Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

O hoje não é o novo normal. O novo ainda vai chegar e será nas interações entre pessoas

Esse primeiro semestre de 2020 está sendo o pico (assim espero) de uma severa pandemia e depressão econômica. Uma mudança radical nos hábitos de pessoas e empresas foi imposta por conta do medo de contágio em si e de políticas públicas como quarentena e lockdown. Deste choque na rotina das pessoas muitos profetizam sobre o novo normal, novos hábitos que as sociedades incorporarão de agora em diante. Apesar de haver elementos de novo normal, o que se vive hoje não será o novo normal. Haverá ainda uma fase de transição, que a duração dependerá de uma série de fatores, para lentamente desaguar em algo mais perene. E se isso tiver mudanças representativas ao que se vivia antes da pandemia, e acredito que tais mudanças apareçam, aí sim teremos…. o novo normal.

O home office, por exemplo, não foi e não será o que vivemos hoje. Para começar, é home tudo. Home office, home school, home mercado, home etc. Todos os membros da família e, às vezes, alguns agregados, compartilham do mesmo ambiente, cada pessoa com suas necessidades. A não ser que a Terra vire um planeta tão inóspito como Marte, esse não será o novo normal. Porém, podemos pegar vários elementos que foram catapultados pela atual crise e projetar como vão se inserir de forma mais significativa na sociedade e eventualmente até catalisar mudanças e evoluções.

Fato: iremos experimentar uma virtualização massificada das interações humanas.

Uma das grandes vedetes, a web conferência em que o Zoom foi seu mais famoso representante, já existia há bons anos. Porém, sempre relegado a um papel secundário nos ambientes de trabalho mais tradicionais. Pois não é que estes foram forçados a usar? Perdeu-se o medo frente a necessidade. E não é que funciona? Esta será uma ferramenta cada vez mais usada para ganho de produtividade, com reuniões mais objetivas e sem desperdício de traslados para outros polos da empresa, clientes, inclusive evitando viagens mais longas (o planeta agradece), claramente substituíveis por uma reunião virtual. E imagina isso se estendendo para além da empresa, se aprofundando nas relações com clientes, fornecedores e projetos com vários participantes.

Free-lancers e outros profissionais liberais, na média, já estão mais acostumados a trabalhar de forma mais remota, quer seja em marketplaces de oferta de serviços, quer seja em terceirizações de funções como desenvolvimento de software, comunicação, webdesign, entre outros. E esse tipo de relação virtual só crescia, muito antes de qualquer indício de pandemia. O trabalho remoto, que já existia antes da pandemia, tende a se intensificar e com ele novas oportunidades e riscos inerentes a essa forma de trabalho, especialmente pela experimentação e potencial adoção por empresas que antes não o consideravam seriamente.

Zoom nas assembleias

Outro grande serviço que as reuniões virtuais podem prestar é em assembleias deliberativas. Imagina assembléia de condomínio virtual com voto eletrônico substituindo aquelas assembleias de condomínio chatas e intermináveis… Clubes, Igrejas, comitês, associação de classes, qualquer organização. Isso pode ser aplicado também a assembleias de acionistas (além de outros títulos financeiros) e gerar uma maior participação e engajamento – diga-se de passagem, Warren Buffett brilhou com sua assembleia geral anual da Berkshire Hathaway inteiramente digital.

Daqui para frente, essa tendência forçará ajustes a seu redor: melhoria e maior acesso na infraestrutura de internet, maior cuidado com segurança de dados, adaptação de legislação e uma nova “etiqueta” de reuniões virtuais. Sobre a infraestrutura, acredito que dispensa comentários no Brasil. Reuniões virtuais funcionam super bem para quem tem computador e internet relativamente rápida e estável. Pois ficar em conferência com o áudio picotado, ou até o audio dessincronizado com a imagem, tipo as dublagens dos seriados japoneses da década de 80, é bastante contraproducente e cansativo.

Sobre a segurança de dados, a etiqueta virtual deve ser ainda mais rígida e as plataformas mais seguras. Muitas reunião virtuais recentes têm sido invadidas, tem até novo termo cunhado para isso: zoombombing. Para uma adoção maior, especialmente no universo empresarial, esse tipo de ameaça tem que ser menos provável de ocorrer (100% seguro talvez seja utópico). Sobre legislação, seria o caso de ajustar (ou manter os ajustes feitos para a pandemia) o que for necessário para dar conforto jurídico sobre reuniões virtuais. É o caso, por exemplo, de se manter a possibilidade de assembleias virtuais sem obrigatoriamente ter o aspecto físico. Ou os limites de responsabilidades quando se tratarem informações sigilosas. Com a dose certa, os ajustes podem atacar a burocracia, os custos decorrentes dela e ao mesmo tempo dar segurança jurídica.

Outros elementos que acredito devam ganhar força são a omni content, transações sem contato, telemedicina, uma completa revisão da logística, novas práticas de transporte público e revisão da política de produção mundial de bens com viés de gestão de risco dentre outras tendências. Estes serão assuntos para outros artigos dessa série

Novo normal após o 11/09

Apenas como contra-ponto, por mais digital que o mundo caminhe, a pandemia também trouxe a valorização dos momentos de presença física. Visitar a familia, sair com amigos, ir à escola e praticar esportes. Ou vocês acham que quando abrandar a pandemia, ninguém mais vai à padaria tomar uma média com pão na chapa? Mesmo que serviços de delivery entreguem comida, há toda uma questão de experiência, ritual, que será cada vez mais valorizada. Até mesmo porque, as coisas não voltarão a ser como eram de uma vez só. Tudo será faseado, quer seja por questões impostas por governantes, quer seja por medo da população. Mas seríamos ingênuos em acreditar que as interações presenciais irão cessar. Elas continuarão. Com restrições gradativamente menores. Assistir à final de um evento esportivo no estádio, um show de seu artista favorito, uma peça de teatro, tomar uma cerveja com amigos com certeza não desaparecerão. Além disso, dadas todas as restrições atuais acredito que serão encaradas de forma mais especial.

Talvez a pergunta aqui é como será a abertura e como as condições impostas impactarão a experiência. Tomemos como exemplo os eventos de 11 de Setembro de 2001, com a série de atentados terroristas nos Estados Unidos. Vidas foram perdidas, cenas chocantes presenciadas por bilhões de pessoas. Durante um período transitório, houve grande medo em pegar avião e até uma série de restrições para viagens por esse meio. Mas daí, o novo normal não foi deixar de viajar, e sim o uso de tecnologia e procedimentos mais rigorosos no embarque das pessoas. Sem dúvida o novo processo comprometeu a experiência dos usuários – tira sapato, passarela raio-x, entra em outra fila etc.) mas foi a forma como as viagens foram retomadas. A grande pergunta é como as interações presenciais irão ser retomadas, com quais limitações, por quanto tempo e qual será o papel da tecnologia nesse… novo normal.

Stephan Krajcer trabalhou por mais de 15 anos no setor bancário e em 2018 fundou a Cuore, startup baseada no Canadá que desenvolve soluções tecnológicas de digitalização e automação para mercado financeiro, além de outras iniciativas com uso de tecnologias emergentes como AI e blockchain.

Espanha testa passaporte digital que mostra se usuário é imune ao Covid-19

Onde há tecnologia, há esperança. A Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) autorizaram o teste do aplicativo hi+Card, um passaporte sanitário digital, que mostrará se um turista está imune ao Covid-19. O teste será em julho, num voo entre Madri e as Ilhas Canárias. Com a apresentação do passaporte, será possível acomodar os passageiros nos meios de transporte de forma a evitar o contágio de quem não tem hi+Card. Isso poderá viabilizar um retorno mais rápido das viagens e turismo.

O hi+Card foi desenvolvido por empresas da Espanha e funciona com dupla criptografia sobre a tecnologia blockchain e autenticação em dois fatores, como noticia, em detalhes, o site espanhol Blockchain Economía.  Tudo dando certo, o aplicativo poderá ser usado em todo o mundo.

Comunidade Hyperledger faz evento para explicar o Cactus, que permite operação entre redes diferentes

Se um dos princípios de blockchain é conectar o maior número de membros possível numa rede, isso pode também ser um empecilho quando uma plataforma não se conecta com outra. Para tentar resolver esse problema, a comunidade Hyperledger anunciou o Hyperledger Cactus, uma solução que permite operações entre diferentes plataformas, incluindo Hyperledger Besu, Fabric, Corda e Quorum.

Com essa solução, espera-se não apenas mais facilidade para adoção da tecnologia, mas também garantir sua sustentabilidade. O infográfico abaixo da 101 Blockchains dá mais detalhes sobre o Cactus.

Accenture e Fujitsu participaram do projeto com outras dezenas de outros desenvolvedores em plataformas dentro e fora da Hyperledger, segundo a comunidade informou em seu blog.

A solução saiu do Hyperledger Labs para Hyperledger Greenhouse, com os usuários finais, integradores de sistemas e desenvolvedores de fornecedores podem participar da definição da arquitetura do serviço de integração.

A Comunidade Hyperledger vai discutir o assunto no próximo dia 27, quando também vai falar do Hyperledger 2.0. A inscripção pode ser feita em https://lnkd.in/dDXRcGJ.

Semana tem token de imóvel, cybersecurity para crianças e blockchain para empresas

Tokenização no setor imobiliário, segurança cibernética para proteger as crianças na pandemia e blockchain para empresas são alguns dos eventos online desta semana.

Terça-feira, 12

  • A Growth Tech, startup de soluções blockchain, em especial para imóveis, fará o webinar “Tokenização imobiliária: desafios e oportunidades”. O evento é uma parceria com a MB Digital Assets, plataforma de tokenização de ativos. Participarão Patricia Franca, CTO da Growth Tech, Carlos Rischiotto, líder técnico de blockchain da IBM Reinaldo Rabelo, CEO da MB Digital Assets, e Lucas Pinsdorf, da área de Desenvolvimento de Negócios da MB Digital Assets. Inscrições pelo site www.growthtech.com.br. O webinar será das 17h às 19h.

Quarta-feira, 13

  • A Womcy – Womcy em Cybersecurity, fará duas palestras do seu congresso online  “Womcy Live Talks – O que os especialistas em cybersegurança não te contaram….”. Os temas são “Segurança e as crianças em tempo de pandemia”, com Eva Pereira, da Ibliss Digital Security, e “Como está sua persona virtual”, com Ruth Sartorato e Mayara Camilo, ambas da Cybersecurity Girls Voluntárias. As palestras serão das 19h45 às 21h30 e a inscrição pode ser feita pelo link https://bit.ly/3bUo94L.

Quinta-feira, 14

Operadoras criam a Equigy, que permite consumidores venderem energia limpa de suas casas e carros

Um grupo de quatro das maiores operadoras europeias de redes de transmissão  (OTS, na sigla em inglês) criaram a Equigy, uma plataforma internacional e em blockchain para permitir a oferta de energia por residências e veículos elétricos no sistema de energia da Alemanha, Holanda, Suíça e Itália.

Com o aumento do uso de energia renovável, de fontes como vento e sol, o fornecimento de eletricidade pode sofrer interrupções por conta de variáveis climáticas, ao contrário do uso, por exemplo, de petróleo e carvão. Além disso, a energia não é produzida e nem consumida em quantidades iguais nas diversas regiões dos países.

Com a Equigy, a TenneT, que opera na Alemanha e Holanda, a Swissgrid e a italiana Terna poderão trocar informações entre suas operações nos diferentes países, além de haver o compartilhamento de informações dos prosumidores (consumidores e fornecedores de energia) e das redes. “Isso significa que em breve, qualquer pessoas poderá contribuir para a transição de energia (renovável)”, disse o CEO da TennetT,  Manon van Beek.

Os consumidores poderão, assim, colocar na rede a energia excedente que produzirem e, se precisarem, comprarem também energia vinda de outros consumidores.

O que o grupo tenta fazer é colocar em prática o que é uma tendência no setor, que é a produção e venda de energia renovável e por consumidores. Neste caso, isso será feito num comércio intra-europeu para ajudar a manter o sistema dos quatro países operando.

Hyperledger Fabric

A plataforma foi estruturada com a IBM, usando Hyperledger Fabric, da Linux. Como é uma solução open source, está disponível sem custos. Se o projeto der certo, espera-se que atraia outras empresas do setor e de outros países do continente europeu.

Com o uso de blockchain é possível o compartilhamento de transações de milhões de sistemas individuais de forma segura, transparente e com bom custo x benefício.

A italiana Terna e a FCA (Fiat Chrysler Automobiles), assim como a TenneT também têm outros testes com veículos elétricos para equilibrar o fornecimento de energia.

Covid-19 afeta investimentos em TI, mas pode favorecer blockchain

Ao mesmo tempo em que a crise econômica causada pelo Covid-19 deve afetar os investimentos em tecnologia pelas empresas, os recursos disponíveis poderão ser direcionados a soluções como blockchain. O motivo: a tecnologia permite compartilhamento de dados de forma mais rápida e segura e a mitigação de riscos como disrupção de cadeias de suprimentos.

A afirmação é de um estudo do IBM Institute for Business Value para a Câmara Internacional de Comércio do Reino Unido (ICC, na sigla em inglês), feito com mais de 1 mil executivos em 22 indústrias e 34 países, em dezembro passado.

Em novembro de 2019, estimava-se que os investimentos em blockchain chegariam a quase US$ 16 bilhões em 2023, mas com a Covid-19, os gastos totais com TI podem cair 2,7%. “Isso significa um freio em alguns projetos de TI, enquanto estrategicamente poder ser adaptar outros investimentos”, diz o levantamento.

Uma amostra do valor da tecnologia neste período foi a declaração do Departamento de Segurança Interna dos EUA de que gerenciadores de blockchain na agricultura e distribuição de alimentos são trabalhadores de infra-estrutura crítica durante a crise do Covid-19.

ROI positivo

Mas apenas 5 em cada dez empresas pretendem compartilhar informações ou oferecer valor em troca de dados, ao mesmo tempo em que 8 delas dizem que informações confiáveis são importantes para a sustentabilidade dos negócios.

“Fazer negócios globais requer confiança, uma abundância dela. A boa notícia é que blockchain realmente se torna a custodiante dessa confiança, sem a necessidade de intermediários. Isso porque essa entidade neutra pode gerar uma governança aberta e justa, além de padrões, o que é crucial para negócios que usam a tecnologia no comércio global”.

O relatório alerta que novas tecnologias podem ajudar a gerar comércio internacional e contribuir para uma retomada do crescimento econômico após o baque causado pela pandemia. Isso porque a tecnologia pode diminuir pontos invisíveis de fricção no comércio, reduzir custos, acelerar processos e mitigar riscos.

A pesquisa mostra que 41% das empresas tiveram retorno sobre o investimento (ROI) com o uso de blockchain, em especial nos EUA e China. “Uma vez que são as redes, e não organizações individuais, que se tornam a unidade de competição, as métricas vão além dos balanços financeiros”, diz o estudo.  A satisfação dos clientes, por exemplo, aparece em primeiro lugar como medida de sucesso operacional das redes blockchain.

Os entrevistados disseram esperar uma média de ROI de 8% em 1 a 3 anos para seus investimentos em blockchain. Isso sobe para 20% em 4 a 5 anos e mais para seus investimentos em blockchain, e para 50% nos próximos 10 anos. Hoje, a média é de cerca de 0,3% negativo.

Nos pfóximos 3 anos, 85% dos CTOs e CIOs consultados esperam trabalhar com múltiplias tecnoglcias blockchain.

CPFL estuda blockchain em distribuição e venda de energia

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), uma das maiores geradoras privadas de energia do país, iniciou em janeiro passado um projeto de pesquisa e desenvolvimento sobre a aplicação de blockchain nas áreas de distribuição e comercialização do setor . A empresa ainda não sua a tecnologia e quer levantar possíveis aplicações que gerem processos e transações mais seguros e eficientes, disse ao Blocknews Renato Povia, gerente de Inovação e Transformação da CPFL Energia.

Para isso, a empresa contratou a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e conta com a cooperação da Engie, a maior geradora de energia do país.

O objetivo agora é chegar a uma análise e avaliação técnico-científica sobre o uso da tecnologia no setor. Será feito um estudo de estado da arte, revisões bibliográficas, definição de métricas para avaliação da tecnologia.

O projeto conta também “ com um trabalho com a equipe da CPFL para levantamento de possíveis aplicações da tecnologia dentro do setor. É um trabalho que envolve tanto as frentes de contratos de energia da distribuição quanto de áreas como a de comercialização, fiscal, contábil e regulação”, explicou Povia.

O acordo da CPFL com a UFSC inclui a RGE Sul Distribuidora de Energia S.A.. O contrato, de R$ 330,47 mil, vai de 22 de abril deste ano a 21 de junho de 2021. Segundo a elétrica, a universidade já tem conhecimento prévio sobre o tema. A Fundação de Ensino e Engenharia de Santa Catarina (Feesc), interveniente do contrato com a UFSC, auxilia com as questões administrativas.

Chiliz, plataforma para engajar fãs de esporte, quer times brasileiros

A Chiliz, que promove o engajamento de fãs de esporte usando blockchain, e que já tem acordos com times como Paris Saint-German, Barcelona, Juventus e Independiente (Buenos Aires), tem conversado com clubes brasileiros para adesão à sua plataforma Socios.com, disse ao Blocknews Alexandre Dreyfus, CEO da empresa.

A plataforma blockchain Socios.com é uma ferramenta de marketing usada pelos clubes para engajar os fãs. Com a Chiliz $CHZ, a criptomoeda da plataforma, os fãs podem comprar e vender tokens de times que dão direto a participarem de votações dos seus clubes e outras ações promocionais.

“Estamos trabalhando para adicionar mais clubes e parceiros da América Latina (na plataforma) nos próximos meses, completou Dreyfus. A empresa tem um diretor-geral em Buenos Aires.

Dreyfus não dá detalhes das negociações com o Brasil. Segundo ele, a participação dos brasileiros na plataforma ainda é pequena. “O Brasil é um dos maiores países em termos de base de fãs de futebol. Com a tokenização de times globais, como Barça e PSG), e de times locais, além do UFC, temos muito potencial”, disse Dreyfus.

Nesta quinta-feira (7), a Chiliz anunciou a entrada do UFC na Socios.com, que tem 318 milhões de fãs no mundo, com lutadores também do Brasil.

O mundo blockchain tem visto iniciativas com esportes também. No Brasil, o Mercado Bitcoin vai lançar tokens (frações) de direitos que os clubes de futebol têm sobre jogadores que formaram.

Women in Cybersecurity faz congresso online gratuito com 18 palestras até julho

A Womcy Latam, Women in Cybersecurity Latin America, criada pela brasileira Letícia Gammill, da Cisco, fará um congresso online e gratuito com 18 palestras desta quarta-feira (6) a 1 de julho. O “WOMCY Live Talks – O que os especialistas em cybersegurança não te contaram…” terá 9 webinars com temas que vão do mercado de trabalho, chips implantados no corpo, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e segurança das crianças.

Na abertura do evento, Letícia, CEO da Womcy e Security Channels Leaders da Cisco, falará sobre “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”. Na mesma data, Raul Cândido, Líder Womcy He for She, falará sobre o implante de chips no corpo.

As palestras serão à noite, das 19h45 às 21h30 e poderão ser acompanhadas pelo Webex. A inscrição pode ser feita pelo Eventbrite no link https://bit.ly/3bUo94L.

“Promover a diversidade em cibersegurança é o ponto principal de várias organizações e a nossa prioridade. Precisamos democratizar a cibersegurança e mostrar as líderes do setor que estão fazendo a diferença na América Latina, disse Gammil”. Mas a Womcy é uma instituição também aberta aos homens, que são cerca de 75% da força de trabalho em segurança cibernética, segundo estudo do International Information System Security Certification Consortium (ISC)².

Prêmio

No dia 8 de maio, terminam as inscrições para o prêmio Top Women in Cybersecurity – Latin America 2020, uma iniciativa partiu da WOMCY em parceria com a Women in Security & Resilience Alliance (WISECRA). As vencedoras serão anunciadas em meados de junho .

Confira aqui a agenda completa do Congress:
6/5

Letícia Gammil – CEO e Fundadora da WOMCY – “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”

Raul Cândido – Líder WOMCY He for She – “Biohacking – Segurança de implantes”

13/5

Eva Pereira – Líder Brasil de WOMCY Alliances – “Segurança e as crianças em tempo de pandemia”

Ruth Sartorato e Mayara Camilo – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntárias – “Como está sua persona virtual (by CyberSecurity Girls)”

20/5

Denise Menoncello – Líder Brasil do WOMCY Girls – “Família de normas ISO 27000 e sua contribuição para a maturidade de segurança da informação”

Maria Victoria Trecco – Líder Brasil do WOMCY Tech – “Cloud Computing como aliado na adequação à LGPD”

27/5

Tamires Almeida – Líder Brasil do WOMCY Mentoring – “Segurança além de soluções e códigos”

Alessandra Martins – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – Security by Design (By CyberSecurity Girls)

3/6

Paula Papis – WOMCY Voluntária e Líder das Cybersecurity Girls “IAM – Identity and acess Management (By CyberSecurity Girls)”

Lizbeth Plaza – VP e Líder de Multi Country Area da WOMCY – “Gestão de Vulnerabilidades”

10/6

Cristiane Dias – Líder Brasil do WOMCY Talks – “Como iniciar na carreira de SI”

Isabella Leal – WOMCY Voluntária e Fundadora do Minas TI – “Desenvolvimento e segurança: Como eles funcionam juntos?”

16/6

Erick Tauil e Raul Cândido – Líderes WOMCY He for She – “CIS Controls – Center for Internet Security”

Divina Vitorino – WOMCY Membro – “Rede segura – Nem tudo é responsabilidade do time de segurança da informação”

24/6

Eliane Rodrigues – Líder Brasil WOMCY Volunteering – “A visão da proteção de dados no cenário atual”

Carol Valencia – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – “Vulnerabilidades em aplicações nativas em nuvem (Sponsored By CyberSecurity Girls)”

1/7

Andréa Thomé – WOMCY Líder do Capítulo Brasileiro – “GRC – Governança, Riscos e Compliance potencializando a segurança da informação”

Leonardo Lopes – Líder WOMCY He for She – “Análise de computadores infectados usando IOC (Indicator of Compromise)”