Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Espanha testa passaporte digital que mostra se usuário é imune ao Covid-19

Onde há tecnologia, há esperança. A Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) autorizaram o teste do aplicativo hi+Card, um passaporte sanitário digital, que mostrará se um turista está imune ao Covid-19. O teste será em julho, num voo entre Madri e as Ilhas Canárias. Com a apresentação do passaporte, será possível acomodar os passageiros nos meios de transporte de forma a evitar o contágio de quem não tem hi+Card. Isso poderá viabilizar um retorno mais rápido das viagens e turismo.

O hi+Card foi desenvolvido por empresas da Espanha e funciona com dupla criptografia sobre a tecnologia blockchain e autenticação em dois fatores, como noticia, em detalhes, o site espanhol Blockchain Economía.  Tudo dando certo, o aplicativo poderá ser usado em todo o mundo.

Comunidade Hyperledger faz evento para explicar o Cactus, que permite operação entre redes diferentes

Se um dos princípios de blockchain é conectar o maior número de membros possível numa rede, isso pode também ser um empecilho quando uma plataforma não se conecta com outra. Para tentar resolver esse problema, a comunidade Hyperledger anunciou o Hyperledger Cactus, uma solução que permite operações entre diferentes plataformas, incluindo Hyperledger Besu, Fabric, Corda e Quorum.

Com essa solução, espera-se não apenas mais facilidade para adoção da tecnologia, mas também garantir sua sustentabilidade. O infográfico abaixo da 101 Blockchains dá mais detalhes sobre o Cactus.

Accenture e Fujitsu participaram do projeto com outras dezenas de outros desenvolvedores em plataformas dentro e fora da Hyperledger, segundo a comunidade informou em seu blog.

A solução saiu do Hyperledger Labs para Hyperledger Greenhouse, com os usuários finais, integradores de sistemas e desenvolvedores de fornecedores podem participar da definição da arquitetura do serviço de integração.

A Comunidade Hyperledger vai discutir o assunto no próximo dia 27, quando também vai falar do Hyperledger 2.0. A inscripção pode ser feita em https://lnkd.in/dDXRcGJ.

Semana tem token de imóvel, cybersecurity para crianças e blockchain para empresas

Tokenização no setor imobiliário, segurança cibernética para proteger as crianças na pandemia e blockchain para empresas são alguns dos eventos online desta semana.

Terça-feira, 12

  • A Growth Tech, startup de soluções blockchain, em especial para imóveis, fará o webinar “Tokenização imobiliária: desafios e oportunidades”. O evento é uma parceria com a MB Digital Assets, plataforma de tokenização de ativos. Participarão Patricia Franca, CTO da Growth Tech, Carlos Rischiotto, líder técnico de blockchain da IBM Reinaldo Rabelo, CEO da MB Digital Assets, e Lucas Pinsdorf, da área de Desenvolvimento de Negócios da MB Digital Assets. Inscrições pelo site www.growthtech.com.br. O webinar será das 17h às 19h.

Quarta-feira, 13

  • A Womcy – Womcy em Cybersecurity, fará duas palestras do seu congresso online  “Womcy Live Talks – O que os especialistas em cybersegurança não te contaram….”. Os temas são “Segurança e as crianças em tempo de pandemia”, com Eva Pereira, da Ibliss Digital Security, e “Como está sua persona virtual”, com Ruth Sartorato e Mayara Camilo, ambas da Cybersecurity Girls Voluntárias. As palestras serão das 19h45 às 21h30 e a inscrição pode ser feita pelo link https://bit.ly/3bUo94L.

Quinta-feira, 14

Operadoras criam a Equigy, que permite consumidores venderem energia limpa de suas casas e carros

Um grupo de quatro das maiores operadoras europeias de redes de transmissão  (OTS, na sigla em inglês) criaram a Equigy, uma plataforma internacional e em blockchain para permitir a oferta de energia por residências e veículos elétricos no sistema de energia da Alemanha, Holanda, Suíça e Itália.

Com o aumento do uso de energia renovável, de fontes como vento e sol, o fornecimento de eletricidade pode sofrer interrupções por conta de variáveis climáticas, ao contrário do uso, por exemplo, de petróleo e carvão. Além disso, a energia não é produzida e nem consumida em quantidades iguais nas diversas regiões dos países.

Com a Equigy, a TenneT, que opera na Alemanha e Holanda, a Swissgrid e a italiana Terna poderão trocar informações entre suas operações nos diferentes países, além de haver o compartilhamento de informações dos prosumidores (consumidores e fornecedores de energia) e das redes. “Isso significa que em breve, qualquer pessoas poderá contribuir para a transição de energia (renovável)”, disse o CEO da TennetT,  Manon van Beek.

Os consumidores poderão, assim, colocar na rede a energia excedente que produzirem e, se precisarem, comprarem também energia vinda de outros consumidores.

O que o grupo tenta fazer é colocar em prática o que é uma tendência no setor, que é a produção e venda de energia renovável e por consumidores. Neste caso, isso será feito num comércio intra-europeu para ajudar a manter o sistema dos quatro países operando.

Hyperledger Fabric

A plataforma foi estruturada com a IBM, usando Hyperledger Fabric, da Linux. Como é uma solução open source, está disponível sem custos. Se o projeto der certo, espera-se que atraia outras empresas do setor e de outros países do continente europeu.

Com o uso de blockchain é possível o compartilhamento de transações de milhões de sistemas individuais de forma segura, transparente e com bom custo x benefício.

A italiana Terna e a FCA (Fiat Chrysler Automobiles), assim como a TenneT também têm outros testes com veículos elétricos para equilibrar o fornecimento de energia.

Covid-19 afeta investimentos em TI, mas pode favorecer blockchain

Ao mesmo tempo em que a crise econômica causada pelo Covid-19 deve afetar os investimentos em tecnologia pelas empresas, os recursos disponíveis poderão ser direcionados a soluções como blockchain. O motivo: a tecnologia permite compartilhamento de dados de forma mais rápida e segura e a mitigação de riscos como disrupção de cadeias de suprimentos.

A afirmação é de um estudo do IBM Institute for Business Value para a Câmara Internacional de Comércio do Reino Unido (ICC, na sigla em inglês), feito com mais de 1 mil executivos em 22 indústrias e 34 países, em dezembro passado.

Em novembro de 2019, estimava-se que os investimentos em blockchain chegariam a quase US$ 16 bilhões em 2023, mas com a Covid-19, os gastos totais com TI podem cair 2,7%. “Isso significa um freio em alguns projetos de TI, enquanto estrategicamente poder ser adaptar outros investimentos”, diz o levantamento.

Uma amostra do valor da tecnologia neste período foi a declaração do Departamento de Segurança Interna dos EUA de que gerenciadores de blockchain na agricultura e distribuição de alimentos são trabalhadores de infra-estrutura crítica durante a crise do Covid-19.

ROI positivo

Mas apenas 5 em cada dez empresas pretendem compartilhar informações ou oferecer valor em troca de dados, ao mesmo tempo em que 8 delas dizem que informações confiáveis são importantes para a sustentabilidade dos negócios.

“Fazer negócios globais requer confiança, uma abundância dela. A boa notícia é que blockchain realmente se torna a custodiante dessa confiança, sem a necessidade de intermediários. Isso porque essa entidade neutra pode gerar uma governança aberta e justa, além de padrões, o que é crucial para negócios que usam a tecnologia no comércio global”.

O relatório alerta que novas tecnologias podem ajudar a gerar comércio internacional e contribuir para uma retomada do crescimento econômico após o baque causado pela pandemia. Isso porque a tecnologia pode diminuir pontos invisíveis de fricção no comércio, reduzir custos, acelerar processos e mitigar riscos.

A pesquisa mostra que 41% das empresas tiveram retorno sobre o investimento (ROI) com o uso de blockchain, em especial nos EUA e China. “Uma vez que são as redes, e não organizações individuais, que se tornam a unidade de competição, as métricas vão além dos balanços financeiros”, diz o estudo.  A satisfação dos clientes, por exemplo, aparece em primeiro lugar como medida de sucesso operacional das redes blockchain.

Os entrevistados disseram esperar uma média de ROI de 8% em 1 a 3 anos para seus investimentos em blockchain. Isso sobe para 20% em 4 a 5 anos e mais para seus investimentos em blockchain, e para 50% nos próximos 10 anos. Hoje, a média é de cerca de 0,3% negativo.

Nos pfóximos 3 anos, 85% dos CTOs e CIOs consultados esperam trabalhar com múltiplias tecnoglcias blockchain.

CPFL estuda blockchain em distribuição e venda de energia

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), uma das maiores geradoras privadas de energia do país, iniciou em janeiro passado um projeto de pesquisa e desenvolvimento sobre a aplicação de blockchain nas áreas de distribuição e comercialização do setor . A empresa ainda não sua a tecnologia e quer levantar possíveis aplicações que gerem processos e transações mais seguros e eficientes, disse ao Blocknews Renato Povia, gerente de Inovação e Transformação da CPFL Energia.

Para isso, a empresa contratou a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e conta com a cooperação da Engie, a maior geradora de energia do país.

O objetivo agora é chegar a uma análise e avaliação técnico-científica sobre o uso da tecnologia no setor. Será feito um estudo de estado da arte, revisões bibliográficas, definição de métricas para avaliação da tecnologia.

O projeto conta também “ com um trabalho com a equipe da CPFL para levantamento de possíveis aplicações da tecnologia dentro do setor. É um trabalho que envolve tanto as frentes de contratos de energia da distribuição quanto de áreas como a de comercialização, fiscal, contábil e regulação”, explicou Povia.

O acordo da CPFL com a UFSC inclui a RGE Sul Distribuidora de Energia S.A.. O contrato, de R$ 330,47 mil, vai de 22 de abril deste ano a 21 de junho de 2021. Segundo a elétrica, a universidade já tem conhecimento prévio sobre o tema. A Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), interveniente do contrato com a UFSC, auxilia com as questões administrativas.

Chiliz, plataforma para engajar fãs de esporte, quer times brasileiros

A Chiliz, que promove o engajamento de fãs de esporte usando blockchain, e que já tem acordos com times como Paris Saint-German, Barcelona, Juventus e Independiente (Buenos Aires), tem conversado com clubes brasileiros para adesão à sua plataforma Socios.com, disse ao Blocknews Alexandre Dreyfus, CEO da empresa.

A plataforma blockchain Socios.com é uma ferramenta de marketing usada pelos clubes para engajar os fãs. Com a Chiliz $CHZ, a criptomoeda da plataforma, os fãs podem comprar e vender tokens de times que dão direto a participarem de votações dos seus clubes e outras ações promocionais.

“Estamos trabalhando para adicionar mais clubes e parceiros da América Latina (na plataforma) nos próximos meses, completou Dreyfus. A empresa tem um diretor-geral em Buenos Aires.

Dreyfus não dá detalhes das negociações com o Brasil. Segundo ele, a participação dos brasileiros na plataforma ainda é pequena. “O Brasil é um dos maiores países em termos de base de fãs de futebol. Com a tokenização de times globais, como Barça e PSG), e de times locais, além do UFC, temos muito potencial”, disse Dreyfus.

Nesta quinta-feira (7), a Chiliz anunciou a entrada do UFC na Socios.com, que tem 318 milhões de fãs no mundo, com lutadores também do Brasil.

O mundo blockchain tem visto iniciativas com esportes também. No Brasil, o Mercado Bitcoin vai lançar tokens (frações) de direitos que os clubes de futebol têm sobre jogadores que formaram.

Women in Cybersecurity faz congresso online gratuito com 18 palestras até julho

A Womcy Latam, Women in Cybersecurity Latin America, criada pela brasileira Letícia Gammill, da Cisco, fará um congresso online e gratuito com 18 palestras desta quarta-feira (6) a 1 de julho. O “WOMCY Live Talks – O que os especialistas em cybersegurança não te contaram…” terá 9 webinars com temas que vão do mercado de trabalho, chips implantados no corpo, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e segurança das crianças.

Na abertura do evento, Letícia, CEO da Womcy e Security Channels Leaders da Cisco, falará sobre “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”. Na mesma data, Raul Cândido, Líder Womcy He for She, falará sobre o implante de chips no corpo.

As palestras serão à noite, das 19h45 às 21h30 e poderão ser acompanhadas pelo Webex. A inscrição pode ser feita pelo Eventbrite no link https://bit.ly/3bUo94L.

“Promover a diversidade em cibersegurança é o ponto principal de várias organizações e a nossa prioridade. Precisamos democratizar a cibersegurança e mostrar as líderes do setor que estão fazendo a diferença na América Latina, disse Gammil”. Mas a Womcy é uma instituição também aberta aos homens, que são cerca de 75% da força de trabalho em segurança cibernética, segundo estudo do International Information System Security Certification Consortium (ISC)².

Prêmio

No dia 8 de maio, terminam as inscrições para o prêmio Top Women in Cybersecurity – Latin America 2020, uma iniciativa partiu da WOMCY em parceria com a Women in Security & Resilience Alliance (WISECRA). As vencedoras serão anunciadas em meados de junho .

Confira aqui a agenda completa do Congress:
6/5

Letícia Gammil – CEO e Fundadora da WOMCY – “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”

Raul Cândido – Líder WOMCY He for She – “Biohacking – Segurança de implantes”

13/5

Eva Pereira – Líder Brasil de WOMCY Alliances – “Segurança e as crianças em tempo de pandemia”

Ruth Sartorato e Mayara Camilo – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntárias – “Como está sua persona virtual (by CyberSecurity Girls)”

20/5

Denise Menoncello – Líder Brasil do WOMCY Girls – “Família de normas ISO 27000 e sua contribuição para a maturidade de segurança da informação”

Maria Victoria Trecco – Líder Brasil do WOMCY Tech – “Cloud Computing como aliado na adequação à LGPD”

27/5

Tamires Almeida – Líder Brasil do WOMCY Mentoring – “Segurança além de soluções e códigos”

Alessandra Martins – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – Security by Design (By CyberSecurity Girls)

3/6

Paula Papis – WOMCY Voluntária e Líder das Cybersecurity Girls “IAM – Identity and acess Management (By CyberSecurity Girls)”

Lizbeth Plaza – VP e Líder de Multi Country Area da WOMCY – “Gestão de Vulnerabilidades”

10/6

Cristiane Dias – Líder Brasil do WOMCY Talks – “Como iniciar na carreira de SI”

Isabella Leal – WOMCY Voluntária e Fundadora do Minas TI – “Desenvolvimento e segurança: Como eles funcionam juntos?”

16/6

Erick Tauil e Raul Cândido – Líderes WOMCY He for She – “CIS Controls – Center for Internet Security”

Divina Vitorino – WOMCY Membro – “Rede segura – Nem tudo é responsabilidade do time de segurança da informação”

24/6

Eliane Rodrigues – Líder Brasil WOMCY Volunteering – “A visão da proteção de dados no cenário atual”

Carol Valencia – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – “Vulnerabilidades em aplicações nativas em nuvem (Sponsored By CyberSecurity Girls)”

1/7

Andréa Thomé – WOMCY Líder do Capítulo Brasileiro – “GRC – Governança, Riscos e Compliance potencializando a segurança da informação”

Leonardo Lopes – Líder WOMCY He for She – “Análise de computadores infectados usando IOC (Indicator of Compromise)”

Leiloeiro cria portal Bom Valor, que usará blockchain em pregões

O fundador do portal de leilões Superbid, Ronaldo Sodré Santoro, anunciou a criação da rede de leilões Bom Valor, que vai usar a tecnologia blockchain. Os testes com registro em blockchain têm sido eficazes e a autenticidade das operações e segurança pesaram na decisão do empresário.

A plataforma está sendo montada por uma empresa de tecnologia comprada por Santoro, que não detalhou as características da rede. A empresa informou que haverá diversos leiloeiros na Bom Valor, que usarão a identidade digital ID Bom Valor.

Segundo a empresa disse num comunicado, o mercado de leilões movimenta R$ 70 bilhões ao ano e a expectativa é de movimentar US$ 100 bilhões em cinco anos na Bom Valor. Os leilões incluem mercadorias, imóveis e móveis.

*Correção: A empresa informou que o portal Superbid continuará a operar. O Leiloeiro Ronaldo Sodré Santoro apenas deixou o negócio. No comunicado, a empresa falava que Sodré deixava a Superbid no passado.