Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Programa Dream2b busca greentechs brasileiras para aceleração no Canadá

Regina Noppe, diz que Canadá tem incentivos para startups. Foto: Dream2b.

O Dream2b Global Acceleration Program, programa de aceleração e internacionalização no Canadá, está com inscrições abertas até o próximo dia 3 para greentechs brasileiras. Nesta sexta edição, o programa escolherá 10 greentechs que estão atuando em áreas como energia limpa e agronegócio. Além de usarem tecnologias como blockchain e internet as coisas (IoT).

O programa dará às greentechs mentoria com especialistas e empreendedores do Canadá e Brasil. Há também workshops com profissionais para validação do modelo de negócios, reuniões com potenciais parceiros e clientes e pitches para investidores. O Dream2b é feito parceria com a incubadora canadense Spark Centre e apoio da Softex e da Câmara do Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

A brasileira Regina Noppe, co-fundadora e CEO da Dream2B, disse ao Blocknews que o programa já levou 45 startups brasileiras para programas de aceleração na América do Norte, incluindo a Data H, CoinWise e Safetest. O programa existe desde 2015 com sede em Vancouver (Canadá) e presença em São Paulo e Florianópolis.

“Estamos muito animados em atuar em um segmento de suma importância como Greentech. Acreditamos que os dois países podem ganhar muito com essa ponte. O Canadá é líder global em tecnologias limpas e inovação, blockchain e Inteligência Artificial (IA)”, afirmou Regina.

De acordo com a fundadora do Dream2B, que mora no Canadá há vinte anos, disse que o ecossistema do Canadá é muito receptivo ao empreendedor estrangeiro, com uma série de incentivos governamentais e do próprio mercado. “Diria que o empreendedor brasileiro tem mais um certo tipo de vantagem porque geralmente tem “go-better”, de fazer acontecer. Já estamos acostumados com tantos entraves, o mercado canadense parece um oásis.”

Entre as startups que passaram pelo programa estão também a plataforma multistreaming Ciclano. Segundo Maurício Castro, CEO da Ciclano, no processo de aceleração e internacionalização, “descobrir o que parece óbvio, mas nunca visto, e aplicar as dicas dos mentores durante o processo já para validação fizeram grande diferença no negócio. Conectar-se com um ecossistema canadense também nos proporcionou escalar a nossa plataforma em um cenário global”.

A Wedy, antes a “Me Casei”, passou pelo programa em 2016. Crescia 200% ano no Brasil, mas “foi aí que percebemos que era o momento de pensar na internacionalização. Assim surgiu a oportunidade de participar do programa. Foi possível conhecer melhor como funcionaria todo o processo de internacionalização e entender o mercado fora do país”, conta Marcio Acorci, CEO e co-fundador da Wedy.

Outra beneficiada foi a Safetest, startup mineira que desenvolveu teste de Covid-19 de resultado rápido e de baixo custo. A mentoria aconteceu em 2019, portanto, às vésperas da pandemia da Covid-19. A startup foi aprovada pelo FDA, a Anvisa dos Estados Unidos, para a comercialização e distribuição no país. Assim como conseguiu isso também na União Europeia, antes do Brasil.

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