Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

81 das 100 maiores empresas em bolsa têm projetos em blockchain

Diferentes setores usam tecnologia e soluções permissionadas são preferência.

Blockchain entrou na vida das 100 maiores empresas com ações em bolsa, sendo que 81 delas têm projetos ativos. Tirando as que estão na fase de pesquisa, são 65 desenvolvendo soluções e 27 com projetos já em operação. E o que mais usam é Hyperledger Fabric, segundo pesquisa da BlockData.

Os principais usos da tecnologia são em serviços de infraestrutura de blockchain (plataformas BAAS) e rastreamento de origem em cadeias de suprimentos, de acordo com o levantamento. Um outro uso que se destaca é o de compensação e liquidação de ativos financeiros.

A Blockdata afirma que como muitas informações são confidenciais, não é possível saber se quem estava em fase de testes continuou esse processo. Porém, há a informação de que das 100 empresas, 19 desativaram iniciativas, sobrando, então, 81. Os dados são deste mês de setembro.

O estudo aponta ainda que as empresas usam 30 soluções diferentes. Mas, 11 utilizam mais de uma solução de blockchain, que se distribuem em diferentes projetos. “Outras estão simplesmente fazendo testes para ver qual delas é melhor”. Das que testam diversas possibilidades, SAP (5), Microsoft (4) e Accenture (4) lideram a lista.

11 empresas, como SAP e Microsoft, usam mais de uma blockchain

Blockchain-adoption-stage

A plataforma permissionada Hyperledger Fabric está em 26% dos casos de uso. A solução tem foco em uso corporativo, assim, permite transações privadas e informações confidenciais. Além de ser adaptável para qualquer setor. Uma vez que o estudo aborda as maiores empresas em bolsa, inclui aquelas fora do segmento de criptoativos, o que também ajuda a explicar essa predominância.

Em seguida vem a Ethereum, com 18% dos casos de uso entre as empresas listadas em bolsa que usam blockchain. É uma plataforma descentralizada e construída para permitir o uso de contratos inteligentes. Embora esteja em segundo lugar, é uma participação bastante significativa.

Na sequência vem a Quorum, que o banco JP Morgan Chase criou em 2017 para uso no mercado financeiro. Depois, a Consensys, a comprou. Sua participação é de 11%. A plataforma permite às empresas desenvolver uma solução permissionada sobre a Ethereum, que é descentralizada. Nela é possível, portanto, fazer operações e contratos com privacidade. No entanto, a Consensys quer expandir sua abrangência para outros setores.

Hyperledger, Ethereum, Quorum e Corda lideram preferências

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Tecnologias que cada empresa testa; algumas usam várias soluções.

E com 8% de participação está a Corda. Construída pela R3, que inicialmente era um consórcio de instituições financeiras, também é permissionada e privada. A empresa aponta como uma característica importante da solução o fato de permitir transações de alto valor de forma privada e com segurança. Dessa forma, tem bastante uso em transações em finanças.

A Mediledger, projeto da Chronicled, está em 3% dos projetos. Seu uso tem foco em rastreabilidade na cadeia de suprimentos. E se destaca no setor farmacêutico, que tenta reduzir custos ao controlar, por exemplo, desvios e falsificações.

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