Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Estudo aponta que blockchain foi solução que mais sofreu corte de investimento na pandemia

Objetivo do sandbox é a criação de produtos que tragam mais eficiência e concorrência ao mercado. Foto: Gerd Altmann. Pixabay

Os investimentos em projetos com blockchain foram os que mais sofreram com a crise gerada pela pandemia da Covid-19, quando comparadas as tecnologias de mercados emergentes, segundo um estudo da KPMG e HFS Research com 900 executivos de TIC e negócios em 9 países.

Os investimentos nessas empresas somaram US$ 18 milhões (cerca de R$ 92 milhões) em março e abril e foram derrubados em 63% no bimestre seguinte, de maio a junho, para US$ 6,5 milhões (cerca de R$ 35,1 milhões).

Nos próximos 12 meses, 30% dos entrevistados acham que vão reduzir os investimentos em blockchain, mas 34% consideram que vão aumentar os valores. “A tecnologia saiu do momento hype e está se mostrando viável para resolver problemas como auditoria, segurança e confiança”, diz o relatório.

“A crise intensificou desafios anteriores de confiança e gerou outros novos. As lacunas visíveis de confiança em tecnologias emergentes como inteligência artificial (AI), blockchain e internet das coisas (IoT) continuam a ser barreiras de adoção significativas”, diz o responsável global por inovação da KPMG, Steve Hill.

Porém, a pesquisa também concluiu que as empresas com uma estratégia digirtal correta antes da pandemia se deram melhor na travessia dessa tormenta, com mais rapidez na retomada dos negócios.

Tecnologias emergentes e menos maduras sofreram mais com a pandemia. Fonte: KPMG e HSF Research.

A pesquisa cobre empresas com receita de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) nos setores de turismo, manufatura, varejo, energia, seguros, TIC, bancário e saúde, além de governos. Os países cobertos são Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Índia e Japão.

Edge computing (61%), inteligência artificial (45%) e 5G (50%) são outras das tecnologias que tiveram redução expressiva na comparação entre o segundo e o terceiro bimestres do ano. Em comum, são soluções emergentes e com um horizonte mais longo.

As reduções foram bem menores em tecnologias mais maduras, que as empresas consideram que precisam ter e que trazem retorno sobre investimento (ROI) mais rápido. Isso inclui análises inteligentes (13%), processos de automação (21%) e nuvem híbrida ou multicloud (18%).

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