Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Brasil tem 117 startups de blockchain, metade em serviços financeiros, diz inovabra

inovabra faz estudo detalhado sobre blockchain. Imagem: inovabra

O inovabra, ecossistema de inovação do Bradesco, mapeou 117 startups com soluções de blockchain e criptomoedas no país, sendo que metade (49,7%) se dedicam a serviços financeiros. Essas startups são novas, já que 80% surgiram nos últimos cinco anos.

Esses números estão no estudo “Admirável Mundo Blockchain” que o inovabra lança nesta terça-feira (3) e ao qual o Blocknews teve acesso. O levantamento mostra ainda que blockchain-as-a-service é a segunda área de maior dedicação das startups do segmento (23,2%). Seguida por segurança digital, com 127% e gestão e rastreio de ativos, com 9,9%. O sudeste do país domina a concentração das startups, com 67,4%.

O estudo de 111 páginas traz explicações sobre o ecossistema e funçãões de blockhain. É, segundo o inovabra, uma forma de auxiliar no conhecimento da tecnologia que cada vez mais pessoas e empresas estão usando. O Bradesco, or exemplo, testa blockchain em diversos segmentos.

O relatório o inovabra aponta, por exemplo, as vantagens de se ter uma moeda de banco central (CBDC) no Brasil, embora ainda não se saiba se será em blockchain. O real digital poderia, por exemplo, “ser usado como instrumento de política monetária e como facilitador de execução de políticas sociais”.

Inovabra destaca blockchain em seguros

Um dos segmentos de uso de blockhain que o estudo destaca é o das insurtechs. Há, segundo o inovabra, uma multiplicação das que usam blockchain. “Com blockchain e captação de dados automatizada, a entrada e validação dos dados ganha rapidez. Além disso, sua rastreabilidade pode ser imediata, sem a necessidade de acionar tantos intermediários. Isso significa ganho em escala, praticidade na compra do serviço e redução de custos.”

Por esses motivos, o setor de seguros, junto com a B3, lançou um projeto para uso da tecnologia em toda a cadeia. Isso porque a área de seguros ainda é muito dependente de papel, tem diversos intermediários e pouca inovação. “A rastreabilidade e o fácil acesso às informações também possibilitam a detecção de fraudes. O uso de blockchain na emissão de seguros automotivos, por exemplo, pode ajudar a resolver problemas de duplicidade de cadastros e falsificações.”

Há ainda a possibilidade de se desenvolver pordutos personalizados, o que o sandbox da Sudep também busca. Mas tudo isso só é possível quando há interação do blockchain com Inteligência Artificial, Big Data e Internet das Coisas. A insurtech 88i, por exemplo, diz que pretende usar blockchain nesse modelo.

As inscrições para o evento de lançamento do estudo são feitas pelo Sympla.

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