Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Dynasty começa recompra de tokens D¥NS para queimá-los

Modelo da Dynasty prevê uso do aluguel para recompra de tokens. Foto: Alex Shutin, Unsplash.

A Dynasty começou nesta quinta-feira (30) a primeira recompra para queima planejada da criptomoeda D¥NS, tokens que têm referência em imóveis de alto padrão. A operação começou em Dubai com a compra de tokens no mercado secundário. No dia 9 serão queimados 334,8 D¥NS (US$ 31.766,00).

Devido à regulação no Brasil, a empresa se estabeleceu no Zug Valley, hub de criptoativos na Suíça. A moeda, de acordo com a Dynasty, se assemelha a uma moeda como bitcoin. Isso porque não é lastreada nos imóveis. Cada D¥N equivale a U$DT 95 (stablecoin tether).

O modelo de negócio da Dynasty é vender tokens D¥NS e usar a receita para comprar imóveis comerciais de alto padrão em diferentes países. Depois, prevê que com a renda dos alugueis, vai recomprar e queimar os tokens. Assim, cria escassez e tenta valorizar a criptomoeda no mercado.

A operação de recompra “é um pequeno passo para consolidarmos nosso conceito, mas que vai aumentar à medida em que adquirirmos mais imóveis em todo o mundo. No momento estamos nos empenhando para identificar e negociar a compra de mais imóveis em grandes centros internacionais, como em Dubai e na Europa”, disse Eduardo Carvalho, fundador da Dynasty.

Dynasty criou tokens em 2019

A criação da criptomoeda foi em 2019, três anos depois da empresa, e a venda aconteceu primeiro para investidores privados. Em julho passado, houve o lançamento em plataformas internacionais com foco em Europa e Ásia, como a Exmarkets. No total, serão colocados à venda 21 milhões de tokens através de ofertas públicas e privadas nos próximos anos.

O primeiro imóvel é um escritório de mais de cerca de 1 mil metros quadrados na Avenida Faria Lima, um dos centros financeiros de São Paulo. O valor foi de R$ 27,7 milhões.

Embora tenha sede na Suíça, a Dynasty montou um escritório em São Paulo. Dessa forma conseguiu, por exemplo, reduzir certos custos de mão de obra. Além disso, já tem uma base aqui se e quando a regulação do mercado estiver mais aberta a tokens como o da empresa. Ontem, a CVM revelou que escolheu três projetos para seu sandbox, sendo dois de tokenização.

*Atualizada às 16h22 de 1/10/21 com informações sobre valores de queima de D¥Ns.

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