Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Gerdau e RHI Magnesita criam primeira blockchain do setor de aço

Gerdau e RHI Magnesita usam blockchain para medir desempenho de contratos. Foto: Christophe Dion, Unsplash.

A Gerdau, maior fabricante de aços do Brasil, e a RHI Magnesita, líder global em refratários, anunciaram que estão usando blockchain para medições de performance dos produtos vendidos à siderúrgica. A Refrac Chain é a primeira plataforma desse tipo no setor e é uma iniciativa conjunta.

Dessa forma, as empresas substituem emails e planilhas, reduzem o trabalho repetitivo e dão agilidade aos processo, o que ajuda na tomada de decisão. Além de reduzirem custos e aumentam a confiança entre as empresas.

O uso começou no início de 2021 numa unidade de produção da Gerdau em Minas Gerais. Mas, a adoção poderá se expandir para outras operações da empresa de 120 anos. Por serem grandes e realizaram grandes volumes de transações, a tecnologia de registro distribuído é uma aliada, disse a RHI Magnesita.

Celso Freitas, líder global de marketing e soluções digitais da RHI Magnesita, afirmou que com a Refic Chain, a empresa espera ter dados mais assertivos sobre a cadeia de suprimentos de refratários. Esses são itens usados em indústrias como a de aço, por exemplo, por resistirem a altas temperaturas.

“A medição de performance refratária existe há mais de 20 anos e tem um processo que ainda utiliza cálculos em planilhas e troca de várias informações por e-mail. Além de uma redução considerável no trabalho repetitivo”, completou Freitas.

Gerdau usa blockchain para medir contratos

De acordo com um comunicado das empresas, o cálculo financeiro da medição é feito por meio de contrato inteligente (smart contracts). “Há etapas de validação por atores das duas empresas e registro de provas, de imagens e documentos a áudios”, afirmou Antonio Hoffert, diretor de operações da Criptonomia, que desenvolveu a solução.

Assim, é possível rastrear os processos e trocas de informações entre as empresas. Portanto, isso dá agilidade aos processos, reduz riscos e aumenta a confiança na operação entre as empresas, segundo Vinicius Moura, gerente geral de Suprimentos da Gerdau.

“É uma substituição às práticas atuais, um primeiro passo para uma descentralização do registro da informação”, completou Hoffert. Segundo Gleisson de Assis, co-fundador da Criptonomia, o software tem interface técnica e comercial.

No entanto, esse é o primeiro passo para uma integração maior com a Gerdau, disse a RIH Magnesita. As empresas acreditam que vão continuar a investir numa integração de processos. Isso inclui outras tecnologias.

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