Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Empresas de atum do RN usarão blockchain em rastreamento

A partir de março, um grupo de empresas do Rio Grande Norte (RN) que pescam, processam e distribuem atum, deve começar a usar ferramentas em blockchain para dar mais transparência à rastreabilidade do produto, permitir o comércio eletrônico do peixe e gerar recursos para pesquisas com foco na sustentabilidade.*

As ferramentas são a Tracktuna, de rastreamento, o market place Tunalert e a Tuna Intelligence, empresa de soluções tecnológicas e consultoria, que a Companhia Industrial Atuaneira vai lançar, disse ao Blocknews Rodrigo Hazin, executivo da empresa. A companhia arrendou a unidade produtiva de atuns da Norte Pesca, da qual Rodrigo é CEO. O RN é líder nacional na pesca desse peixe.

Essas ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, formada por empresas que já trabalham juntas: Companhia Industrial Atuneira, Mar Aberto, Natal Pesca e Transmar, cada um com participação de 25%. O grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atuns frescos para o mercado premium de sushi e sashimi

A Aliança também vai utilizar a Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira que terá pré-lançamento em fevereiro (mais detalhes sobre a Tunacoin estão na reportagem do Blocknews em http://bit.ly/36SU975).

Todas essas ações fazem parte do Open Tuna Initiative, inspirado em iniciativas semelhantes no exterior, disse Hazin.

A Tunalert é um investimento de R$ 90 mil da Companhia. Na Tunacoin foram investidos R$ 240 mil. A Tracktuna é um investimento compartilhado com a NBC Bomesp (Bolsa de Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo). A Tuna Intelligence será sócia da Bomesp nesse projeto. O investimento é de R$ 350 mil.

Segundo o executivo, o rastreamento já é demandado e feito, mas a blockchain dará mais confiabilidade. “Faremos isso de forma mais organizada e com inviolabilidade de dados. Estamos adicionando o aperfeiçoamento tecnológico e a transparência à nossa pesca, que já é sustentável”. A blockchain usada é a Ethereum.

O rastreamento é feito desde a pesca, com detalhes como característica do barco, localização, tripulação, e segue pelas etapas seguintes. O cliente final poderá ver, por celular, o percurso do peixe que está comendo, já que é gerado um QR Code.

O Tunalert será um comércio eletrônico que poderá simplificar o processo de vendas do atum desde a pesca até a venda final.

Em relação à Tunacoin, parte dos recursos obtidos com a moeda serão usados para viabilizar projetos de sustentabilidade. A ideia é fazer parcerias também com instituições de pesquisa e de preservação de animais que são pegos junto com os peixes, por se aproveitarem das iscas ou serem fisgados por elas.

Diversas ONGs, inclusive internacionais, não indicam o atum brasileiro para consumo por questões de sustentabilidade. Mas no RN, diz Hazin, a preocupação com sustentabilidade já existe, com o uso de equipamentos corretos, por exemplo. Por isso, a Aliança quer se juntar a instituições de pesquisa que vão mostrar de forma científica a qualidade do pescado e de seu manuseio.

Hazin afirma que a Aliança quer estender o conceito da Open Tuna Initiative para outros barcos, clientes e partes da cadeia do atum e de outros pescados, para criar um grupo preocupado com produto de qualidade.

“Podemos trabalhar melhor e ter diferencial maior. É fundamental para nosso futuro”, completou.

*Esta é segunda e última parte da reportagem sobre o lançamento da Tunacoin, Tunatrack, Tunalert e Tuna Intelligence.

Chega ao mercado a Tunacoin, moeda lastreada no atum pescado pelo RN

Em fevereiro próximo, a Companhia Industrial Atuneira, do Rio Grande do Norte, fará o pré-lançamento da Tunacoin, uma utility coin (moeda de utilidade) que vai correr em plataforma blockchain Ethereum. *

O investimento no Tunacoin foi de R$ 240 mil.

A estimativa é de que sejam lançadas inicialmente 6 milhões de Tunacoins que, poderão ser usadas no comércio e que ajudem a financiar pesquisas para a pesca sustentável do atum, disse ao Blocknews o presidente da Norte Pesca, Rodrigo Hazin. Rodrigo e seu irmão Cássio Hazin são os donos da Cia. Atuaneira industrial.

“ Nosso lançamento é bastante conservador. A moeda é cotada na proporção de 1 tunacoin para 1 quilo de atum e está lastreada no peixe existente no Atlântico, um mercado de US$ 6 bilhões ao ano. Vamos também deixar uma parte da moeda em reserva”, afirmou Hazin. 

Rodrigo Hazin

O site oficial do projeto é o https://www.tunacoin.io/, que está sendo atualizado – as datas corretas de pré-venda, por exemplo, ainda serão divulgadas.

Em março será o lançamento da moeda, junto com o Tracktuna, aplicativo em blockchain para rastreabilidade do peixe, do Tunalert, o e-commerce, e do Tuna Intelligence, empresa de soluções tecnológicas e consultoria, todos da Cia. Industrial Atuaneira.

De acordo com Hazin, da moeda ao rastreamento por blockchain, as ferramentas ajudarão a reforçar a visibilidade das ações sustentáveis com que o grupo busca pescar e tratar o atum.

O whitepaper da moeda está sendo finalizado em conjunto com a NBC Bomesp (Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo https://www.bomesp.com.br). Será possível conseguir a moeda participando de transações na plataforma blockchain do projeto. “Será uma bonificação por quem usar a plataforma”, explicou Hazin. Além disso, o projeto é que a moeda seja negociada aqui e no exterior por meio da NBC Bomesp.

*Esta é a primeira parte da reportagem sobre os projetos da Companhia Industrial Atuaneira e da Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável. A primeira versão desta reportagem, que afirmava que o Tunacoin era uma iniciativa da Aliança do Atlântico, foi corrigida. A Cia Industrial Atuaneira também informou que o projeto do Tunacoin foi atualizado, com a paridade sendo de 1 Tunacoin x 1 quilo de atum, e não mais de 1 Tunacoin x R$ 1.

Galícia desenvolve primeira blockchain para rastreamento de produção de mariscos

A Galícia, que está entre tem os maiores produtores globais de mariscos, está testando a primeira blockchain para rastreamento dessa cadeia de produção.

A plataforma Fish World Track quer acelerar a disponibilidade das matérias primas, o processamento e os processos administrativos. Outro objetivo é dar transparência à produção. Dessa forma, a expectativa é de redução de custos e maior valor agregado aos consumidores.

As empresas Vottun e Elige Plus Consultores desenvolveram a plataforma. Ela mira uma indústria de U$ 150 bilhões em exportações anuais. Conforme afirma Gerardo Estévez Suárez, sócio diretor da Elige Plus, o projeto começou em janeiro. Já as provas de conceito estão em curso desde setembro. Por enquanto, três clientes usam a plataforma para rastreamento de seus produtos.

A plataforma combina as tecnologias blockchain, IoT e big data. As empresas que participam dos testes são a PescapuertaCaladero e Frioya. De acordo com o diretor, outras empresas entrarão no projeto. A entrevista completa com Suarez está no Blockchain Economía, site espanhol de notícias parceiro do Blocknews.

Rastreamento de atum

No Brasil, a Companhia Industrial Atuaneira desenvolveu uma plataforma blockchain para rastreamento do atum. Além disso, a empresa criou um token para ser usado no comércio pelos pescadores. A Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira, seria pré-lançada em fevereiro.

A previsão era lançar o projeto em março. No entanto, a pandemia do novo coronavírus adiou os planos, disse no início do ano ao Blocknews o CEO da companhia, Rodrigo Hazin. O projeto se chama Open Tuna Initiative.

As ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, que é composta pela Companhia Industrial AtuneiraMar AbertoNatal Pesca e Transmar, cada uma com participação de 25%. Esse grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atum fresco para o mercado premium de sushi e sashimi

Brasileiros desenvolvem projetos de tokens de energia no exterior

Num futuro que pode não ser muito distante, comprar e vender eletricidade pode passar longe de boletos das distribuidoras e pagamentos nos bancos. Se as regulações no país permitirem, tokens, espécie de fichas de quermesse, podem ser a moeda nesse mercado.

Essa foi a conclusão do painel “Tokenização e  Certificação” do 1º Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético, realizado pelo Blocknews e pela Mentors Energy Consulting no último dia 7.

O token é digital, mas representa um ativo no mundo real, como um diamante, um pedaço de um imóvel ou a eletricidade. Ainda não se tem notícia de um projeto que use token em energia elétrica, porém há brasileiros trabalhando nisso no exterior.

Rocelo Lopes, fundador e CEO do Stratum Blockchain Group, que vai de mineração de criptomoedas a criação de tokens, está desenvolvendo um projeto a partir de energia solar na África do Sul. Como naquele país o sistema é descentralizado e a energia pode ser pré-paga, é possível criar uma “comunidade” que compra e vende eletricidade entre si.

Para isso, um relógio inteligente em teste em residências quem medem o quanto há de energia disponível para uso. Se for preciso comprar mais, digita-se um código e são descontados da carteira digital do proprietário os tokens Solars, gerados pela empresa na rede Ethereum e equivalentes à energia comprada. A ideia é que a residência também venda sua energia em excesso.

O mesmo token para geradora e supermercado

Entre as vantagens do token estão pagar pela energia um valor que não vai mudar mesmo que o governo aumente o preço da eletricidade. Lopes trabalha ainda para devolver sobras de energia ao sistema e para que o token seja aceito em locais como supermercados.

“Já que o supermercado também pode usar minha energia, isso vai fazer com que o ecossistema todo funcione”. Outras vantagens são rapidez, controle e registro mais seguro em blockchain de tudo o que foi transacionado.

Segundo Lopes, fazer algo do tipo no Brasil seria inviável hoje. Primeiro, porque não há o benefício fiscal para importação de equipamentos solares que existe na África do Sul – o imposto lá é de 14%. E a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) teria questionado o projeto. Isso porque o token de energia elétrica gera dividendos depositados na carteira do detentor de tokens, explicou.

A CVM não permitirá isso sem licença específica, diz ele, algo que na África do Sul também será necessário para a distribuição de dividendos. Outro motivo é que o sistema no Brasil não é descentralizado a ponto de se poder comercializar energia entre casas vizinhas, por exemplo. Tokenização vai ser um desafio muito grande no país, completa, porque além da regulação, “os brasileiros são acostumados a  lidar com CNPJ e 0800”. E completou: Será que os órgãos reguladores estão preparados para perder o poder da caneta? Acho difícil isso”.

Em 5 anos, tudo tokenizado

A questão regulatório também levou a Sppyns, marketplace de investimentos em criptoativos, a ter base no Crypto Valley, na Suíça, onde a legislação é receptiva a esse tipo de negócio.

Para o fundador e COO da empresa, Rodrigo Czismar Borges, a disrupção do mercado com os tokens será muito forte. E citou a frase do ex-presidente da Nasdaq, Roberto Greifeld, de que 100% das ações e bonds em Wall Street podem ser tokenizados e que em 5 anos, 100% será tokenizado. A frase é de novembro de 2017.

É a oportunidade de pegar ativos negociados de forma centralizada no mundo e passar a token e descentralizado, com custo mais baixo e redução da burocracia, afirmou.

A Sppyn tem dois projetos de financiamento de energia com criação de token. Ao comprar o ativo digital, ao comprador se torna sócio do projeto. Ele exemplificar a possibilidade de a fazenda onde passa a pandemia vender energia solar tokenizada para a vizinhança, citou que a infraestrutura, se possível no Brasil, poderia ser uma DAO (Descentralized Autonomous Organization).

Esse tipo de organização é uma rede em que os participantes fazem transações entre si, sem um ente central e um comando único. Tudo, claro, na blockchain.

Certificados em blockchain

A energia também pode fazer parte de um ecossistema de certificados de crédito de carbono, mostrou Heloisa Ceni, diretora de desenvolvimento de negócios da CoinFabrik, desenvolvedora de soluções em blockchain. Num projeto apresentado na Colômbia, a empresa criou um sistema em que uma indústria que emite dióxido de carbono compra créditos usando a plataforma.

Esse crédito pode vir, por exemplo, de um gerador de energia renovável, “abrindo um ecossistema lucrativo, cooperativo, sustentável onde qualquer integrante pode participar”, afirmou.

“Esse projeto é de uma plataforma B2B que poderia unir B2C, integrando os tokens do Rocelo e do Rodrigo”, completou. Como o sistema é auditável, controlável, transparente e acessível, o estado ou um consumidor pode saber se uma empresa cumprindo a redução de emissão de dióxido planejada pelo país. Os valores de um projeto como esse variam conforme suas características, segundo Heloísa.

O passo seguinte de um projeto como esses é haver um validador, que checa de onde vem o crédito, se é confiável, certifica e tokeniza, evitando a duplicação dos certificados. Essa validação está em linha com o que faz o Instituto Totum, emissor do IREC, certificado de energia renovável, que passou a usar blockchain neste ano.

Cada certificado representa 1 MWh, que é comprado por consumidores de energia. A usina tem que ser habilitada. Essa checagem e habilitação eram manuais. Registrada, havia a auditoria nos dados de geração enviados pela empresa, com checagens manuais e controle de saldo em excel. A cobrança era emitida manualmente.

Origem garantida

Com blockhain, a elegibilidade é manual, mas o resultado é registrado na rede da tecnologia. A auditoria de dado de geração está automatizada, com controle automático dos saldos. Os certificados são gerados com esses dados e tudo isso fica registrado em blockchain. A emissão do IREC fica no registro único. Ao final, cada emissão gera uma hash com os dados do certificado.

“Em um ano vamos convidar geradoras a serem nós validadores. Vamos captar dados por internet das coisas (IoT), o que hoje vem consolidado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com atraso de 45 a 60 dias”, disse Lopes.

As geradoras vão captar os dados em tempo real e o certificado será emitido imediatamente. “Estamos estudando tokenizar operações para que a compra e venda de certificados seja por token. E vamos criar um marketplace onde daremos acesso a B2B e B2C para quem quiser comprar IRECS”, completou.

Devem ser emitidos 5 milhões de IRECs neste ano no Brasil, quase o dobro do ano passado. A segurança que blockchain dá ao processo deve ajudar a fomentar esse mercado.  

Reportagem atualizada às 16h35 de 14/07/20 com novas informações sobre o projeto da Stratum na África do Sul.

Mais sobre o simpósio em :

Blockchain com IoT e IA podem criar caminho para cidades inteligentes

Novas tecnologias pressionam por mudança na regulação de energia

Agenda da semana tem energia (dia 7) e identidade autossoberana (dia 8)

Energia – Nesta terça-feira (7) acontece o penúltimo painel do 1º Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético. Desta vez, o tema será “Tokenização e Certificação”. Participarão Fernando Giachini, diretor do Instituto Totum, Heloísa Ceni, diretora de desenvolvimento da CoinFabrik, Rocelo Lopes, fundador e CEO da Stratum, e Rodrigo Borges, COO da Sppyns. A Stratum sorteará duas pulseiras de pagamento por aproximação com cerca de R$ 30 de seu token, para que quem ganhar tenha a experiência da tokenização. Inscrições em https://bit.ly/2Btc2yS

Identidade Autossoberana – Identidade Autossoberana é o tema do webinar do CPqD nesta quarta-feira (8). Os palestrantes serão Luiz F. Jeronymo,
Um dos profissionais mais respeitados no meio tecnológico de blockchain diretor da R3, Karen L. Ottoni, diretora na Hyperledger em New York, e José Reynaldo Formigoni Filho, MSc, gerente de soluções Blockchain do CPqD.

Inscrições abertas do painel “Tokenização e Certificação” do simpósio de blokchain em energia

Estão abertas as inscrições para o painel “Tokenização e Certificação” do 1º Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético. O evento será dia 7 (terça-feira), das 14h00 às 15h30, online e gratuito. O link para inscrição é https://www.sympla.com.br/1o-simposio-o-potencial-da-blockchain-no-setor-energetico__896029

Participarão das discussões Fernando Giachini, diretor do Instituto Totum, Heloísa Ceni, da CoinFabrik, Rocelo Lopes, CEO da Stratum, e Rodrigo Csizmar, co-fundador e diretor geral da Spynns Swiss.

Durante o painel, a Stratum sorteará 2 pulseiras de pagamento por aproximação e o equivalente a R$ 30 em seu token Stratumblue, para que usuários experimentem como é possível utilizar a tokenização.

Grupo lança plataforma pública de rastreamento hospedada pela ONU

O World Economic Forum (WEF), o International Trade Center – instituição da Organização das Nações Unidas (ONU) -, a Everledger, o austríaco Lenzing Group, que produz fibras para indústrias de vários segmentos, e a Textile Genesis , plataforma de rastreamento de vestuário, lançaram uma plataforma blockchain pública de rastreamento para cadeias de suprimentos. A startup brasileira Plataforma Verde será uma das três empresas que participarão da piloto e co-design na fase 2.

“Vamos revelar qual é o nosso projeto na plataforma em abril, no World Economic Forum da América Latina“, disse ao Blocknews Chiko Sousa, fundador da Plataforma Verde, focada no gerenciamento de resíduos sólidos. O WEF Latam será em São Paulo, entre 28 e 30 de abril.

Nesta fase 2, o grupo vai trabalhar na identificação de como pode resolver problemas relacionados a segurança dos dados, sem que a solução prejudique a integridade e a transparência da plataforma.

De acordo com o grupo, o objetivo é responder às demandas dos consumidores por produtos que venham de cadeias de produção éticas e que respeitam o meio-ambiente. Representantes de outros projetos de rastreamento em blockchain, como de café e do atum brasileiro, afirmam que esse também é um dos motivo por trás de seus projetos.

A plataforma do grupo aceitará informações baseadas em blockchain de diferentes fontes e que poderão ser compartilhadas e visualizadas num ambiente neutro. O ITC está hospedando a plataforma por meio de seu Mapa de Sustentabilidade .

“Dessa forma, o ITC pode garantir aos membros da rede que seus dados não serão compartilhados externamente e que os sensíveis estarão hospedados nos centros de dados das Nações Unidas, se beneficiando da neutralidade, imunidades e privilégios da ONU“, diz o documento

As outras duas empresas que vão participar da fase 2 são a Asia Pacific Rayon (APR) e a Evrythng. A APR é uma empresa da Indonésia que produz viscose rayon 100% natural e biodegradável feita de celulose de madeira renovável. A Evrythng, dos Estados Unidos, é uma startup de soluções digitais para controle de peças de vestuário em toda a cadeia, desde a produção ao consumidor.

O projeto da plataforma começou em 2019, com uma prova de conceito (PoC). Buscou-se uma hospedagem confiável para a plataforma e a soluções de problemas técnicos que surgem com a visualização de informações vindas de diferentes provedores de soluções em blockchain.