LaChain: grupo de empresas cria blockchain para América Latina

Serrano, CEO da Ripio. Imagem: Ripio.

Um grupo de empresas que inclui Ripio, SenseiNode, Num Finance, Cedalio e Buenbit anunciaram hoje (22) a criação de um blockchain com foco em projetos para a América Latina. A rede LaChain já está funcionando. De acordo com o cofundador e CEO da Ripio, Sebastián Serrano, o objetivo é atender projetos com perfil da América Latina. Segundo ele, uma exchange brasileira está se preparando para entrar no projeto.

Serrano afirmou acreditar que no futuro haverá diversas blockchains e que se integrarão por meio de soluções como as pontes (bridges, em inglês). E diversas dessas blockchain terão foco em alguma utilidade, como games ou pagamentos. O projeto da blockchain LaChain começou há um ano.

Espera-se que a LaChain ganhe escalabilidade, e portanto, valor, ao ter diferentes casos de uso e nós e projetos que conversem entre sim. Dessa forma a blockchain terá um ecossistema em torno dela. Assim, um projeto na rede poderá envolver empresas como a Num Finance, que desenvolve stablecoins de moedas de países da América Latina, e a BuenBit, de pagamentos internacionais.

Segundo o CEO da Ripio, já está no pipeline o lançamento de stablecoins e espera-se ter outros serviços com perfil para a América Latina, como o de Finanças Descentralizadas (DeFi).

Blockchain para América Latina é L1 da Ethereum

Ele não revelou o nome da exchange que vai participar da blockchain LaChain. E há que há outras empresas se preparando para embarcar na rede.

A LaChain é uma blockchain de primeira camada compatível com Ethereum (EVM). Terá a moeda nativa LAC. O objetivo é que seja de baixo custo, menos de US$ 0,01. A rede já está rodando, criando um bloco a cada 5 minutos e tem capacidade para mais de 1 mil transações por segundo. O projeto é chegar a milhões de transações por segundo por ida para atender a demanda da região.

Um dos projetos que está em desenvolvimento na LaChain é, por exemplo, um sistema de pagamentos semelhante ao Pix. A solução permite compensação de transferências entre fintechs e o sistema de pagamentos. Esse poderá ser uma alternativa à Coelsa, tradicional nesse mercado na Argentina, disse Serrano. Além desse exemplo, outros incluem liquidação de transações internacionais e remessas e Sistemas de Identidade Descentralizados (DID).

LaChain está na Poygon Supernet

A rede está na plataforma Polygon Supernet. A blockchain LaChain vai começar usando o mecanismo de consenso Prova de Autoridade. Porém, com o tempo, a rede deve migrar para Proof of Stake. Para entrar na rede o nó precisará de mais de 50% da autorização dos outros membros. Os nós são os únicos que validarão a criação de blocos e incluirão na rede, fazendo isso se revezando para propor o próximo bloco (round-robin). Porém, com o tempo, a rede deve migrar para Proof of Stake.

O token nativo de LaChain é LaCoin (LAC). O token ERC-20 é do tipo não-inflacionário, com oferta fixa de 10 bilhões de unidades. O consórcio provê os tokens para quem entrar na rede, portanto, não está listado para o público.

O lançamento da mainnet e apresentação de LaChain para o mercado aconteceu durante o evento Modular, em Buenos Aires, organizado pela Ripio.

*Correção: A Ripio informou que a LaChain é camada 1 e não 2, como informou anteriormente.

*A jornalista viajou para a Modular a convite da Ripio.

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