Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

CPQD usa blockchain para maior segurança de identidade de “coisas”

iCoLab realiza pesquisa, eventos e projetos. Pixabay.

A CPQD desenvolveu um solução que usa blockchain para aumentar a segurança da identificação de dispositivos conectados à internet em aplicações IoT, ou internet das coisas. Isso desenvolve, portanto, uma identidade digital segura para as “coisas”, afirma o centro de inovação.

“A disseminação de aplicações de IoT ainda esbarra na segurança da informação. Em especial no que diz respeito à identificação dos dispositivos conectados à rede”, disse Fernando Marino, líder técnico em blockchain do CPQD.

Essa rede de dispositivos, muito distribuída, está sujeita a ataques de vários tipos. É o caso, por exemplo, dos ataques de impersonificação, ou seja, em que um dispositivo se passa por outro. Assim como de ataques à privacidade, que permitem o acesso de terceiros a informações sensíveis”, afirma Mateus de Souza, especialista em Identidade Descentralizada.

O que o CPQD desenvolveu é uma solução que utiliza o conceito de identidade digital descentralizada aplicado a dispositivos IoT. Portanto, os sensores e outros dispositivos IoT possuem protocolos de comunicação específicos, entre eles, o MQTT (Message Queue Telemetry Transport), por exemplo.

“Colocamos um túnel de comunicação em cima do protocolo MQTT, pelo qual o dispositivo IoT envia as informações para a aplicação com criptografia validada por blockchain. Para isso, usamos o protocolo DIDComm, que provê comunicação e identificação digital segura em ambientes descentralizados”, completa.

A equipe do CPQD utilizou o Hyperledger Aries, solução de identidade digital, que foi embarcado nos dispositivos IoT. Além disso, foi embutido na plataforma aberta dojot, middleware desenvolvido pelo CPQD para aplicações de IoT. “Integramos a dojot à rede blockchain, fechando esse ecossistema de ponta a ponta e aumentando a segurança da comunicação entre os dispositivos IoT, o middleware e as aplicações”, conclui Marino.

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