Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Rastrear vacinas contra Covid pode ser um dos usos de blockchain em 2021, diz IBM

Os efeitos da pandemia do Covid-19 continuarão a influenciar o desenvolvimento e uso de blockchain em 2021. Inclusive no retorno a uma vida mais normal, o que é esperado com a vacinação em diferentes países. Essa é a expectativa da IBM.

Num artigo, a empresa lista cinco áreas em que blockchain poderá ser usada para esse retorno. A primeira delas é o uso de credenciais digitais de saúde. Essa é uma área que claramente se acelerou durante a pandemia. Em Singapura, empresas desenvolveram o AOKpass, um passaporte de saúde que atesta se a pessoa está sem Covid. Essa credencial pode ser usada em outras situações, como no trabalho, na prática de esportes e para atividades de lazer, diz a IBM.

Desde que a pandemia começou, empresas e governos desenvolveram soluções blockchain para controlar a distribuição de produtos, como máscaras. Isso pode se estender agora às vacinas.

Nesta semana, a Bureau Veritas, que faz inspeção e certificação, anunciou que está lançando uma solução para rastreamento de cadeias logísticas de vacinas da Covid-19. A solução foi desenvolvida com a OPTEL, que já tem plataformas de rastreabilidade para a indústria farmacêutica.

Rastreamento de cargas

Uma outra área de uso poderá ser o rastreamento e monitoramento de produtos. Durante a pandemia, a falta de informações sobre onde e com quem estavam cargas internacionais, e até nacionais, mostrou a necessidade de maior controle nessa área. Em muitos casos, esse rastreamento é feito associando blockchain com internet das coisas (IoT).

Uma vez associada a inteligência artificial e automação, blockchain pode também ajudar no controle de estoques e de qualidades de produtos, diz a IBM.

A empresa diz ainda que essa rastreabilidade pode resolver o problema de falsificação de medicamentos, que são de 10% a 30% dos remédios vendidos nos países em desenvolvimento. A empresa tem uma solução chamada de âncora cripto. Com isso, coloca um identificador digital único num produto, com uma série de dados, inclusive sinais óticos. Dessa forma, fica mais difícil a clonagem.

Por último, a IBM menciona a tokenização. Com a perspectiva de redução de custos, as empresas e governos podem usar tokens para reduzir intermediários, papeis e para encurtar processos. Seria mais um passo no movimento “tokenizar tudo”, tão esperado pelo ecossistema blockchain.

Fintechs receberam R$ 9,65 bilhões em aportes no ano passado

As fintechs brasileiras receberam aportes de R$ 9,65 bilhões em 2020. Os investidores fizeram os investimentos em 101 transações, sendo 23 delas aquisições. O Fintechs Brasil, parceiro do Blocknews, obteve os dados com exclusividade na plataforma Sling Hub.

O segmento continua a ser um dos líderes em aportes de investidores. Tanto é que o valor total equivale a metade do que foi investido nos outros 36 setores mapeados pela Sling, mostra a reportagem completa do Fintechs Brasil.

Um outro levantamento, o Inside Venture Capital Brasil, do Distrito, mostrou ainda que as startups receberam uma quantia superior a US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 17,5 bilhões) no ano passado. Portanto, isso representou um aumento de 17% sobre os US$ 2,97 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) em 2019. 

Mais sobre startups em:

Investidores em startups colocam blockchain e cripto no topo das tecnologias mais promissoras

Blocknews faz um ano e especialistas falam o que esperam em blockchain e criptos neste ano de 2021

O Blocknews completa hoje (6) um ano no ar. Nesses doze meses, reportamos uma série de avanços e mudanças no mundo dos blocos, tanto no uso em empresas e governos, como nas criptomoedas. Cobrir o setor foi no mínimo muito corrido, mas também foi surpreendente e animado. A revolução que acontecia mais no subsolo está emergindo e ficando cada vez mais perto de quem pouco ou nunca tinha escutado sobre o assunto.

Chegamos a 1 ano com muito para comemorar. Temos um público fiel e que busca informações para seus negócios e investimentos. Assim, atingimos nosso objetivo de ser uma ferramenta de negócios e investimentos para os leitores. E melhor ainda: são praticamente em igual número de homens (54%) e mulheres (46%).

E o que será de 2021? Convidamos especialistas em diferentes áreas para responderem a seguinte pergunta: qual será o fato mais marcante em blockchain e criptomoedas neste ano? As respostas estão abaixo e indicam um ano provavelmente mais agitado do que 2020.

Vamos só lembrar de onde estamos partindo: ano passado, empresas que antes tinham medo de blockchain, porque a associavam a criptomoedas e fraudes, passaram a olhar a tecnologia da forma correta, ou seja, como transformadora de negócios. O governo brasileiro anunciou testes e usos da tecnologia. Além disso, as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), que pareciam algo ainda distante, tornaram-se assunto corrente. Tanto alguns dos maiores bancos incumbentes nos Estados Unidos (EUA), como JP Morgan e Goldman Sachs, quanto a BlackRock, maior gestora do ativos do mundo, mostraram que estão apostando em blockchain e em clientes e empresas do setor. No segundo semestre, houve o desabrochar das finanças descentralizadas (DeFi) seguida da sequência de recordes no preço do bitcoin.

Agora, vamos ao que os especialistas dizem sobre 2021:

Blockchain no agronegócio

Rafael Martins, CEO do Blockmeet MT – Seguindo a ascensão da tecnologia blockchain no Brasil, o agronegócio e a logística não ficam para trás. A rastreabilidade da produção do agronegócio brasileiro e mundial será um dos grandes feitos da tecnologia nos próximos anos. Acredito que passamos a fase hype, onde tínhamos várias provas de conceitos (Pocs). Agora estamos entrando na era da implantação e com uma crescente demanda pela necessidade da segurança da informação. Empresas de tecnologia e startups estão se integrando e entregando soluções do início ao fim da cadeia de valor para seus clientes. A rastreabilidade da produção do agronegócio brasileiro e mundial será um dos grandes feitos da tecnologia blockchain para os próximos tempos

Rafael Martins, CEO do Blockmeet Mato Grosso, diz que tecnologia avança no agronegócio.

CBDCs

Gustavo Cunha, economista especialista em CBDC e host do programa Fintechs e novos investimentos no Youtube – Para mim, é um movimento que começou e que tem muito ainda para continuar em 2021. Vamos ter alguns fatos importantes. A China já fez experimentos mais localizados, mas durante 2021 vamos ter muita novidade sobre como vai ser o desenrolar dessa moeda. Na Europa, as experimentos da Suécia devem se intensificar neste ano, onde há vários estudos bastante avançados com a solução da R3. A União Europeia (UE) tem até julho para definir o que fará. Há vários estudos em bancos centrais de países e com o banco central do bloco (ECB). Também vão decidir se vão usar blockchain. Esses três lugares serão bastante importantes para olharmos, em especial no primeiro trimestre.

Nos EUA, a discussão está mais lenta. Eles ainda vão implementar o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos, apenas em 2023 ou 2024. Eles ainda estão muito atrasados em sistemas de pagamentos.

Para Gustavo Cunha, Suécia, China e UE são focos de atenção, em especial no começo do ano.

Mauricio Magaldi, host do podcast BlockDrops e mentor de startups – Impulsionado pela velocidade impressa pela China com sua CBDC, outros países, como o Japão, encerraram 2020 prometendo se movimentar mais rápido no desenvolvimento e testes das suas moedas. Esse movimento reativo corre o risco de ser overhyped, já que existem problemas além das questões digitais que precisam ser endereçadas e que diferem em cada país. Inclusão digital, população bancarizada e educação financeira são alguns desses aspectos.

Além disso, questões técnicas de escopo internacional, como padrões de protocolo e interoperabilidade, ainda são virtualmente desconhecidas em função dos esforços isolados de cada país. E mais: nem toda CDBC vai ser emitida em blockchain, o que apresenta outros tipos de desafios. O ponto é que não dá pra deixar de estudar e testar profundamente esse caso de uso na realidade individual de cada país. Então, é quase certo que veremos muito movimento nesse front.

A advogada italiana Rosa Barresi lembra que a consulta pública do euro digital vai até dia 12.

Rosa Giovanna Barresi, advogada italiana, research fellow da Digital Euro Association Um fator importantes em 2021 sobre o euro digital e ativos de criptos na UE é a decisão do Eurosistema sobre a adoção da CBDC. Isso está em consulta pública até 12 de janeiro. Essa moeda será um complemento do dinheiro físico e de outras formas digitais de pagamento, para aumentar a inclusão financeira e reduzir custos. Como prova de um abordagem realista, o protótipo de uma carteira digital para fazer pagamentos em CBDC se tornou um ponto importante nos estudos.

Outro fato importante é a repercussão da licença de custódia de criptomoedas na Alemanha, em 2020. Isso permite aos bancos oferecer serviços de custódia a seus clientes. Os criptoativos são descritos como representações digitais de um ativo. Assim, cobrem uma ampla gama de instrumentos financeiros. A licença também se aplica a provedores de serviços fora da Alemanha caso ofereçam serviços regulados a clientes no país. Os custodiantes já oferecem serviços a bancos.

Identidade Digital

Mauricio Magaldi – Pegando carona no momento criado por algumas das soluções criadas em resposta à pandemia da Covid-19, uma tendência proeminente para o primeiro semestre do ano devem ser as redes de SSI/DID (Self Sovereign Identity / Digital Identity). As principais soluções estão cobrindo o rastreamento dos vacinados, mas abrem caminho para muitos outros casos de uso associados aos dados privados de pessoas físicas, empresas e até mesmo dispositivos IoT (internet das coisas). Os potenciais de uso vão além da rastreabilidade, incluindo processos de KYC (Conheça seu cliente, na sigla em inglês) dos bancos, acesso a serviços públicos, e gestão de acesso (IAM, na sigla em inglês) para que dispositivos IoT possam interagir com redes físicas e smart contracts aos quais têm permissão. Sendo um caso de uso fundamental, é certo que desenvolvimentos concretos nesse espaço.

Mauricio Magaldi acredita que a identidade digital será assunto corrente em 2021 .

Governo

Carlos Fortner, diretor presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) – Blockchain já está sendo usada em diversas aplicações de governo, como B+CPF/Cadastro Base do Cidadão (CBC), na saúde e da Dataprev. E uma das metas da Estratégia de Governo Digital 2020-2022 é crescer o uso da tecnologia em diversas aplicações.

O uso de blockchain no governo deve crescer, diz Carlos Fortner, diretor-presidente do ITI.

Regulação

Tatiana Revoredo, CSO na the Global Strategy, membro fundadora da Oxford Blockchain Foundation – Em 2020, houve crescente interesse no uso de criptomoedas, não apenas como meio de troca, empréstimo ou investimento. Houve também uma substituição literal para dinheiro e crédito em atividades financeiras diárias. Por isso, espera-se o reaquecimento do debate sobre a regulamentação de criptoativos no Brasil, assim como maior atenção das autoridades nos demais países quanto a áreas nebulosas.

Espera-se ainda um aumento no interesse de governos ​​em como as transações criptográficas e as atividades financeiras digitais podem afetar impostos, em como mitigar riscos para os investidores em DeFi e em como devem ser as regras para emissão de stablecoins. O mercado de moedas estáveis, dependendo da regulamentação, pode quadruplicar de valor neste ano. Nos EUA, será interessante acompanhar, em primeiro lugar, a legislação prometida pela SEC (Securities Exchange Commission) para “criptoempreendedores”. Em segundo lugar, o caso da CFTC contra a Abra, por vender trocas de títulos a investidores sem listá-los em uma corretora nacional reconhecida). E em terceiro lugar, o caso da CFTC contra a BitMex por oferecer serviços ilícitos a seus usuários).

O maior uso de criptomoedas em 2020 deve aumentar o debate sobre regulamentação do setor no Brasil e no exterior, diz Tatiana Revoredo.
Criptomoedas

Bernardo Quintão, especialista em criptomoedas e advisor do Mercado Bitcoin – Acredito que 2021 será marcado por um crescimento ainda maior do setor de criptoativos e blockchain. O maior interesse pelo bitcoin como ativo traz mais interesse na tecnologia. As demais criptomoedas, criptoativos e empresas trabalhando com blockchain também deverão receber mais atenção de venture capital, investidores de varejo, clientes e da mídia em geral. Com isso, mais discussão a nível regulatório deve acontecer e também reações de empresas incumbentes afetadas. Blockchain será o tema central no universo da tecnologia novamente, como foi em 2017.

Nicholas Sacchi – Head de cryptoassets da Exame – 2021 será um ano excepcional para o mercado cripto brasileiro. Seguindo a tendência global, as fusões e aquisições no setor deverão se intensificar ainda mais, seguindo o movimento de crescimento que se repete há alguns anos.
No âmbito regulatório, o lançamento do sandbox regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) corrobora o avanço do setor em várias frentes. Mas, em especial, no de tokens de valores mobiliários, que devem aparecer com força já nos primeiros meses do ano.
A institucionalização do mercado deve continuar com força e devemos ver instituições financeiras importantes e tradicionais dando passos mais consistentes na direção deste mercado. Não apenas incluindo bitcoin na recomendação de portfólio para os seus clientes, mas emitindo seus próprios criptoativos.

Finanças Descentralizadas

Bernardo Quintão – O que vimos em 2020 em DeFi foi um “boom” nos experimentos de um mercado financeiro aberto, open source. Mas, ainda em ambiente restrito a poucos usuários com capacidades técnicas altíssimas em relação à população como um todo. Acredito que neste ano, fintechs farão uso da infraestrutura montada pelo ecossistema de DeFi, os chamados “money legos”. O objetivo será entregar serviços com melhor experiência para usuários comuns, através de carteiras cripto/apps móveis. Será o início do uso do universo DeFi no mundo real.

Maurício Magaldi – o DeFi teve um verão (do hemisfério Norte) de muita especulação e acabou despontando como impulsionador de vários novos modelos de negócios e também de fraudes e escândalos. Se por ora se inspiram nas finanças tradicionais, também provocaram uma resposta de investidores institucionais e até mesmo de corporações. A exemplo da Microstrategy, que comprou cerca de 30 mil bitcoins em dezembro passado, ainda a título de compor seu balanço (HODL), outras corporações poderão seguir esse movimento.

Mas, além de compor seu balanço, poderão ancorar seus bitcoins a outros tipos de produtos financeiros descentralizados. DeFis combinados com o movimento das CBDCs poderão gerar oportunidades de proteção, investimento, tomada ou gestão de riscos para corporações além do mercado tradicional, numa fronteira cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas e com a qual os reguladores terão que passar a se preocupar rapidamente. Aqui é onde enterprise blockchain e cripto tem o potencial de se confundir cada vez mais. 

Criptos & ESG
Liliane Tie espera ver mais políticas de ESG nas empresas do ecossistema blockchain.

Liliane Tie, líder da comunidade Women in Blockchain Brasil (WIB Brasil) – Em 2021, essa ‘bull run’ pelas criptos ainda vai continuar com DeFi. Já o que eu gostaria de ver acontecer é a pauta de ESG – depois da carta de 2020 de Larry Fink da BlackRock aos CEOs – ser mais amplamente debatida no mercado financeiro como um todo. Assim, naturalmente blockchain ganharia a visibilidade que merece como tecnologia para ajudar a resolver questões ambientais, sociais e de governança. E o que eu não gostaria de ver se repetir são relatos como os ocorridos na Coinbase (link), logo após o Black Lives Matter. Houve relatos de duas dezenas de funcionários negros que sofreram racismo.

Transformação digital

Fábio Nascimento, diretor associado da Accenture Interactive – Os desafios que diversos setores tiveram que superar por conta dos inesperados impactos do Covid-19, em 2020, devem manter protagonismo na pauta tecnológica das empresas e setores públicos em 2021. Quem não foi bem sucedido numa rápida adoção de Cloud Computing, com certeza acelerará seu movimento agora, e quem conseguiu se adaptar melhor, deve aprimorar a sua utilização, para aumentar suas vantagens competitivas.

Setores de bens de consumos, varejo, bancos e telecomunicações devem ser os que priorizarão estes investimentos. Porém, vejo um desafio considerável para o setor de educação, que terá um ano ainda mais desafiador, onde deverá colocar à prova o modelo à distância, em especial não impactando as crianças em início de alfabetização. Vejo que a adoção de Cloud irá para um segundo estágio, buscando mais valor do que apenas alocar workloads na nuvem, utilizando principalmente inteligência artificial, IoT e Ciência de Dados. Quanto ao Blockchain, acredito que ser um ano que teremos mais evolução na sua adoção, porém, acho que ainda precisamos evoluir muito para alavancar sua adoção em massa.

Reportagens exclusivas sobre bolsa de commodities, duplicatas, ID e regulação são as mais lidas

Desde seu lançamento, há exatamente um ano, em 6 de janeiro de 2020, as reportagens sobre blockchain mais lidas do Blocknews são entrevistas exclusivas do site. São matérias que anteciparam detalhes sobre novos projetos ou que esmiuçaram notícias que já estavam circulando sem profundidade.

Os assuntos das reportagens variaram de projetos envolvendo o agronegócio ao uso de blockchain em registro de duplicatas, ID autossoberana e uso de criptomoedas no capital social das empresas.

O que também chama a atenção é a alta leitura da reportagem sobre a Oyx, projeto de token para as comunidades indígenas Surui Paiter e Cintas-Largas. Em menos de dois meses, essa já é a oitava mais lida do Blocknews.

A seguir, a lista das 10 reportagens mais acessadas no site até agora. Se você ainda não leu alguma delas, aproveite para clicar nela agora agora.

Primeiro lugar

A matéria mais lida do Blocknews até hoje é a entrevista exclusiva com a CEO da Covantis, Petya Sechanova, sobre o projeto de blockchain das maiores traders agrícolas. .
A segunda matéria mais lida também é uma entrevista exclusiva ao Blocknews. Nela, o Serpro conta sobre a ID autossoberana que está desenvolvendo para o Brasil.
Mais uma entrevista exclusiva do Blocknews foi a terceira reportagem mais acessada até agora. Adiantamos detalhes sobre o uso de blockchain em registros de duplicatas.
A confirmação de que criptos podem ser usadas no capital social das empresas foi a quarta reportagem mais visualizada. O advogado Rodrigo Borges explicou a regulação.
Essa entrevista exclusiva sobre a bolsa agrícola digital Gavea Marketplace ficou no quinto lugar no ranking das que tiveram maior leitura até hoje no Blocknews.
A informação de que o Brasil deverá ter uma moeda digital até 2022, publicada em setembro continua atraindo os leitores e é a sexta mais lida do site.
O uso de blockchain no registro de duplicatas continuou a chamar a atenção dos leitores com a reportagem sobre o lançamento da plataforma, que é a sétima mais lida.
Lançada há menos de dois meses, a moeda digital Oyx atraiu um número muito expressivo de leitores e está na oitava posição.
Publicamos o cronograma de lançamentos dos serviços do Pix e o assunto chegou à nona posição entre as mais acessada pelos leitores do Blocknews.
A matéria sobre o ranking que apontou que seis startups brasileiras estão entre as mais promissoras do mundo ficou em décimo lugar.

AOKpass, que autentica teste de Covid-19 em blockchain para viagens, é usado pela primeira vez

Reportagem atualizada com informação sobre o Brasil.

Um passageiro que chegou a Singapura no último dia 21 foi o primeiro a user o ICC AOKpass, que fornece uma autenticação digital de teste da Covid-19. O passe registra as informações numa plataforma Ethereum. O objetivo é facilitar a retomada das viagens de forma mais segura durante a pandemia do novo coronavírus.

A empresa informou ao Blocknews que está negociando o uso do passe no Brasil e em outros países da América Latina.

A International SOS, que presta assistência de saúde para viajantes, a Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) e o SGS, grupo focado em certificação, são os criadoras da plataforma AOKpass. De acordo com as empresas, no futuro o passe vai incluir informações sobre outras imunizações e dados médicos.

Integração de informações

Conforme afirmam as empresa, o passe superou o desafio de integrar exames médicos, linhas aéreas e procedimentos de imigração. “O uso de blockchain é um ponto crítico no combate a testes e históricos médicos falsos. Além disso, a tecnologia permite uma verificação rápida e segura dos resultados de testes de Covid-19”, disse Chester Drum, co-fundador do AOKpass.

O aplicativo não só é usado em Singapura, mas também em voos entre Atlanta (EUA) e Roma. Esse uso faz parte de um acordo com a Delta Airlines e a Alitalia. Assim, desde metade de dezembro os passageiros devem apresentar testes autenticados de Covid-19 em voos livres de quarentena.

Segundo a diretora-geral da International SOS de Singapura, Juliana Gim, os testes-piloto do passe começaram em maio. Desde então, funcionários da empresa foram os primeiros a usá-lo. Em julho, houve testes com profissionais da Energy Drilling Management de retorno ao país asiático.

Testes de Covid-19 rastreáveis

O passageiro que usou pela primeira vez o AOKpass veio do Japão. As autoridades de imigração do aeroporto de Changi, em Singapura, foram as primeiras do mundo a verificarem o certificado.

O Shinagawa East Medical Centre emitiu o ICC AOKpass , enquanto uma solução da Affinidi, empresa focada em identidade digital, verificou os dados. Há uma fila na imigração em Changi para quem tem o certificado.

Após o programa piloto, todos os viajantes que saírem da Malásia e Indonésia poderão usar o ICC AOKpass.

Galícia desenvolve primeira blockchain para rastreamento de produção de mariscos

A Galícia, que está entre tem os maiores produtores globais de mariscos, está testando a primeira blockchain para rastreamento dessa cadeia de produção.

A plataforma Fish World Track quer acelerar a disponibilidade das matérias primas, o processamento e os processos administrativos. Outro objetivo é dar transparência à produção. Dessa forma, a expectativa é de redução de custos e maior valor agregado aos consumidores.

As empresas Vottun e Elige Plus Consultores desenvolveram a plataforma. Ela mira uma indústria de U$ 150 bilhões em exportações anuais. Conforme afirma Gerardo Estévez Suárez, sócio diretor da Elige Plus, o projeto começou em janeiro. Já as provas de conceito estão em curso desde setembro. Por enquanto, três clientes usam a plataforma para rastreamento de seus produtos.

A plataforma combina as tecnologias blockchain, IoT e big data. As empresas que participam dos testes são a PescapuertaCaladero e Frioya. De acordo com o diretor, outras empresas entrarão no projeto. A entrevista completa com Suarez está no Blockchain Economía, site espanhol de notícias parceiro do Blocknews.

Rastreamento de atum

No Brasil, a Companhia Industrial Atuaneira desenvolveu uma plataforma blockchain para rastreamento do atum. Além disso, a empresa criou um token para ser usado no comércio pelos pescadores. A Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira, seria pré-lançada em fevereiro.

A previsão era lançar o projeto em março. No entanto, a pandemia do novo coronavírus adiou os planos, disse no início do ano ao Blocknews o CEO da companhia, Rodrigo Hazin. O projeto se chama Open Tuna Initiative.

As ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, que é composta pela Companhia Industrial AtuneiraMar AbertoNatal Pesca e Transmar, cada uma com participação de 25%. Esse grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atum fresco para o mercado premium de sushi e sashimi

Blocknews, Fintechs Brasil e Marco Zero debate novas plataformas de notícias na Abracom

Os sites de notícias Blocknews, Fintechs Brasil e Marco Zero participarão, nesta quinta-feira (17), de um debate sobre as novas plataformas de informações independentes. Essas plataformas foram criadas por jornalistas que vêm da chamada grande imprensa, os veículos de maior circulação. O evento é organizado pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom).
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Dessa jforma, o webinar “Jornalismo Independente: Novas oportunidades para leitores e empresas” vai discutir pontos como de que forma essas plataformas são novas oportunidades de visibilidade para as empresas e quais são as pautas e as abordagens de interesse dos sites. Além disso, como essas plataformas atingem um público qualificado e são ferramentas de trabalho, de transformação socioeconômica e de investimentos para seus leitores.

A transmissão será online pelo canal no Youtube da Abracom e acontecerá das 9h30 às 11h30.
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Participarão do encontro a fundadora e diretora editorial do Blocknews, Claudia Mancini, a fundadora do Fintechs Brasil, Léa de Luca, e Inácio França, um dos fundadores e editores da Marco Zero Conteúdo.

eProvenance lança solução para monitorar toda a “caótica” cadeia de suprimentos de vinhos

A eProvenance, empresa especializada em monitoramento e análise da qualidade de embarques de produtos sensíveis e caros, lançou a plataforma VinAssure, focada em vinho e baseada em blockchain. Dessa forma, busca dar maior precisão e segurança a uma cadeia de suprimentos muita vezes caótica, afirmou Robin Grumman-Vogt, CEO da empresa.

As vendas de vinho movimentam US$ 360 bilhões ao ano, sendo cerca de US$ 40 bilhões em exportações. Esses negócios envolvem uma série de atores, localidades e deslocamentos, num trânsito complexo e delicado.

Para essa operação, a plataforma é a IBM Blockchain Transparent Supply, que usa também inteligência artificial e cloud. A eProvenance verifica as condições do embarque e dados como temperatura, umidade e geolocalização. E faz isso usando algoritmos.

Rede de produtores a consumidores

De acordo com a eProvenance, o objetivo é criar um ecossistema da indústria do vinho que conecte produtores, comerciantes, transportadores, distribuidores, restaurantes e o varejo. Assim, a ideia é que os consumidores também tenham a garantia da qualidade do produto.

Segundo a empresa, seu primeiro cliente é o importador norte-americano De Maison Selections. “O vinho carrega um forte senso de localização e cultura de quem o produziu. Acreditamos que no futuro, o setor vai adotar a verificação de origem e rastreabilidade dos produtos”, disse André Tamers, proprietário da empresa.

Origem do vinho

A partir de agora, seus clientes poderão ver informações como o vinhedo onde foram cultivadas as uvas de uma garrafa, as características desse vinhedo e se a plantação é orgânica e sustentável.

Além disso, sobre as fases seguintes será possível saber quem e quando transportou produto, por onde passou e onde foi armazenado. Tudo isso acessando identificadores como o QR Code.

Segundo eProvenance, há outros interessados no produto, como o Ste. Michelle Wine Estates, Export Division e Maison Sichel, essa última de Bordeaux.  

Além de vinho, a empresa monitora e rastreia a qualidade de produtos como obras de arte e produtos de couro.

Intelipost, de logística e Gavea Marketplace, bolsa de commodities, anunciam aportes

Além da Bit Capital, que foi comprada pela Ame, duas startups que fornecem produtos e serviços baseados em blockchain anunciaram, nesta semana, que receberam aportes financeiros: a Intelipost, de logística, e a Gavea Marketplace, uma bolsa digital de commodities.

A Intelipost foi criada em 2014 pelo alemão Stefan Rehm e o brasileiro Gabriel Drummond. A empresa vende sistemas para gerenciamento de transportes com diferentes tecnologias, inclusive blockchain. De acordo com um comunicado, a startup recebeu de R$ 130 milhões do fundo de private equity Riverwood Capital no início do ano.

Apesar de ter acontecido no início do ano, esse investimento só foi anunciado nesta terça-feira (8), junto com a informação de que a empresa se uniu à AgileProcess. Essa startup é especializada em soluções de roteirização e monitoramento em tempo real de cargas.

A Intelipost afirma que 4 mil empresas utilizam sua plataforma para gestão, embarque e rastreamento de frete. Isso significa mais de um bilhão de cálculos de frete e mais de 19 milhões de entregas mensais. Com isso, a empresa afirma ter dobrado de tamanho neste ano.

Já a AgileProcess atende 70 empresas a movimenta 9 milhões de entregas por mês. Com a união, as empresas preveem expandir as equipes e aumentar a oferta de produtos.

Bolsa de Commodities

Por sua vez, a Gavea Marketplace anunciou que recebeu R$ 2,2 milhões do fundo anjo do venture capital Domo Invest. A bolsa é a primeira de negociação digital de commodities do país. Seu objetivo é reduzir a burocracia e os custos das transações.

Esse foi o primeiro investimento recebido pela empresa. “Até então, eu estava investindo o meu próprio capital para bootstrap (fundar e expandir) a plataforma”, disse Nunes ao Blocknews.

“Estamos evoluindo, tracionando o produto com alguns players relevantes dentro da plataforma”, completou. Na fase de implantação, já houve transações de grãos com alto volume e valor de negócios. Isso gerou mais de R$ 300 milhões em negócios desde o lançamento em junho passado.

Interação dos usuários da rede

Agora, com o aporte do Domo, a Gavea vai ampliar sua operação, que usa o software Corda, da R3. Está previsto também um aumento da equipe, inclusive no marketing.

De acordo com Franco Pontillo, sócio do Domo, a Gavea une uma plataforma inovadora com um setor em expansão, o agrícola. No ano passado, a Gavea foi escolhida para o programa LIFT – Laboratório de Inovações Financeiras Tecnológicas, da Federação Nacional de Associações dos Servidores (Fenasbac) e que tem apoio do Banco Central (BC).

A plataforma da gávea permite interação entre os participantes da transação, assinatura digital de contratos e gerenciamento do processo. Há ainda cotações de mercado e dados do setor agrícola. Além de blockchain, a bolsa usa inteligência artificial e machine learning.

Ame, da Lojas Americanas e B2W, compra Bit Capital, de tecnologia bancária em blockchain

A Ame, fintech de pagamentos por aplicativo da Lojas Americanas e da B2W, comprou a Bit Capital, fintech de open banking e APIs que utiliza blockchain. A aquisição foi comunicada nesta segunda-feira (7) à  noite à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com isso, a Bit Capital passa a fazer parte de um dos maiores grupos de comércio eletrônico do país e do mundo. A fintech oferece infraestrutura bancária para que empresas desenvolvam seus produtos e serviços. Isso também inclui o sistema instantâneo de pagamentos Pix.

Já a Ame demonstra que está se preparando para o próximo passo das mudanças relevantes que o Banco Central (BC) está fazendo no sistema financeiro. O primeiro foi o Pix, lançado em 16 de novembro, e no dia 30 passado deveria ser lançado o open banking. No entanto, o BC adiou o início para fevereiro.

Acesso a milhões de consumidores

Já a Ame foi lançada em 2018 e permite pagamentos como o de compras em lojas, recarga de celulares e jogos. A empresa afirma que já foram feitos  14,5 milhões de downloads do aplicativo.

De acordo com a empresa, o app pode ser usado nas mais de 1,7 lojas físicas da Americanas e nos sites Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato e em outros 2,8 milhões de lojas.