Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Instituições criam proteção para blockchain contra ataque de computador quântico

Blockchain pode resistir a ataques de computador quântico. Imagem: Pixabay.

O laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB Lab), a Cambridge Quantum (CQ), que desenvolve softwares e algoritmos quânticos, e a universidade mexicana Tecnológico de Monterrey, identificaram e resolveram possíveis ameaças de computadores quânticos às redes blockchain. Com isso, dizem ter resolvido uma das maiores ameaças futuras a essas redes.

Uma vez que esses computadores estiverem em uso, em pouco tempo poderão quebrar a criptografia das redes blockchain, que não são quânticas. Isso se essas não passarem por aprimoramentos. Portanto, blockchain poderá perder umas de suas características mais preciosas, que é seu alto nível de segurança de dados

De acordo com as instituições, a solução é uma camada criptográfica pós-quântica a partir da identificação de quatro ameaças possíveis. Uma delas é, por exemplo, a comunicação entre os nós da rede e a integridade das transações assinadas digitalmente. Assim, as instituições criaram uma solução de duas camadas para garantir a troca segura de dados entre nós. Além de incluir uma segunda assinatura em transações usando chaves pós-quantum.

A protecao foi desenvolvida na rede blockchain LACChain, que é a Hyperleger Besu, com base na rede Ethereum. As transações e comunicações foram protegidas com chaves à prova de computação quântica da plataforma IronBridge da Cambridge Quantum. Porém, o grupo afirma que sua criação serve para qualquer tipo de blockchain.

Segundo Irene Arias Hoffmann, CEO do IDB Lab, a descoberta é um marco fundamental para garantir a integridade futura da LACChain. A rede já está em uso por mais de 50 instituições da região.

“Embora determinados algoritmos quânticos permitam violações de protocolos de segurança digital, por sorte, também temos outros que podemos utilizar para fortalecer nossos recursos de proteção de dados.” A afirmacao é de Salvador E. Venegas-Andraca, professor e diretor do grupo de processamento de informações quânticas da Tecnológico de Monterrey.

Segundo Duncan Jones, diretor de segurança cibernética quântica da CQ, “a blockchain LACChain era um alvo ideal para chaves geradas pela IronBridge”. Isso porque, segundo ele, “apenas as chaves geradas a partir de entropia quântica certificada podem ser resistentes à ameaça da computação quântica.”

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