Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Rastrear vacinas contra Covid pode ser um dos usos de blockchain em 2021, diz IBM

Rastrear vacinas pode ser um dos usos de blockchain em 2021. Foto: Hakan Nural, Pixabay

Os efeitos da pandemia do Covid-19 continuarão a influenciar o desenvolvimento e uso de blockchain em 2021. Inclusive no retorno a uma vida mais normal, o que é esperado com a vacinação em diferentes países. Essa é a expectativa da IBM.

Num artigo, a empresa lista cinco áreas em que blockchain poderá ser usada para esse retorno. A primeira delas é o uso de credenciais digitais de saúde. Essa é uma área que claramente se acelerou durante a pandemia. Em Singapura, empresas desenvolveram o AOKpass, um passaporte de saúde que atesta se a pessoa está sem Covid. Essa credencial pode ser usada em outras situações, como no trabalho, na prática de esportes e para atividades de lazer, diz a IBM.

Desde que a pandemia começou, empresas e governos desenvolveram soluções blockchain para controlar a distribuição de produtos, como máscaras. Isso pode se estender agora às vacinas.

Nesta semana, a Bureau Veritas, que faz inspeção e certificação, anunciou que está lançando uma solução para rastreamento de cadeias logísticas de vacinas da Covid-19. A solução foi desenvolvida com a OPTEL, que já tem plataformas de rastreabilidade para a indústria farmacêutica.

Rastreamento de cargas

Uma outra área de uso poderá ser o rastreamento e monitoramento de produtos. Durante a pandemia, a falta de informações sobre onde e com quem estavam cargas internacionais, e até nacionais, mostrou a necessidade de maior controle nessa área. Em muitos casos, esse rastreamento é feito associando blockchain com internet das coisas (IoT).

Uma vez associada a inteligência artificial e automação, blockchain pode também ajudar no controle de estoques e de qualidades de produtos, diz a IBM.

A empresa diz ainda que essa rastreabilidade pode resolver o problema de falsificação de medicamentos, que são de 10% a 30% dos remédios vendidos nos países em desenvolvimento. A empresa tem uma solução chamada de âncora cripto. Com isso, coloca um identificador digital único num produto, com uma série de dados, inclusive sinais óticos. Dessa forma, fica mais difícil a clonagem.

Por último, a IBM menciona a tokenização. Com a perspectiva de redução de custos, as empresas e governos podem usar tokens para reduzir intermediários, papeis e para encurtar processos. Seria mais um passo no movimento “tokenizar tudo”, tão esperado pelo ecossistema blockchain.

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