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CoinPayments planeja dobrar de tamanho no Brasil em 2022

Neistein mira fintechs e grandes redes. Foto: CoinPayments.

A CoinPayments, plataforma de pagamentos com criptomoedas, planeja fechar 2022 com cerca de 5 mil clientes diretos no Brasil utilizando seu sistema e US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões) em transações. Portanto, trabalha com um crescimento de 125% em número de negócios usuários e de 110% em valores na comparação com 2021.

Em entrevista ao Blocknews, Rubens Neistein, diretor para o Brasil da CoinPayments, afirmou que o foco é fazer parcerias com fintechs, plataformas de e-commerce e grandes redes. “Agora, o nosso esforço é disponibilizar a plataforma para bens e serviços, para permitir o uso ao maior numero possível de lojistas”.

Em novembro passado, a CoinPayments, fechou acordo com a Shipay, fintech que integra pagamentos digitais ao sistemas de recebimento no varejo, para permitir o uso de criptomoedas. A fintech está em 500 mil pontos de venda físicos e 10 mil e-commerce, incluindo clientes como Burger King e O Boticário.  Portanto, ao fazer esse tipo de acordo com um cliente, a CoinPayments acessa uma série de lojistas numa tacada só.

Educar os consumidores também faz parte do plano, já que pagar em criptomedas não é usual, até para muita gente que tem criptos, mas como forma de investimento. Na “boca do caixa”, online ou offline, o brasileiro está acostumado com “maquininhinha”, cartão de crédito e sistemas como PayPal, por exemplo.

Taxa da Coinpayments é menor do que cartão

Assim, é com eles que a CoinPayments vai tentar concorrer. Só que para o lojista, “temos muitos argumentos para adotarem nosso sistema. O cartão, por exemplo, cobra taxa mais alta”, defende Neistein. Em 2021, a taxa média foi de 2,02% do valor da compra no cartão de crédito e de 1,03% no débito, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Já a taxa da empresa é de 0,5% do valor da transação.

Além disso, com cripto não tem estorno do valor da compra, uma vez que transação em blockchain não tem volta. Isso, para o consumidor, pode ser um ponto desagradável.

O uso de criptomoedas no Brasil está crescendo e o país ganha cada vez mais atenção no cenário do setor. Empresas de fora estão se instalando aqui e outras brasileiras nascendo. E é acreditando no que chama de “uma grande da curva de crescimento de pagamentos com criptomoedas” que Neistein faz seus planos.

A CoinPayments nasceu em 2013 e foi a primeira a oferecer processamento de pagamentos com altcoins, ou seja, criptomoedas que não são o bitcoin. Depois disso, evoluiu para serviços como suporte a carteiras digitais e conversão de moedas. Hoje, tem 2,2 milhões de usuários em 182 países. A empresa afirma que oferece suporte a mais de 175 criptomoedas para pagamentos e a mais de 2.280 criptomoedas com carteiras dedicadas.

Neistein assumiu a operação no Brasil em abril de 2021, mas também deverá trabalhar para a operação na América Latina. “Foram 9 meses de parcerias estratégicas e avanços, consolidando a CoinPayments como gateway de pagamentos cripto-cripto”, afirmou. “Na América do Sul sou o único (dirigente). Vamos expandir para outros países”, disse. Mas, já há lojas na região usando o serviço da CoinPayments.

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