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Lockheed Martin e Filecoin Foundation vão testar blockchain no espaço

Blockchain ajuda a criar economia do espaço, diz Lockheed Martin. Foto: Nasa.

A Lockheed Martin Space, fabricante de satélites do grupo de defesa Lockheed Martin, e a Filecoin Foundation estão trabalhando numa missão para testar no espaço o Sistema de Arquivos Interplanetário (IPFS, na sigla em inglês). A questão de uso de dados no espaço é que há uma latência relativamente alta para se receber um dado da Terra, de minutos. Portanto, blockchain pode ajudar nisso. O anúncio aconteceu nesta semana, durante o World Economic Forum (WEF) em Davos e se junta a outros – poucos – testes no espaço, como o de pagamentos com blockchain do JP Morgan.

“O modelo atual de internet centralizada simplesmente não funciona no espaço”, afirma Martha Belcher, presidente da Filecoin Foundation. Isso porque toda vez que se dá um clique para acessar uma informação, o dado precisa ser recuperado de um servidor em algum lugar. “Portanto, se você está na Lua, haverá um atraso de multi-segundos enquanto esse dado vai da Terra para o espaço”, completa. O motivo é que se trabalha com servidores na Terra. “O que o IPFS faz, portanto, não é recuperar o dado de onde ele está. Mas de onde está mais perto de você, o que elimina a latência.” A explicação para isso é que os nós do sistema funcionam como retransmissores. Para situações críticas, e ainda por cima “longe de casa”, essa latência representa um risco bastante sério.

“No futuro, vamos ter um satélite abastecendo o outro. Isso vai acontecer totalmente no espaço sem conexão com a Terra. Por isso, a descentralização faz sentido nesse caso”, diz Joe Landon, vice-presidente de Desenvolvimento de Programas Avançados da Lockheed Martin Space. O projeto prevê começar identificando um satélite ou outra plataforma espacial que possa incorporar a tecnologia para operação do nó do IPFS. E então, testar o sistema.

Para a Lockheed, esse projeto é uma preparação para o que a empresa chama de economia do espaço. “À medida em que exploramos o espaço, precisamos garantir infraestrutura nele, para que a economia espacial possa crescer e ser bem sucedida, sem ter de depender totalmente na Terra. E para isso, comunicação e armazenamento de dados são elementos críticos dessa infraestrutura”, diz Joe Landon, vice-presidente de Desenvolvimento de Programas Avançados da Lockheed Martin Space.

O IPFS foi desenvolvido originalmente pelo Protocol Labs, um centro de pesquisa e desenvolvimento de código aberto. Seu diferencial é que enquanto o HTTP baixa arquivos de um servidor por vez, o sistema peer to peer (P2P) do IPFS recupera dados de múltiplos nós de uma vez, ou seja, os nós podem armazenar e compartilhar informação. Isso permite distribui um volume grande de dados sem duplicação. Além disso, há uma economia de uso de banda larga,, que é de até 60% para vídeos, segundo o Protocol Labs.

Blockchain no espaço já está em outros projetos. Em fevereiro de 2021, o JP Morgan Chase anunciou que teve sucesso num teste para pagamentos com blockchain entre satélites em órbita na terra. E disse que o teste indicou novos caminhos para pagamentos, ao mostrar que as redes blockchain permitem transações entre aparelhos usados no dia-a-dia. “Além disso, pode-se criar um marketplace em que satélites trocam dados em troca de pagamentos, disse Tyrone Lobban, líder de blockhchain da Onyx, braço de ativos digitais do banco.

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