esse processo, segundo a diretora.

Ocorre que rastrear terceiros que fornecem para as processadoras agrícolas é uma tarefa muito complicada, diz Castro. Na cana-de-açúcar, cerca de 50% do que as usina moem vem de fornecedores diretos.

Porém, em soja e milho o percentual é de apenas 10%, num cálculo otimista. E esses terceiros têm receios de fornecer seus dados. Só que sem seus dados, é impossível considerá-los para os CBios.

A parceria da Coplacana com a Embrapa aconteceu em 2019 e foi a primeira da cooperativa com foco em pesquisa em seus mais de 70 anos. Aconteceu por conta da percepção de que em 2030 a produção vai ter ainda mais tecnologia, de acordo com Francisco Severino, gerente técnico corporativo da Coplacana.

Controladora do Mercado Bitcoin compra gestora de recursos e distribuidora de fundos

A 2TM, controladora do Mercado Bitcoin, comprou a gestora de recursos ParMais, além de se tornar sócia minoritária por dívida conversível do FIDD Group, que faz administração, controladoria, custódia e distribuição de fundos.

O 2TM está criando um grupo de empresas que devem ajudar umas às outras a crescer. As empresas do grupo têm 2,7 milhões. Além do Mercado Bitcoin, o grupo tem, por exemplo, a Blockchain Academy. E também criou a plataforma de crowdfunding Clearbook.

De acordo com Gustavo Chamati, que fundou o Mercado Bitcoin e é membro do conselho de administração da 2TM, a ideia é usar blockchain como infraestrutura do mercado financeiro. Dessa forma, o grupo vai ampliar e diversificar sua atuação.

A ParMais diz ter cerca de R$ 600 milhões em ativos sob gestão e 1,5 mil clientes. A empresa foi fundada em 2011 e está em Florianópolis. Mas, Chamati estima que a empresa vai aumentar em 10 vezes os recursos sob gestão em três anos com a tecnologia e o alcance das ofertas da gestora.

Mercado Bitcoin quer atuar em mercado tradicional

A CEO da ParMais, Annalisa Dal Zotto, afirmou que a empresa já tinha uma parceria com 2TM. O fundador da empresa é Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei.

Já com a FIDD, a ideia do 2TM é que os clientes do Mercado Bitcoin possam ter investimentos em criptomoedas e em investimentos tradicionais na mesma carteira.

O 2TM disse que tem direito de aumentar a participação na FIDD em dois anos. A FIDD diz que o percentual que o grupo terá não significará troca de controle dos atuais sócios.

De acordo com Pedro Salmeron, CEO do FIDD, com a parceira, o grupo entra em criptomoativos. Além disso, ambas estão relacionadas à Bitrust, do 2TM.

A empresa é uma custodiante de criptoativos que aguarda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Assim, poderá ser a primeira custodiante regulada de criptoativos do país.

Moss, do token MCO2, compra desenvolvedora OnePercent para se tornar uma “climate tech”

A Moss, que criou e negocia o token lastreado em crédito de carbono MCO2, comprou a OnePercent. A startup é uma das mais conhecidas desenvolvedores de soluções blockchain do país, inclusive tokenização. Além disso, fez o MCO2.*

A aquisição faz parte do objetivo da Moss de ser uma “climate tech”. Isso significa lançar uma série de produtos ligados a meio-ambiente. Mas não só isso. A empresa também está criando produtos para esportes e outras áreas, como a de luxo, disse ao Blocknews seu CEO, Luis Felipe Adaime.

Adaime não revelou o valor da transação. Mas disse que parte foi pago aos sócios da OnePercent e parte em participação na Moss.

Os fundadores da OnePercent Renan Kruger, Fabio Junges, André Meirelles, Fausto Vanin e Juliano Lazzarotto serão executivos da Moss. Renan Kruger, por exemplo, será o CTO da Moss e a One Percent será uma unidade de negócio da companhia. 

De acordo com Adaime, por conta do MCO2, as duas empresas eram próximas. E uma das razões para a união é também a sobreposição de clientes.

Juntas, podem oferecer uma gama maior de produtos. As duas já trabalham num token de serviço de luxo de restaurante e hotelaria que deverá entrará num programa de fidelidade de uma empresa.

No entanto, Adaime diz que não deve parar por aí e fazer outras compras. “Nosso principal serviço é vender crédito de carbono. Estou analisando uma empresa que tem dados florestais da Amazônia”. Assim, poderia gerar certificação digital, um processo hoje feito a mão”. Isso incluiria usar também inteligência artificial para medir desmatamento.

De olho em NFTs para de onças e times a serviços de luxo

A Moss está com um interesse especial em tokens não-fungíveis (NFTs). Já está colocando em teste, na plataforma OpenSea, vídeos raros de onças. São animais da reserva de ecoturismo Refúgio Ecológico Caiman, em área de Roberto Klabin, Fundador da SOS Mata Atlântica e da SOS Pantanal e do conselho da Moss.

“A venda de NFTs deve se tornar uma grande fonte de recursos para a Moss e para os projetos ambientais”, disse Kruger. Isso porque o Brasil tem um grande potencial de conservação e ecoturismo. Assim, “a criação de NFTs da flora e da fauna é um caminho criativo e eficiente para levantar recursos”, completou.

A empresa espera criar, por exemplo, NFTs de vídeos e fotos de locais como o pantanal e a Amazônia. Além da fauna e flora. E o produto pode ser híbrido, ou seja, compra o token e ganha algo físico ou uma experiência.

O mesmo valor para NFTs de esportes. A empresa está preprando um NFT com o piloto Cacá Bueno. O token pode ser, por exmeplo, um vídeo ou foto do carro do piloto e de quebra o comprador ganha uma volta no carro com Bueno, no mundo real.

Moss fez acordo com iFood, C6 e Flamengo para uso de MCO2

A Moss fechou parceria como empresas como iFood, C6 Bank e Flamengo para compensação de carbono com o MCO2. Além disso, tem acordo com a One River Asset Management, um dos maiores fundos de hedge de criptomoedas dos Estados Unidos. 

A startup foi criada em 2020 e afirma que já levantou R$ 70 milhões para projetos de preservação na Amazônia. O valor vai para compra de áreas de preservação da floresta, mas as que emitam créditos de carbono.

A Moss compra o crédito, que é o lastro do MCO2. Cada token equivale a 1 tonelada de CO2. Os tokens está à venda pela plataforma e em corretoras de criptomoedas.

OnePercent tem uma série de serviços relacionados a blockchain, de treinamento a desenvolvimento de tokens, inclusive de arquivos multimídia raros que se tornam tokens não-fungíveis (NFTs).

Segundo Adaime, a Moss deve faturar cerca de US$ 20 milhões (em torno de 120 milhões) em 2021. Até agora, faturou US$ 6 milhões (em torno de R$ 36 milhões).

*Reportagem atualizada em 18.05.21 com entrevista exclusiva com o CEO da Moss, Luis Felipe Adaime.