Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bolsa de Chicago vai lançar micro contrato futuro de um décimo de bitcoin

 A Bolsa Mercantil de Chicago (CME), maior exchange de contratos futuros de bitcoin, vai lançar, em 3 de maio, o contrato de futuros Micro Bitcoin. O novo produto terá um décimo de um bitcoin.

De acordo com a CME, “o contrato de menor tamanho dará aos investidores, de instituições a traders individuais, mais uma forma de fazer hedge do risco do preço na moeda no mercado spot”. Além disso, pode ajudar na execução e estratégias de negociação.

A CME lançou o contrato futuro de bitcoin em 2017. Desde então a demanda cresceu, assim como a liquidez dos derivativos de criptos, disse Tim McCourt, responsável pela área de Índice de Equity e de Produtos de Investmentos Alternativos.

Além de contratos futuros e de opções em bitcoin, a CME lançou, recentemente, os contratos futuros de Ether. Desde o início do ano, a bolsa afirma que houve 13.800 negociações média diárias de futuros de Bitcoin, o que equivale a cerca de 69 mil bitcoins.

Já a negociação média diária do CME Ether está em 767 contratos, ou seja, algo como 38.400 ethers, desde o lançamento, em 8 de fevereiro.

O novo contrato será no formato contrato por diferença, ou seja, a liquidação financeira é feita com o diferença entre o preço do ativo na liquidação e no contrato. O índice usado é o CME CF Bitcoin Reference Rate.

PayPal aceita Bitcoin, Ethereum e Litcoin em pagamentos nos EUA

A PayPal anunciou que começou a aceitar criptomoedas como pagamento. O serviço é chamado de Checkout with Crypto. Consumidores dos Estados Unidos (EUA) já fizeram milhões de dólares em pagamentos com as moedas digitais.

A empresa vai aceitar bitcoin, bitcoin cash, ether e litcoin. Além disso, o serviço estará disponível a sua rede de 29 milhões de comerciantes nos próximos meses. A empresa diz que não vai cobrar tarifa de operação para pagamentos com criptos e só um tipo de moeda poderá ser usada por vez.

As operações serão liquidadas em dólar e convertidas na moeda do país do estabelecimento com base nas taxas de conversão da PayPal. Assim, os usuários vendem suas moedas pela PayPal para pagar as comprar online.

A informação vem um dia depois de a Visa anunciar que também vai aceitar criptomoedas, fazendo a liquidação de operações, ou seja, convertendo em moeda fiduciária (fiat). Assim como a PayPal.

Um dos pontos mais cruciais em relação a criptomoedas é se e quando se tornarão úteis como meios de pagamentos, ou se o uso será principalmente como reserva de valor. O fato de empresas globais de meios de pagamento aceitarem as moedas digitais pode incentivar outras a fazerem o mesmo.

“Essa é a primeira vez que você pode usar criptomoedas da mesma forma que o cartão de crédito ou débito na sua carteira PayPal, disse o presidente e CEO da empresa, Dan Schulman.

De acordo com o CEO, “o próximo passo é permitir a compra com criptomoedas em estabelecimentos no resto do mundo, gerando aceitação em massa da moeda”.

A PayPal demonstra interesse em criptomoedas há algum tempo. A empresa foi uma das primeiras a embarcar no projeto da moeda Libra, conhecida como a moeda do Facebook. Agora, o projeto se chama Diem. Mas deixou depois de reclamações de reguladores e disse que tocaria seus próprios projetos.

Depois disso, anunciou diversas ações. Uma delas foi um serviço para que seus clientes nos Estados Unidos (EUA) comprem, vendam e guardem criptomoedas em suas contas na plataforma da empresa. Isso aconteceu em outubro passado.

Além disso, a empresa investiu, por exemplo, numa startup que calcula impostos sobre criptomoedas. E, ainda, disse que vai oferecer financiamento em criptos a partir deste semestre para sua rede de estabelecimentos.

Visa faz operações com criptomoeda USDC e expandirá serviço

A Visa anunciou hoje (29) que realizou, neste mês, as primeiras operações de liquidação de pagamentos com a stablecoin USD Coin (USDC). A empresa espera lançar o serviço com outros parceiros ainda em 2021.

É a primeira empresa do setor a fazer esse tipo de operação, ou seja, aceitar uma criptomoeda, fazer a conversão para moedas fiduciárias (fiat) e enviar aos bancos para pagamentos aos comerciantes.

Há algum tempo a Visa anunciou que estava trabalhando com a USDC. A moeda é do consórcio Centre, da fintech Circle, da maior corretora de criptos dos Estados Unidos (EUA), a Coinbase, e da mineradora Bitmain. A Circle é, inclusive, uma das aceleradas da empresa de pagamentos.

Para fazer esse serviço, a Visa tem um acordo com o Anchorage, banco de criptoativos dos Estados Unidos (EUA). Esse serviço com a Anchorage será lançado no Brasil, com a disponibilização de APIs para os bancos daqui. A informação foi antecipada ao Blocknews pela Visa no Brasil.

De acordo com comunicado da Visa, a escolha pela USDC se deveu à demanda pela moeda, que tem cerca de US$ 10 bilhões em circulação. Além disso, contaram sua estabilidade, já que é lastreada em dólar, e segurança.

Segundo a empresa, no futuro, sua infraestrutura poderá também trabalhar com as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). As moedas ainda estão em estudo pela maior parte dos países. As Bahamas já lançaram e a Mastercard até já lançou cartão para uso da chamada Sand Dollar.

Instituição abre licitação para assinatura eletrônica em blockchain

A Mútua de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia abriu, nesta quinta-feira (25), uma licitação para compra de plataforma de assinatura eletrônica com uso de blockchain.

O valor do contrato é estimado em R$ 1.967.333,33. De acordo com a Mútua, o contrato de suporte e atualização é de 12 meses. A abertura das propostas é dia 7 de abril.

O edital completo está no site da instituição.

Startup britânica leiloa NFTs para levantar recursos que irão para profissionais de teatro

Para ajudar um dos setores mais combalidos pela pandemia do coronavírus, a startup britânica Curve vai vender cinco peças de arte digital criptografadas, ou NFTs, para ajudar o Theatre Support Fund+. O leilão vai de hoje a 9 de abril na plataforma Rarible.com/curveos.

As artes são imagens animadas dos bonecos que aparecem no aplicativo da Curve. E início do leilão começa um dia antes do Dia Mundial do Teatro, que é amanhã (27) e que foi criado para ressaltar a importância dessa arte.

A Curve é uma startup que criou um cartão e um aplicativo que armazenam outros cartões. Já o Theatre Support Fund+ é uma iniciativa de dois profissionais do teatro para levantar recursos para trabalhadores do setor que perderam toda ou praticamente toda sua renda.

Para isso, os criadores do fundo, Chris Marcus e Damien Stanton, elaboraram diversos produtos relacionados a espetáculos no West End de Londres, a área teatral da cidade. Dentre esses produtos há, por exemplo, camisetas, bolsas e capas de celulares.

O fundo já arrecadou mais de 600 mil libras esterlinas (cerca de R$ 560 mil). Há 270 mil profissionais do teatro britânico. Porém, cerca de 40% dos profissionais no setor de arte do país perderam o emprego desde o início da pandemia.

Estão crescendo as iniciativas com NFTs que focam em ações que ajudam uma causa. Nesta semana, um leilão de obras de artistas digitais, incluindo Beeple, levantou recursos para um projeto ambiental. Todo o dinheiro vai para a preservação de floresta no projeto Madre de Dios no Peru.