Mercado de Criptomoedas por TradingView

Coinbase cortará 18% da equipe; no Brasil, manterá os cerca de 40 engenheiros

Inverno cripto e recessão é explicação para demissões na Coinbase, diz CEO.

A Coinbase começa hoje (14) uma reestruturação que inclui a demissão de cerca de 1.100 funcionários, cerca de 18% de um total de em torno 6.100 pessoas. Há alguns dias, a empresa tinha anunciado congelamento das contratações, diferente do que outras grandes do setor fizeram, ao cortar equipe no atual “inverno cripto”, de baixa de preços das moedas digitais. No Brasil não haverá cortes. Aqui há cerca de 40 engenheiros trabalhando em tempo integral, mas no início do ano, a empresa disse que contrataria 130 pessoas.

Recentemente, a Coinbase contratou seu diretor para o Brasil, Fabio Plein, que em entrevista ao Blocknews disse que a operação local começa oficialmente em 2023. “Vemos o Brasil como um mercado chave para a entrada da Coinbase na América Latina e estamos entusiasmados em continuar investindo e construindo aqui”, disse em comunicado enviado ao Blocknews.

No início de 2021, a Coinbase tinha 1.250 funcionários, portanto, deu um salto de crescimento em meio ao aumento da liquidez no mercado dos EUA e de expansão da demanda por criptomoedas. Além disso, seu crescimento se deu com a série de novidades no mercado, disse Brian Armstrong, CEO da empresa, num comunicado para os funcionários na manhã desta terça-feira. E afirmou que concluiu que a empresa contratou mais do que deveria nesse período. Além disso, as contratações dos últimos meses tornou mais difícil a integração dos novos funcionários e tornou a empresa menos eficiente.

Coinbase explicou demissões a funcionários

De acordo com um comunicado sobre o plano de reestruturação que a Coinbase enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o plano deve estar “substancialmente completo” até o final do mês. As despesas com as reestruturações vão gerar custos de U$ 40 milhões a U$ 45 milhões, basicamente com as demissões. A empresa disse ainda que a previsão financeira que deu aos acionistas anteriormente ficará na faixa mais baixa das expectativas que comunicou.

Num comunicado para os funcionários na manhã desta terça-feira, Brian Armstrong, CEO da empresa, disse que passou o último mês conversando com a diretoria e o conselho sobre a empresa. Os fatores que afetaram a empresa foram a expectativa de uma recessão, que pressionaria para baixo os preços das criptos – que já caíram bastante – por um longo período. Esse tipo de baixa é afeta sua maior receita, a com taxas de negociações. Esse é o quarta inverno cripto que a empresa passa, afirmou.

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