Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Galícia desenvolve primeira blockchain para rastreamento de produção de mariscos

Três empresas do setor de mariscos já usam a plataforma, diz Suarez. Foto: Elige Plus

A Galícia, que está entre tem os maiores produtores globais de mariscos, está testando a primeira blockchain para rastreamento dessa cadeia de produção.

A plataforma Fish World Track quer acelerar a disponibilidade das matérias primas, o processamento e os processos administrativos. Outro objetivo é dar transparência à produção. Dessa forma, a expectativa é de redução de custos e maior valor agregado aos consumidores.

As empresas Vottun e Elige Plus Consultores desenvolveram a plataforma. Ela mira uma indústria de U$ 150 bilhões em exportações anuais. Conforme afirma Gerardo Estévez Suárez, sócio diretor da Elige Plus, o projeto começou em janeiro. Já as provas de conceito estão em curso desde setembro. Por enquanto, três clientes usam a plataforma para rastreamento de seus produtos.

A plataforma combina as tecnologias blockchain, IoT e big data. As empresas que participam dos testes são a PescapuertaCaladero e Frioya. De acordo com o diretor, outras empresas entrarão no projeto. A entrevista completa com Suarez está no Blockchain Economía, site espanhol de notícias parceiro do Blocknews.

Rastreamento de atum

No Brasil, a Companhia Industrial Atuaneira desenvolveu uma plataforma blockchain para rastreamento do atum. Além disso, a empresa criou um token para ser usado no comércio pelos pescadores. A Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira, seria pré-lançada em fevereiro.

A previsão era lançar o projeto em março. No entanto, a pandemia do novo coronavírus adiou os planos, disse no início do ano ao Blocknews o CEO da companhia, Rodrigo Hazin. O projeto se chama Open Tuna Initiative.

As ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, que é composta pela Companhia Industrial AtuneiraMar AbertoNatal Pesca e Transmar, cada uma com participação de 25%. Esse grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atum fresco para o mercado premium de sushi e sashimi

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