Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Sócios da Rodopoulos CCV e Ineep criam hub de inovação em Brasília focado em criptotechs

Sócios da Rodopoulos CCV, que atua no setor imobiliário em Brasília, e o Instituto Nacional de Excelência em Políticas Públicas (Ineep) estão criando um hub de inovação na capital federal. O Zung Hub terá foco especial em criptotechs. De acordo com os sócios, esse é o primeiro polo digital privado no setor comercial da Asa Sul da capital.

O hub funcionará como aceleradora. A gestão será do Ineep, que desenvolve soluções em blockchain. Os parceiros criaram uma empresa, a Zung Tech, para comercializar as soluções das startups. A ideia é ter outros braços, como por exemplo, um campus online. O investimento no negócio é de R$ 15 milhões.

“Há cinco anos, começamos a pensar em atrair empresas de tecnologia para os prédios. Começamos a fazer retrofit para as que são ilhas de tecnologia”, disse ao Blocknews Lígia Meirelles, vice-presidente da Rodopoulos. A executiva é ainda idealizadora e uma das sócias no hub. Christiano Rodopoulos, presidente da empresa, é o outro sócio e CTO do hub de inovação.

Hub para pequeno empresário

O hub deve começar com cerca de oito fintechs interessadas em usar o espaço, além da 5XBank, banco digital criado pelo Ineep. Além de Brasília, o plano é ter um braço em João Pessoal.

Segundo Marcus Lisboa, presidente do instituto, “o 5XBank está estruturada para pagamentos, mas queremos ‘plugar’ na blockchain para ser uma criptotech. Assim, vai registrar transações na blockchain”. Estimular a criação de bancos digitais com essa tecnologia é um dos objetivos do hub.

De acordo com Lígia, o Zung (Deus em mandarim) vai atender em especial o mercado corporativo. A iniciativa está relacionada também à baixa participação do Centro-Oeste no faturamento do setor de TIC do Brasil. Ela afirma que o percentual gira em torno de 12,5%. No entanto, São Paulo sozinho fica com 77%.

A intenção é que, sempre que possível, os empreendimentos do Rodopoulos usem as soluções das startups. O grupo quer usar uma solução de gestão empresarial, ERP, integrada com um marketplace para os lojistas do Alameda Shopping. São cerca de 100 lojistas. Além disso, o plano é o 5XBank oferecer soluções financeiras para esses empresários.

Demandas de municípios

Segundo os sócios do Zung, o hub tem foco em atrair pequenos empreendedores. Mas, esses podem acabar oferecendo soluções a governos. Há uma expectativa de que os prefeitos eleitos, por exemplo, gerem demanda por soluções digitais. Ou seja, podem surgir demandas por soluções para questões como as que aumentam a eficiência e transparência de processos e as que tratem da segurança cibernética e da adequação.

Além disso, como o hub está Brasília, poderá também gerar uma provocação de maior demanda pelo governo federal , afirma Lisboa, ex-funcionário do governo e do Distrito Federal (DF).

O Ineep nasceu focado em soluções para governos. Uma delas é para voto eletrônico, testada durante as eleições municipais de 2020. Em 2009. quando morava nos Estados Unidos, Lisboa começou a lidar com blockchain. Isso foi um ano depois do white paper de Satoshi Nakamato. “Não havia cursos, descobri tudo na marra, analisando prova de consenso do bitcon e mineração”, diz ele.

Oportunidade em meio-ambiente

Ineep ajudou a criar a Amazon Coin, para projetos ambientais.

O Ineep está constituído como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Com isso, não pode paga impostos e não pode participar de licitações. Mas pode participar dos chamamentos públicos, como o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o teste na eleição. Ou seja, não entra em grandes concorrência e na disputa com grandes atores. No entanto, pode ser a única ou uma das únicas com solução blockchain a participar de chamamentos. Neles, só entram as organizações da sociedade civil (OSCs).

Um exemplo é o potencial criado pela lei federal 14.119 deste ano, que criou a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. De acordo com a lei, há agora o reconhecimento do setor privado, das Oscip e de outras ONGs “como organizadores, financiadores e gestores de projetos de pagamento por serviços ambientais, paralelamente ao setor público, e como indutores de mercados voluntários.” O instituto, diz Lisboa, poderia atuar em tokenização em projetos ambientais.

A instituição já participou do desenvolvimento da Amazonas Coin. A moeda tem o objetivo de levantar recursos para o desenvolvimento de áreas desmatadas. A AMZ foi colateralizada numa área de 20 mil hectares de floresta da Gleba Santana, em Barcelos (AM) e está à venda na VinDAX.

Solução com interoperabilidade

A associação ao Rodopoulos e seus sócios faz parte da estratégia de entrar no setor privado. Para isso, a Oscip tem a blockchain PoP (Prova de Participação).

De acordo com Christiano Rodopoulos, a PoP usa o Ethereum Virtual Machine (EVM), software que permite a criação de aplicativos descentralizados. Com isso, a blockchain tem interoperabilidade com qualquer contrato inteligente da Ethereum ou da Hyperledger Besu. É na Ethereum que praticamente todos os smart contracts estão hoje.

A lógica da PoP é incentivar a participação de validação na rede permissionada por meio de utility tokens, ou seja, tokens de conveniência. Dessa forma, busca que os nós fiquem o máximo de tempo possível disponíveis. Em geral, diz ele, nós de permissionadas só ficam disponíveis quando precisam validar suas operações, por causa do custo de se manter online.

Só blockchain não é interessante

O PoP tem soluções para uso em casos como o de identidade digital, criação e documentos digitais, seguros para criação de apólices, por exemplo, e banco digital. O usuário pode também desenvolver seu próprio token. Há ainda a carteira digital, que não é custodial.

“Oferecer blockchain já não é mais tão interessante. O que fazemos é desenvolver também aplicações”, diz Lisboa. A rede pode até chegar a cerca de 15 mil transações por segundo, mas o Ineep lembra que isso depende, em boa parte, da infraestrutura.

O Ineep se tornou membro da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), porque um de seus interesses é oferecer soluções para o setor.

GoLedger, govtech de blockchain, quer entrar no setor privado e chama startups para testes

A GoLedger, até agora uma govtech de soluções blockchain, passará a concorrer também no mercado privado. Por isso, vai lançar um marketplace e escolher cinco startups que testarão a plataforma GoFabric por seis meses. As inscrições desse programa de early adopters começa nesta sexta-feira (15).

A startup foi contratada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, pela Empresa de Tecnologia do Estado do Ceará (Etice) e pela Superintendência de Obras Públicas do Ceará (SOP). Além disso, venceu o Primeiro Concurso Nacional de tecnologias policiais (Startpol). De acordo com a GoLedger, a empresa foi vencedora dos dois primeiros editais que demandaram a tecnologia no país. E foi uma das escolhidas para o teste de plataformas de voto digital na última eleição.

Otávio Soares, COO da empresa, disse ao Blocknews que a prospecção no setor privado é um movimento natural. “Queremos atingir o mercado internacional. Para isso, identificamos que essa é a melhor maneira”, completou. Ainda nesse semestre, será lançado o marketplace em inglês com soluções blockchain.

Burocracia e fraudes

“Enxergamos dois grandes problemas tanto no governo, quanto em empresas privadas. Em primeiro lugar, está o excesso de burocracia que existe nos processos atuais. O mesmo documento físico passa por diversas entidades para ser validado, por exemplo. Em segundo lugar, está o excesso de fraudes que acontecem no país.”

Isso se deve, segundo ele, à distribuição das informações em diferentes bases de diversas instituições. “Blockchain vem para resolver exatamente isso”. A empresa tem soluções como a de identificação de pessoas, gestão de processos, rastreabilidade de produtos e alinhamento à LGPD. Esses são módulos da plataforma GoFabric.

No entanto, GoLedger, que está baseada em Brasília, já tem um dedo no setor privado. A Spezi, empresa de software, usou GoFabric para gravação das transações. Agora, vai testar no monitoramento e registro de documentos.

GoLedger no governo

A ida para o setor privado não se deve à falta de interesse dos governos em blockchain, segundo Soares. Os governos, principalmente em 2020, se deram conta que a tecnologia tem potencial para impulsionar a transformação digital, com a criação de novos modelos de operação, afirmou.

Porém, governo é governo e tudo pode mudar rápido e assim, trazer problemas enormes para quem só investe no setor público.

Soares afirma que a demanda por provas de conceito (PoCs) foi grande. Isso inclui órgãos como o Tribunal Superior Eleitora, o Ministério das Minas e Energia (MME) e o Conselho de Justiça Federal (CJF). “Todos já haviam ouvido falar da tecnologia, mas nunca haviam vista um sistema baseado nela”.

Por isso, sempre que a GoLedger tinha de repetir algum desenvolvimento automatizava o processo para ter mais agilidade. “Com o passar do tempo, passamos a entregar PoCs ao invés de 3 meses, para uma semana”, completou Soares. E então, a partir daí que se criou a GoFabric.

Solução GoFabric

Dashboard da plataforma GoFabric. Foto: GoLedger

A empresa diz que a GoFabric, que é baseada em Hyperledger, pode ser usada mesmo por quem não tem nenhuma experiência em blockchain. A troca de informações pode ocorrer por uma interface (wizard) de templates, por um template pré-configurado ou pelo contrato inteligente (smart contract) através de um arquivo.

Mas um dos diferenciais da plataforma, afirma Soares, é permitir a criação de contratos inteligentes automaticamente. Um outro é o gerenciamento nativo de middleware. “No futuro, queremos deixar o módulo de gerenciamento de infraestrutura como opcional. O padrão GoLedger poderá ser substituído por outros como IBP e Oracle Autonomous Blockchain Service.”

Escolha das startups

A GoLedger poderá receber indicações de startups também de centros de inovação. Dentre eles estão BrazilLAB, Innovation LATAM, Hub de Inovação do Banco do Nordeste, Usina Pernambucana de Inovação, Adesampa. Além disso, conversou com o Open & Agile Smart Cities (OASC) no Brasil e a Startup Chile. A divulgação das startups escolhidas será no dia 5 de fevereiro e o programa começa dia 9. As inscrições são feitas pelo site do programa Ealy Adopters GoFabric.

Segundo Soares, as startups poderão usar a plataforma GoFabric “para criar, expandir e trabalhar na governança de suas redes blockchains escaláveis”. O uso não terá custo e terá o apoio da GoLedger. Além disso, poderão usar de graça, por um mês, os recursos de nuvem da AWS, parceiro da GoLedger.

“Elas terão a oportunidade única de criar barramentos distribuídos por meio de REST APIs gerenciados por uma rede blockchain permissionada. Assim, poderão utilizar isso em seus projetos, sistemas e MVPs”, completou.

OEA Cyberwomen Challenge deste ano acontece em fevereiro no formato online

A edição deste ano da OEA Cyberwomen Challenge acontecerá nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro. O evento será online. A organização é da Trend Micro, Organização dos Estados Americanos (OEA) e governo do Reino Unido. Além disso, tem apoio da Womcy – Latam Women in Cybersecurity, ONG focada em aumentar a participação de mulheres em segurança cibernética.

De acordo com os organizadores, o evento é focado em mulheres que estudam ou estão iniciando a carreira na área. No primeiro dia, haverá um painel sobre tecnologia com executivas do mercado.

Entre as palestrantes estará Claudia Anania, líder de TI do Instituto Butantan. Adriana Shimabukuro, técnica do Núcleo Técnico de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal (MPF), também falará. Letícia Gammill, líder para Américas da equipe de Canais de Cybersecurity da Cisco e fundadora e presidente da Womcy, será uma das outras panelistas.

Situações reais de cibersegurança

No dia seguinte, as participantes passarão por simulações de situações real cibersegurança. Assim, poderão aprender a resolver problemas como migração de aplicações, apps de orquestração e uso de Security as Code. Haverá premiação para o grupo vencedor.

As participantes deverão ter conhecimento em Windows e Linux, redes, segurança, containers, pipelines e imagens e em processo de DevOps, assim como conhecimento das ferramentas: Github, Jenkins, ECR (da Amazon), Kubernetes, Docker e APIs.

Everis tem nova líder

Andréa Thomé, nova líder de Cibersecurity da Everis. Foto: Arquivo pessoal.

Andréa Thomé, líder do capítulo Brasil da Womcy, é a nova líder de Cybersegurança da everis Brasil. Assim, tem a missão de estruturar a área no Brasil. A executiva tem mais de 26 anos de experiência em soluções de governança, riscos e compliance. Sua ênfase tem sido em segurança da informação em ativos digitais, governança, gestão de riscos de negócios e tecnologia e auditoria interna. Já passou por empresas multinacionais como EY, PwC, ISS/IBM, Baker Tilly e Phillips.

Além disso, a executiva é professora de Segurança da Informação, Gestão de Riscos, Governança de TI e Auditoria Interna em cursos de extensão e pós-graduação em instituições como Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e FIA.

BNDES Garagem escolhe consórcio acelerador e chamará startups no segundo trimestre

O consórcio AWL, formado pela Artemísia, Wayra Brasil e Liga Ventures será a aceleradora que executará a segunda edição do BNDES Garagem. Nesta edição, o foco será em startups que geram negócios com impacto socioambiental.

A chamada das startups do primeiro de três ciclos deve começar no segundo trimestre. Serão 45 em cada ciclo. Cada um deles deve durar de três a quatro meses. Assim, o programa todo vai durar 30 meses. O primeiro deles deve ser semipresencial.

De acordo com o BNDES, o foco principal do primeiro ciclo são soluções para saúde, educação, sustentabilidade, govtech e cidades sustentáveis.

BNDES Garagem tem dois módulos

Os ciclos têm dois módulos. Um deles é o de tração, para startups no Brasil, que faturam menos de R$ 16 milhões ao ano e que já possuam um produto no mercado. O outro é o de criação, para empreendedores baseados aqui ou no exterior. Eles devem apresentar propostas de negócios para criação ou de melhoria de um produto mínimo viável.

No final de cada ciclo, as startups apresentarão seus projetos a investidores no Demo Day. O BNDES não vai exigir participação acionária nos negócios.

Na primeira edição do BNDES Garagem, em 2018 e 2019, mais de 5 mil startups se inscreveram. No total, 79 participaram e 74 foram até o final do ciclo. Dessas, 44 participaram no módulo de criação e 30 no de aceleração.

Rede BNDES Garagem

A AWL vai participar da seleção das startups com o BNDES. Além disso, vai acompanhar o desenvolvimento dos negócios, com aconselhamento técnico, jurídico e mercadológico. O consórcio vai, também, fazer a ponte com das startups com investidores e potenciais clientes.

Como a procura para as vagas ultrapassa, em muito, o que há disponível, o BNDES criou a Rede BNDES Garagem. O objetivo da rede é promover o empreendedorismo com eventos e conteúdos de educação.

Capítulo Hyperledger Brasil quer ter mais engajamento com startups, empresas e academia

O Capítulo Hyperledger Brasil começa o ano com novos líderes. Renato Teixeira é agora o líder (chairman), com um mandato que a princípio será de um ano, podendo ser prorrogado por mais um. Ele tem mente duas metas principais: aumentar o engajamento da comunidade com o público, como empresas, startups e academia, e integrar o capítulo com outros, em especial com o latino-americano.

O Hyperledger é um projeto open source da Linux Foundation. Portanto, qualquer um pode usar. O governo brasileiro, por exemplo, tem optado por essa plataforma. Diversas empresas também participam da comunidade global, como Accenture, IBM e Oracle.

Além disso, há membros que desenvolvem suas próprias soluções, como a R3, que tem a Corda, e a Consensys, que trabalha com Ethereum. Acontece que no futuro, seguindo o princípio de blockchain, o ideal é que todas possam se integrar e criar enormes redes. E assim, também facilitar a adoção de blockchain.

Capítulo mais conhecido

Marcos Sarres, novo vice-líder do Capítulo Hyperledger Brasil. Foto: GoLedger

Com Teixeira, especialista em novas tecnologias da Oracle, assume Marcos Sarres, diretor executivo da GoLedeger, como co-líder. Teixeira substitui Paulo Simões, também da Oracle e que criou o capítulo no início de 2019. Nessa tarefa de criação da comunidade, Simões teve o apoio de Carlos Rischioto, Fernando Galdino, Fernando Marino e Bernardo Madeira.

Segundo o novo líder, a integração com o público busca tornar a comunidade mais conhecida e, portanto, aumentar a troca de conhecimento. “Muitas startups que usam hyperledger não estão na comunidade. Queremos trabalhar de forma estruturada para trazê-las para dentro. Mas, de uma forma que eles mesmos nos encontrem”, disse ele ao Blocknews. Para isso, a comunicação será peça-chave nos próximos meses.

De acordo com Sarres, uma das ideias que surgiram é a de se fazer webinários para públicos selecionados. Já na academia, uma intenção é atrair estudantes que queiram aprender a tecnologia. E nas startups, o capítulo pretende incentivar o uso de tecnologias de registro distribuído (DLT).

Engajamento no capítulo

De acordo com Paulo Simões, a comunidade brasileira fechou 2020 com 2.292 membros, encontros semanais, alguns encontros técnicos e dois grupos de trabalho. Um deles cuida da criação da documentação em português e outro de identidade digital soberana. Há ainda um terceiro em gestação, sobre energia. Nem a pandemia atrapalhou, porque o grupo fez tudo virtualmente, completou. Para abrir o capítulo, ele teve de correr atrás da autorização da Hyperledger.

Esse número de membros, no entanto, refere-se a seguidores de canais da comunidade ou gente que participou de encontros. Portanto, a maioria não está engajada de forma permanente. A ideia é aumentar o número de pessoas realmente engajadas.

A meta de integrar o capítulo brasileiro com o latino-americano se deve ao conteúdo grande que é compartilhado naquele grupo. “Esse capítulo tem países como Argentina, México, Colômbia e Chile. Eles fazem muitas ações em comum. Quando o Banco do Chile vai falar sobre a implantação do hyperledger, faz isso pelo capítulo da América Latina”, afirmou Teixeira. “Seria interessante eles exporem (para nós) os cases deles. E nós, os nossos casos para eles.”

Comunidade diversificada

De acordo com Rischioto, que passou o bastão para Sarres, a comunidade hoje é bastante diversificada em termos de conhecimento dos participantes. “Vai dos iniciantes aos mais experientes e inclui perfis de desenvolvimento, infraestrutura e negócios.”

Além disso, é uma comunidade nacional. “Contamos com participantes de diferentes estados. Apesar de se concentrarem em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e Brasília”, completou.

Hyperledger completou cinco anos em dezembro passado. A fundação global terminou o ano com mais de 200 membros corporativos e universidades que ajudam a desenvolver a solução. Também contou 16 projetos nomeados, 20 em laboratório, cinco capítulos regionais, incluindo o Brasil, e 20 provedores de certificados de serviços hyperledger. “Para uma pessoa como eu, ligada à fundação, isso é algo para se celebrar”, disse Simões.

Rastrear vacinas contra Covid pode ser um dos usos de blockchain em 2021, diz IBM

Os efeitos da pandemia do Covid-19 continuarão a influenciar o desenvolvimento e uso de blockchain em 2021. Inclusive no retorno a uma vida mais normal, o que é esperado com a vacinação em diferentes países. Essa é a expectativa da IBM.

Num artigo, a empresa lista cinco áreas em que blockchain poderá ser usada para esse retorno. A primeira delas é o uso de credenciais digitais de saúde. Essa é uma área que claramente se acelerou durante a pandemia. Em Singapura, empresas desenvolveram o AOKpass, um passaporte de saúde que atesta se a pessoa está sem Covid. Essa credencial pode ser usada em outras situações, como no trabalho, na prática de esportes e para atividades de lazer, diz a IBM.

Desde que a pandemia começou, empresas e governos desenvolveram soluções blockchain para controlar a distribuição de produtos, como máscaras. Isso pode se estender agora às vacinas.

Nesta semana, a Bureau Veritas, que faz inspeção e certificação, anunciou que está lançando uma solução para rastreamento de cadeias logísticas de vacinas da Covid-19. A solução foi desenvolvida com a OPTEL, que já tem plataformas de rastreabilidade para a indústria farmacêutica.

Rastreamento de cargas

Uma outra área de uso poderá ser o rastreamento e monitoramento de produtos. Durante a pandemia, a falta de informações sobre onde e com quem estavam cargas internacionais, e até nacionais, mostrou a necessidade de maior controle nessa área. Em muitos casos, esse rastreamento é feito associando blockchain com internet das coisas (IoT).

Uma vez associada a inteligência artificial e automação, blockchain pode também ajudar no controle de estoques e de qualidades de produtos, diz a IBM.

A empresa diz ainda que essa rastreabilidade pode resolver o problema de falsificação de medicamentos, que são de 10% a 30% dos remédios vendidos nos países em desenvolvimento. A empresa tem uma solução chamada de âncora cripto. Com isso, coloca um identificador digital único num produto, com uma série de dados, inclusive sinais óticos. Dessa forma, fica mais difícil a clonagem.

Por último, a IBM menciona a tokenização. Com a perspectiva de redução de custos, as empresas e governos podem usar tokens para reduzir intermediários, papeis e para encurtar processos. Seria mais um passo no movimento “tokenizar tudo”, tão esperado pelo ecossistema blockchain.

Fintechs receberam R$ 9,65 bilhões em aportes no ano passado

As fintechs brasileiras receberam aportes de R$ 9,65 bilhões em 2020. Os investidores fizeram os investimentos em 101 transações, sendo 23 delas aquisições. O Fintechs Brasil, parceiro do Blocknews, obteve os dados com exclusividade na plataforma Sling Hub.

O segmento continua a ser um dos líderes em aportes de investidores. Tanto é que o valor total equivale a metade do que foi investido nos outros 36 setores mapeados pela Sling, mostra a reportagem completa do Fintechs Brasil.

Um outro levantamento, o Inside Venture Capital Brasil, do Distrito, mostrou ainda que as startups receberam uma quantia superior a US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 17,5 bilhões) no ano passado. Portanto, isso representou um aumento de 17% sobre os US$ 2,97 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) em 2019. 

Mais sobre startups em:

Investidores em startups colocam blockchain e cripto no topo das tecnologias mais promissoras

Blocknews faz um ano e especialistas falam o que esperam em blockchain e criptos neste ano de 2021

O Blocknews completa hoje (6) um ano no ar. Nesses doze meses, reportamos uma série de avanços e mudanças no mundo dos blocos, tanto no uso em empresas e governos, como nas criptomoedas. Cobrir o setor foi no mínimo muito corrido, mas também foi surpreendente e animado. A revolução que acontecia mais no subsolo está emergindo e ficando cada vez mais perto de quem pouco ou nunca tinha escutado sobre o assunto.

Chegamos a 1 ano com muito para comemorar. Temos um público fiel e que busca informações para seus negócios e investimentos. Assim, atingimos nosso objetivo de ser uma ferramenta de negócios e investimentos para os leitores. E melhor ainda: são praticamente em igual número de homens (54%) e mulheres (46%).

E o que será de 2021? Convidamos especialistas em diferentes áreas para responderem a seguinte pergunta: qual será o fato mais marcante em blockchain e criptomoedas neste ano? As respostas estão abaixo e indicam um ano provavelmente mais agitado do que 2020.

Vamos só lembrar de onde estamos partindo: ano passado, empresas que antes tinham medo de blockchain, porque a associavam a criptomoedas e fraudes, passaram a olhar a tecnologia da forma correta, ou seja, como transformadora de negócios. O governo brasileiro anunciou testes e usos da tecnologia. Além disso, as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), que pareciam algo ainda distante, tornaram-se assunto corrente. Tanto alguns dos maiores bancos incumbentes nos Estados Unidos (EUA), como JP Morgan e Goldman Sachs, quanto a BlackRock, maior gestora do ativos do mundo, mostraram que estão apostando em blockchain e em clientes e empresas do setor. No segundo semestre, houve o desabrochar das finanças descentralizadas (DeFi) seguida da sequência de recordes no preço do bitcoin.

Agora, vamos ao que os especialistas dizem sobre 2021:

Blockchain no agronegócio

Rafael Martins, CEO do Blockmeet MT – Seguindo a ascensão da tecnologia blockchain no Brasil, o agronegócio e a logística não ficam para trás. A rastreabilidade da produção do agronegócio brasileiro e mundial será um dos grandes feitos da tecnologia nos próximos anos. Acredito que passamos a fase hype, onde tínhamos várias provas de conceitos (Pocs). Agora estamos entrando na era da implantação e com uma crescente demanda pela necessidade da segurança da informação. Empresas de tecnologia e startups estão se integrando e entregando soluções do início ao fim da cadeia de valor para seus clientes. A rastreabilidade da produção do agronegócio brasileiro e mundial será um dos grandes feitos da tecnologia blockchain para os próximos tempos

Rafael Martins, CEO do Blockmeet Mato Grosso, diz que tecnologia avança no agronegócio.

CBDCs

Gustavo Cunha, economista especialista em CBDC e host do programa Fintechs e novos investimentos no Youtube – Para mim, é um movimento que começou e que tem muito ainda para continuar em 2021. Vamos ter alguns fatos importantes. A China já fez experimentos mais localizados, mas durante 2021 vamos ter muita novidade sobre como vai ser o desenrolar dessa moeda. Na Europa, as experimentos da Suécia devem se intensificar neste ano, onde há vários estudos bastante avançados com a solução da R3. A União Europeia (UE) tem até julho para definir o que fará. Há vários estudos em bancos centrais de países e com o banco central do bloco (ECB). Também vão decidir se vão usar blockchain. Esses três lugares serão bastante importantes para olharmos, em especial no primeiro trimestre.

Nos EUA, a discussão está mais lenta. Eles ainda vão implementar o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos, apenas em 2023 ou 2024. Eles ainda estão muito atrasados em sistemas de pagamentos.

Para Gustavo Cunha, Suécia, China e UE são focos de atenção, em especial no começo do ano.

Mauricio Magaldi, host do podcast BlockDrops e mentor de startups – Impulsionado pela velocidade impressa pela China com sua CBDC, outros países, como o Japão, encerraram 2020 prometendo se movimentar mais rápido no desenvolvimento e testes das suas moedas. Esse movimento reativo corre o risco de ser overhyped, já que existem problemas além das questões digitais que precisam ser endereçadas e que diferem em cada país. Inclusão digital, população bancarizada e educação financeira são alguns desses aspectos.

Além disso, questões técnicas de escopo internacional, como padrões de protocolo e interoperabilidade, ainda são virtualmente desconhecidas em função dos esforços isolados de cada país. E mais: nem toda CDBC vai ser emitida em blockchain, o que apresenta outros tipos de desafios. O ponto é que não dá pra deixar de estudar e testar profundamente esse caso de uso na realidade individual de cada país. Então, é quase certo que veremos muito movimento nesse front.

A advogada italiana Rosa Barresi lembra que a consulta pública do euro digital vai até dia 12.

Rosa Giovanna Barresi, advogada italiana, research fellow da Digital Euro Association Um fator importantes em 2021 sobre o euro digital e ativos de criptos na UE é a decisão do Eurosistema sobre a adoção da CBDC. Isso está em consulta pública até 12 de janeiro. Essa moeda será um complemento do dinheiro físico e de outras formas digitais de pagamento, para aumentar a inclusão financeira e reduzir custos. Como prova de um abordagem realista, o protótipo de uma carteira digital para fazer pagamentos em CBDC se tornou um ponto importante nos estudos.

Outro fato importante é a repercussão da licença de custódia de criptomoedas na Alemanha, em 2020. Isso permite aos bancos oferecer serviços de custódia a seus clientes. Os criptoativos são descritos como representações digitais de um ativo. Assim, cobrem uma ampla gama de instrumentos financeiros. A licença também se aplica a provedores de serviços fora da Alemanha caso ofereçam serviços regulados a clientes no país. Os custodiantes já oferecem serviços a bancos.

Identidade Digital

Mauricio Magaldi – Pegando carona no momento criado por algumas das soluções criadas em resposta à pandemia da Covid-19, uma tendência proeminente para o primeiro semestre do ano devem ser as redes de SSI/DID (Self Sovereign Identity / Digital Identity). As principais soluções estão cobrindo o rastreamento dos vacinados, mas abrem caminho para muitos outros casos de uso associados aos dados privados de pessoas físicas, empresas e até mesmo dispositivos IoT (internet das coisas). Os potenciais de uso vão além da rastreabilidade, incluindo processos de KYC (Conheça seu cliente, na sigla em inglês) dos bancos, acesso a serviços públicos, e gestão de acesso (IAM, na sigla em inglês) para que dispositivos IoT possam interagir com redes físicas e smart contracts aos quais têm permissão. Sendo um caso de uso fundamental, é certo que desenvolvimentos concretos nesse espaço.

Mauricio Magaldi acredita que a identidade digital será assunto corrente em 2021 .

Governo

Carlos Fortner, diretor presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) – Blockchain já está sendo usada em diversas aplicações de governo, como B+CPF/Cadastro Base do Cidadão (CBC), na saúde e da Dataprev. E uma das metas da Estratégia de Governo Digital 2020-2022 é crescer o uso da tecnologia em diversas aplicações.

O uso de blockchain no governo deve crescer, diz Carlos Fortner, diretor-presidente do ITI.

Regulação

Tatiana Revoredo, CSO na the Global Strategy, membro fundadora da Oxford Blockchain Foundation – Em 2020, houve crescente interesse no uso de criptomoedas, não apenas como meio de troca, empréstimo ou investimento. Houve também uma substituição literal para dinheiro e crédito em atividades financeiras diárias. Por isso, espera-se o reaquecimento do debate sobre a regulamentação de criptoativos no Brasil, assim como maior atenção das autoridades nos demais países quanto a áreas nebulosas.

Espera-se ainda um aumento no interesse de governos ​​em como as transações criptográficas e as atividades financeiras digitais podem afetar impostos, em como mitigar riscos para os investidores em DeFi e em como devem ser as regras para emissão de stablecoins. O mercado de moedas estáveis, dependendo da regulamentação, pode quadruplicar de valor neste ano. Nos EUA, será interessante acompanhar, em primeiro lugar, a legislação prometida pela SEC (Securities Exchange Commission) para “criptoempreendedores”. Em segundo lugar, o caso da CFTC contra a Abra, por vender trocas de títulos a investidores sem listá-los em uma corretora nacional reconhecida). E em terceiro lugar, o caso da CFTC contra a BitMex por oferecer serviços ilícitos a seus usuários).

O maior uso de criptomoedas em 2020 deve aumentar o debate sobre regulamentação do setor no Brasil e no exterior, diz Tatiana Revoredo.
Criptomoedas

Bernardo Quintão, especialista em criptomoedas e advisor do Mercado Bitcoin – Acredito que 2021 será marcado por um crescimento ainda maior do setor de criptoativos e blockchain. O maior interesse pelo bitcoin como ativo traz mais interesse na tecnologia. As demais criptomoedas, criptoativos e empresas trabalhando com blockchain também deverão receber mais atenção de venture capital, investidores de varejo, clientes e da mídia em geral. Com isso, mais discussão a nível regulatório deve acontecer e também reações de empresas incumbentes afetadas. Blockchain será o tema central no universo da tecnologia novamente, como foi em 2017.

Nicholas Sacchi – Head de cryptoassets da Exame – 2021 será um ano excepcional para o mercado cripto brasileiro. Seguindo a tendência global, as fusões e aquisições no setor deverão se intensificar ainda mais, seguindo o movimento de crescimento que se repete há alguns anos.
No âmbito regulatório, o lançamento do sandbox regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) corrobora o avanço do setor em várias frentes. Mas, em especial, no de tokens de valores mobiliários, que devem aparecer com força já nos primeiros meses do ano.
A institucionalização do mercado deve continuar com força e devemos ver instituições financeiras importantes e tradicionais dando passos mais consistentes na direção deste mercado. Não apenas incluindo bitcoin na recomendação de portfólio para os seus clientes, mas emitindo seus próprios criptoativos.

Finanças Descentralizadas

Bernardo Quintão – O que vimos em 2020 em DeFi foi um “boom” nos experimentos de um mercado financeiro aberto, open source. Mas, ainda em ambiente restrito a poucos usuários com capacidades técnicas altíssimas em relação à população como um todo. Acredito que neste ano, fintechs farão uso da infraestrutura montada pelo ecossistema de DeFi, os chamados “money legos”. O objetivo será entregar serviços com melhor experiência para usuários comuns, através de carteiras cripto/apps móveis. Será o início do uso do universo DeFi no mundo real.

Maurício Magaldi – o DeFi teve um verão (do hemisfério Norte) de muita especulação e acabou despontando como impulsionador de vários novos modelos de negócios e também de fraudes e escândalos. Se por ora se inspiram nas finanças tradicionais, também provocaram uma resposta de investidores institucionais e até mesmo de corporações. A exemplo da Microstrategy, que comprou cerca de 30 mil bitcoins em dezembro passado, ainda a título de compor seu balanço (HODL), outras corporações poderão seguir esse movimento.

Mas, além de compor seu balanço, poderão ancorar seus bitcoins a outros tipos de produtos financeiros descentralizados. DeFis combinados com o movimento das CBDCs poderão gerar oportunidades de proteção, investimento, tomada ou gestão de riscos para corporações além do mercado tradicional, numa fronteira cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas e com a qual os reguladores terão que passar a se preocupar rapidamente. Aqui é onde enterprise blockchain e cripto tem o potencial de se confundir cada vez mais. 

Criptos & ESG
Liliane Tie espera ver mais políticas de ESG nas empresas do ecossistema blockchain.

Liliane Tie, líder da comunidade Women in Blockchain Brasil (WIB Brasil) – Em 2021, essa ‘bull run’ pelas criptos ainda vai continuar com DeFi. Já o que eu gostaria de ver acontecer é a pauta de ESG – depois da carta de 2020 de Larry Fink da BlackRock aos CEOs – ser mais amplamente debatida no mercado financeiro como um todo. Assim, naturalmente blockchain ganharia a visibilidade que merece como tecnologia para ajudar a resolver questões ambientais, sociais e de governança. E o que eu não gostaria de ver se repetir são relatos como os ocorridos na Coinbase (link), logo após o Black Lives Matter. Houve relatos de duas dezenas de funcionários negros que sofreram racismo.

Transformação digital

Fábio Nascimento, diretor associado da Accenture Interactive – Os desafios que diversos setores tiveram que superar por conta dos inesperados impactos do Covid-19, em 2020, devem manter protagonismo na pauta tecnológica das empresas e setores públicos em 2021. Quem não foi bem sucedido numa rápida adoção de Cloud Computing, com certeza acelerará seu movimento agora, e quem conseguiu se adaptar melhor, deve aprimorar a sua utilização, para aumentar suas vantagens competitivas.

Setores de bens de consumos, varejo, bancos e telecomunicações devem ser os que priorizarão estes investimentos. Porém, vejo um desafio considerável para o setor de educação, que terá um ano ainda mais desafiador, onde deverá colocar à prova o modelo à distância, em especial não impactando as crianças em início de alfabetização. Vejo que a adoção de Cloud irá para um segundo estágio, buscando mais valor do que apenas alocar workloads na nuvem, utilizando principalmente inteligência artificial, IoT e Ciência de Dados. Quanto ao Blockchain, acredito que ser um ano que teremos mais evolução na sua adoção, porém, acho que ainda precisamos evoluir muito para alavancar sua adoção em massa.

Reportagens exclusivas sobre bolsa de commodities, duplicatas, ID e regulação são as mais lidas

Desde seu lançamento, há exatamente um ano, em 6 de janeiro de 2020, as reportagens sobre blockchain mais lidas do Blocknews são entrevistas exclusivas do site. São matérias que anteciparam detalhes sobre novos projetos ou que esmiuçaram notícias que já estavam circulando sem profundidade.

Os assuntos das reportagens variaram de projetos envolvendo o agronegócio ao uso de blockchain em registro de duplicatas, ID autossoberana e uso de criptomoedas no capital social das empresas.

O que também chama a atenção é a alta leitura da reportagem sobre a Oyx, projeto de token para as comunidades indígenas Surui Paiter e Cintas-Largas. Em menos de dois meses, essa já é a oitava mais lida do Blocknews.

A seguir, a lista das 10 reportagens mais acessadas no site até agora. Se você ainda não leu alguma delas, aproveite para clicar nela agora agora.

Primeiro lugar

A matéria mais lida do Blocknews até hoje é a entrevista exclusiva com a CEO da Covantis, Petya Sechanova, sobre o projeto de blockchain das maiores traders agrícolas. .
A segunda matéria mais lida também é uma entrevista exclusiva ao Blocknews. Nela, o Serpro conta sobre a ID autossoberana que está desenvolvendo para o Brasil.
Mais uma entrevista exclusiva do Blocknews foi a terceira reportagem mais acessada até agora. Adiantamos detalhes sobre o uso de blockchain em registros de duplicatas.
A confirmação de que criptos podem ser usadas no capital social das empresas foi a quarta reportagem mais visualizada. O advogado Rodrigo Borges explicou a regulação.
Essa entrevista exclusiva sobre a bolsa agrícola digital Gavea Marketplace ficou no quinto lugar no ranking das que tiveram maior leitura até hoje no Blocknews.
A informação de que o Brasil deverá ter uma moeda digital até 2022, publicada em setembro continua atraindo os leitores e é a sexta mais lida do site.
O uso de blockchain no registro de duplicatas continuou a chamar a atenção dos leitores com a reportagem sobre o lançamento da plataforma, que é a sétima mais lida.
Lançada há menos de dois meses, a moeda digital Oyx atraiu um número muito expressivo de leitores e está na oitava posição.
Publicamos o cronograma de lançamentos dos serviços do Pix e o assunto chegou à nona posição entre as mais acessada pelos leitores do Blocknews.
A matéria sobre o ranking que apontou que seis startups brasileiras estão entre as mais promissoras do mundo ficou em décimo lugar.

AOKpass, que autentica teste de Covid-19 em blockchain para viagens, é usado pela primeira vez

Reportagem atualizada com informação sobre o Brasil.

Um passageiro que chegou a Singapura no último dia 21 foi o primeiro a user o ICC AOKpass, que fornece uma autenticação digital de teste da Covid-19. O passe registra as informações numa plataforma Ethereum. O objetivo é facilitar a retomada das viagens de forma mais segura durante a pandemia do novo coronavírus.

A empresa informou ao Blocknews que está negociando o uso do passe no Brasil e em outros países da América Latina.

A International SOS, que presta assistência de saúde para viajantes, a Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) e o SGS, grupo focado em certificação, são os criadoras da plataforma AOKpass. De acordo com as empresas, no futuro o passe vai incluir informações sobre outras imunizações e dados médicos.

Integração de informações

Conforme afirmam as empresa, o passe superou o desafio de integrar exames médicos, linhas aéreas e procedimentos de imigração. “O uso de blockchain é um ponto crítico no combate a testes e históricos médicos falsos. Além disso, a tecnologia permite uma verificação rápida e segura dos resultados de testes de Covid-19”, disse Chester Drum, co-fundador do AOKpass.

O aplicativo não só é usado em Singapura, mas também em voos entre Atlanta (EUA) e Roma. Esse uso faz parte de um acordo com a Delta Airlines e a Alitalia. Assim, desde metade de dezembro os passageiros devem apresentar testes autenticados de Covid-19 em voos livres de quarentena.

Segundo a diretora-geral da International SOS de Singapura, Juliana Gim, os testes-piloto do passe começaram em maio. Desde então, funcionários da empresa foram os primeiros a usá-lo. Em julho, houve testes com profissionais da Energy Drilling Management de retorno ao país asiático.

Testes de Covid-19 rastreáveis

O passageiro que usou pela primeira vez o AOKpass veio do Japão. As autoridades de imigração do aeroporto de Changi, em Singapura, foram as primeiras do mundo a verificarem o certificado.

O Shinagawa East Medical Centre emitiu o ICC AOKpass , enquanto uma solução da Affinidi, empresa focada em identidade digital, verificou os dados. Há uma fila na imigração em Changi para quem tem o certificado.

Após o programa piloto, todos os viajantes que saírem da Malásia e Indonésia poderão usar o ICC AOKpass.