Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

OWS Brasil, Easy Crypto e Uniera entram na ABCripto

Associação de criptomoedas criou código de ética.

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) tem três novos membros. São a OWS Brasil, Easy Crypto e Uniera, que negociam criptos. Com isso, tem nove associados. Em junho, entraram a Travelex Bank, corretora de câmbio, e Alter, de criptomoedas.

“Se juntam a nós para a construção de um mercado saudável para empresas, reguladores e pessoas com iniciativas em blockchain.” Foi o que disse Rodrigo Monteiro, diretor-executivo da ABCripto.  

De acordo com Gustavo Albanesi, CSO da Uniera, a Uniera passa a fazer parte “de um grupo proativo”. Para ele, o grupo tem voz ativa em questões como regulação e legislação. 

Associação de criptoeconomia lançou código de ética

Em agosto de 2020, a associação lançou um Código de Autorregulação. O objetivo foi criar um ambiente de mais segurança jurídica, disse a instituição. Assim também demonstrou boa vontade em preencher lacunas regulatórias. O código cobre transações de criptos, lavagem de dinheiro e financiamento a terrorismo. O foco está em empresas de custódia, intermediação e corretagem.

Lucas Orsolini, responsável por questões jurídicas da OWS Brasil, afirmou que a instituição reforça o compromisso com boas práticas. Enquanto André Sprone, responsável pela Easy Crypto, disse que a Associação Brasileira de Criptoeconomia “reforça nossa posição como uma empresa séria”.

Em março de 2021, a associação de criptoeconomia encaminhou denúncia a órgãos reguladores contra a Binance. Portanto, contra a maior corretora do mundo, aos órgãos reguladores. A alegação é de a empresa não ter autorização para ser instituição financeira e de pagamentos aqui. Mas, perdeu BitPreço e Ripio como membros após isso. As empresas tinham alguma relação de negócios com a Binance. A ABCripto disse que entendia a posição delas.

A associação encaminhou a denúncia, por exemplo, ao Banco Central (BC). E também à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A ABCripto disse ainda que acompanha a expansão da Binance Futures. Além disso, pediu fiscalização, suspensão ou cancelamento da operação da corretora.

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